Dysfemismo

Tuesday, September 01, 2009

The New Bible

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Twitter: Famous people saying random shit. And you'll like it.


Genesis 1:1 according to the evolutionists
The mutated monkey rapeth the mutated monkey. And he saw that it was good.
But Darwin saw that it was horrible and meaningless.

And God saw every thing that he had made, and behold, it was very good. Except for that Free Will thing. He still had His doubts about it.

And God blessed the seventh day, and sanctified it. For He needed to get up early on monday, and Saturday gave Him a hell of a hangover.

And the rib, which the Lord had taken from man, made he a woman. God had no wife, so He gave the woman the ability to speak. Big mistake.

So God blessed them, saying, Be fruitful, and multiply. But they wore condoms instead. It was not good, they saw, but better than allimony.

They were both naked, the man and his wife, and were not ashamed. For altough Adam had a small penis, he did not know that until the Snake. Also, there was nobody around to urinate next to him.

But of the fruit of the tree which is in the midst of the garden, God hath said, Ye shall not eat of it, lest ye die. Yes, He Lied.

So they had a bite. And Adam blamed the woman, of course. Then, he ran into the bushes to hide from God's Large Penis. Imagine It's size. Now he was ashamed of his.

But seriously, God was pissed off. He cursed the woman who blamed the Snake, the Man who blamed the Woman, then the Snake. And threw us out.

Then He placed a flaming sword which turned every way, to keep the way of the tree of life. He really should have done this before, if he was going to be so pissed off about it.

Wednesday, August 26, 2009

Semiopédia Quântica

[projeto que comecei há um tempo, dá pra ter uma idéia do que se trata]

“Basicamente, uma deturpação promíscua de conceitos...” (HANS, 1974)

Incompetência
Segundo Descartes, erramos sem a necessidade da incursão de Deus e tendo o poder para não errar, o que constitui a incompetência. Somos incompetentes porque, apesar de Deus ter nos dotado de faculdades limitadas (devidamente, já que ele não teria motivos para nos querer como conselheiros) de entendimento, nos dotou de vontade ilimitada. Assim, poderíamos julgar sobre o que não entendemos, como de fato fazemos o tempo todo.

Livre Arbítrio
Poder de ignorar os fatos, faculdade responsável pelo erro. Assim como não há lugar para a sorte e acaso se o mundo é efetivamente regido por leis físicas consistentes, não haveria lugar para o erro caso fossemos dotados apenas de entendimento e não de uma vontade livre para ignorá-lo - ou seja, sorte e acaso seriam o livre-arbítrio do mundo.

Poder demais
Não existe tal coisa.

Wednesday, August 12, 2009

Morte por Causas Naturais

Ela vem, e todos nós sabemos disso. E não vai ser bonito, nem feliz. Ela é nosso pastor, nosso guia - aquilo que leva alguns de nós à fútil tentativa de afasta-la ao máximo baseando-nos em estatísticas; é também a mesma que nos afoga nas loucas frivolidades que estatisticamente aproximam-na de nós, já que nos é inevitável.

Falamos em causas naturais de morte. Mas quão natural é uma morte prolongada, e não estou falando aqui de máquinas ou de medicações mas de uma vida sem condições de sobrevivencia num ambiente natural. E é aí que as coisas ficam interessantes. Nosso ambiente não é 'natural' nesses termos.

Sexo natural é estupro.
Interação social natural é assassínio.
A morte natural é aquela nas mãos do mais apto.

No entanto, chamamos de morte por causas naturais justo àquela que não é causada por nenhum agente mortal externo. Referimo-nos à morte por causas naturais como aquela inevitável, aquela que tentamos evitar com todos os nossos vãos esforços.

Por alguma razão, enquanto a natureza é o assassinato, a causa natural é o apodrecimento progressivo em um ambiente protegido de causas naturais de morte. Mas definhar é justo aquilo que não acontece naturalmente, porque já é tarde demais quando chega esta hora.

Quão natural é sentar no sofá esperando pela sua morte, tomando todos os cuidados para evitá-la? E quão natural seria ir de encontro a ela, já que é inevitável?

Seria o suicídio a morte mais natural em nosso ambiente, já que nossa natureza é a manipulação artificial das causas naturais?

O resultado é uma superpopulação miserável.

Talvez o problema seja o seguinte: é de nossa natureza evitar a morte sobreviver, mas a morte é o que nos há de mais natural nesta vida.

Temos então que a medicina é tão natural quanto o suicídio, tão natural quanto o genocídio, quanto a extinção.

A extinção de nossa espécie é irrelevante, mas a superpopulação não é.
Para quem realmente se importa, a melhor morte é aquela que leva consigo o maior número de outras vidas possível.

A morte natural é a morte de um anarquista, de um nórdico. A caminhada rumo à morte possível, com um propósito.

Quantas coisas não deixamos de fazer pelas suas possíveis consequencias futuras em nossas vidas?
Que a morte, quando inevitavelmente próxima, nos lembre destas coisas. Com isto em mente, ela é nossa aliada - a possibilidade da morte já não é mais um impedimento, é um fato que abre um universo inteiro de possibilidades fechadas àqueles que ainda pretendem muito com sua vida, e temem perde-la.

Por Valhala, por uma morte bela e digna para aquele que saiu da antecamara do limbo para deparar-se frente a frente com seus mais mortais e maravilhosos desejos.

A morte se aproximando não é o toque frio de uma foice, mas o epítome glorioso de uma longa e escravizada espera.

Friday, July 31, 2009

A melhor cura para insônia: desistir de dormir, ou, mais precisamente, decidir genuinamente varar esta noite até a próxima.

Sunday, June 21, 2009

A Ética do Médico-Jornalismo

Hoje quero tentar falar um pouco de ética. Da relação de um ser humano consigo mesmo, de sua humanidade íntima. É, como seria de se supor, algo de suma importância, essencial. Até poderíamos dizer que é o que nos torna nós mesmos, este auto-relacionar-se. Mas não importa. Vou tratar de um problema muito pontual, que comentei nos comentários do post passado.

Ética é a única coisa neste mundo da qual ninguém pode irresponsabilizar-se (por contradição, se não é sua responsabilidade não tem nada que ver com ética ou moral). Neste ponto, a questão não é se há ou não livre arbítrio, mas de partir da ‘decisão’ como fato, e de partir do livre arbítrio para que possa haver moral e ética, para que possa haver responsabilidade. E mais: este é o exato oposto do pressuposto do qual tem que partir o cientista, para que possa haver ciência. Porque se há uma vontade livre (causas em si mesmas, que não são efeitos de algo externo), ou melhor, muitas delas, não se pode, como se deve, partir da lei de que para toda causa há um efeito, de que a decisão de um homem é influenciada pelo seus pâncreas, pela sua relação com sua mãe, pela sua classe econômica, etc.

O mesmo homem, enquanto cientista, procura causas para efeitos dados; e, enquanto ser moral, produz efeitos assumindo a si mesmo, ou sua própria vontade, como causa.

Quando alguém que tem de fazer suas próprias decisões responsabilizando-se por elas subverte sua vida num reflexo de uma ciência indutiva, comete a mais nefasta das confusões. Ele não pode se irresponsabilizar, só se imoralizar. Isso é o que faz alguém que decide que sua ética e sua moral coincidem com um corpus médico, e que o médico é o responsável por suas decisões mais íntimas (i.e “como devo viver minha vida”, não há nada mais íntimo que isto).

Dessa forma, um médico estaria errado em repreender moralmente uma moça cristã que não quer abortar seu filho. Isso não é uma questão médica, e nem deve ser. É uma questão ética, íntima de cada um consigo mesmo. E não porque Deus exista, não é esta a questão. A questão é que nas nossas decisões, nossa ética e nossa moral devem estar acima das ciências. Ou seja, quando ambas conflitam sem certeza absoluta, a moça, um homem, jamais deve subverter este tipo de decisão em função de uma ou outra ciência, tirando de si a responsabilidade por isto. Isto não quer dizer que um matemático e um religioso discutam no mesmo nível quando o primeiro aponta que determinada soma está incorreta, porque a matemática é uma ciência dedutiva, que trata de verdades necessárias. Mas tratando de probabilidades, da sua chance de ser atropelado, da sua chance de morrer de câncer, o moralista está no terreno mais alto. Nenhum dos dois pode afirmar certeza de nada, um tem probabilidades e o outro tem convicções. Mas convicções, que não são certezas científicas objetivas, são, subjetivamente, absolutos - daí o terreno mais alto da moça que não quer abortar, do sujeito que quer fumar crack e dirigir automóveis acima do limite de velocidade.

Mas quando globalizam-se os absurdos (as confusões médico-jornalísticas, uma probabilidade transformada num absoluto moral - uma pesquisa científica transformada num 'isto faz mal') nos meios de comunicação, a tentação de iludir-se irresponsabilizando-se de seus próprios atos e subvertendo sua moral por uma manchete de jornal é muito grande, especialmente quando temos um ‘cientista’ de probabilidades com patrocinado por alguém interessado ‘provando’ alguma coisa. E aí o jornalista transforma essa prova em alguma coisa faz bem, alguma coisa faz mal, etc. E fazer bem e fazer mal não existem na ciência, muito menos nas ciências indutivas. A pesquisa indica meramente que tal e tal elementos podem influenciar-se mutuamente de forma a gerar outros efeitos.

Uma sociedade pode considerar que encarcerar cidadãos dementes, entupir de benzodiazepínicos metade da população, submeter todo mundo a exames de próstata faz mal ao cidadão. E eles não estarão errados, porque não se trata de ciência o 'fazer mal', mas de moral, de ética. Da nossa humanidade íntima. Aumentar as chances de morte, diminuir a probabilidade de passar de um determinado número de anos de idade, tudo isso é frívolo quando comparado a o que devemos fazer com nossas vidas. São meros elementos a serem considerados, não o próprio núcleo da nossa decisão, que deve ser a vontade livre, a sua individualidade.

Esta é a morte da nossa humanidade íntima, é este o apocalipse.

Não é mais hora de enforcar burocratas em tripas de padres, mas médicos nas tripas dos jornalistas que os tornaram estúpidos a ponto de entregar sua própria liberdade à probabilidades distorcidas e mensalmente recalculadas por novas pesquisas conduzidas com outros patrocínios.

Monday, June 15, 2009

A Ordem Apocalíptica

O apocalipse, propriamente, não veio. Passamos tanto tempo professando-o, não sei. Talvez este tenha sido o problema. Os apocalipses primordiais foram escandalosos, repentinos, inevitáveis. Era como se todos os fatores conspirassem para que houvesse alguma revolução drástica. Nós, homens, éramos também fatores. Mas dessa vez, não como antes. Nosso fogo tornou-se uma compressa de água fria.

Foi como se a infinidade de anúncios da revolução tivesse minado a seriedade da possibilidade de qualquer uma; como se, na hora em que tudo tivesse de ter mudado por uma concatenação inevitável de fatores, esse fatores não estivessem lá, porque estavam presos no trânsito. E assim, o inevitável, a sublevação da ordem que havia, ao invés de ocorrer por meio de algo súbito num curto e perturbado espaço de tempo, acabou por ocorrer diante de nossos olhos, diluída, disfarçada, sob a própria carapaça.

Como se a presença deste inevitável tivesse se tornado tão próxima a nós, tão familiar, que tenha passado a fazer parte da própria ordem que havia. E que há: mas que, no entanto, não seria propriamente uma ordem, mas o próprio apocalipse que engendrou em seu seio e que a destituiu de seu status de ordem.

Tuesday, May 05, 2009

Da ansiedade como conseqüência de si mesma

Me parece ser inevitável que de uma pessoa ansiosa qualquer se possa dizer que o tédio lhe é ansiogênico; pois não é possível que atribuamos o predicado 'ansioso' a uma pessoa que sente-se plena em atividades que não são nem um pouco estimulantes (seja física, psiquica ou intelectualmente). É justamente assim que costuma-se identificar o ansioso, justamente pelo fato de que ele, em qualquer atividade que não seja estimulante, produza este estimulo por ele mesmo (balançando a perna, fumando, falando, andando de um lado para o outro, etc.).

É assim que o ansioso está preso em si mesmo, na sua própria ansiedade: porque para livrar-se de sua ansiedade deve livrar-se de estímulo, coisa que, para ele, é responsável pela produção de mais ansiedade e até o leva a estimular-se parcamente (as maneiras citadas acima, etc.).

Portanto, ansiosos do mundo, estimulai-vos da melhor forma possível. Isto é sempre melhor do que degladiar-se em vão com o tédio (ao menos para vós, ou, mais precisamente, nós) - pois de ambos decorre sempre a mesma consequencia.