Dysfemismo

Tuesday, November 13, 2007

Felicidade

A vida exige uma – e apenas uma – competência para que um indivíduo possa viver. Ela se chama Entorpecimento. A única forma natural de nascer com esta competência é de ordem psíquica: consiste em mecanismos de não entrar em contato com a horrível realidade.

As duas principais formas artificiais de complementar esta competência – são os dois grandes Ds da humanidade: Drogas e Deuses.

Não há civilização sem entorpecimento porque não há felicidade sem entorpecimento.

Não há civilização sem Deuses nem sem Drogas porque todas aquelas que porventura tenham se constituído dessa forma pereceram em suicídio ou extermínio coletivos por incompetência global decorrente desta incapacidade de esconder-se da própria inexorável miséria.

Como nossas capacidades psíquicas não são tão efetivas, as chances de um ser humano subsistir apenas pelo entorpecimento natural são remotas, de forma que algum dos Ds – mais frequentemente ambos – necessariamente advirá (ainda que existam formas racionais e sutis de entorpecer-se através de um raciocínio oblíquo que leve a conclusões falsas, porém, agradáveis).

A estupidez auto-conservativa da maior parte das civilizações consiste em eleger apenas um número limitado de Deuses e de Drogas efetivos moralmente lícitos para o entorpecimento – desprezando e execrando todos aqueles que os subvertem - e a estupidez da maior parte das pessoas consiste em efetivamente acreditar nesta estupidez.

E a vergonha de toda geração consiste em ignorar que a geração subseqüente só poderá deixar de tocar nos paradigmas da anterior – tão instáveis e sutis pelo seu caráter necessariamente contingente, já que novos fatos implicam em novas realidades dolorosas – se a vida não apresentar absolutamente nenhuma nova miséria.

A nossa história, no entanto, evidencia o contrário: os Ds da geração anterior são cada vez menos efetivos para os novos problemas, e isto em si constitui o maior dos problemas, porque a geração anterior é a geração da tradição que deverá te receber como membro do coletivo (reconhecendo sua humanidade) e que não o fará de forma completa (ou seja, não reconhecerá sua validade absoluta como ser humano, mas apenas relativamente ao respeito de seus paradigmas) alegando auto-evidências historicamente construídas com o intuito implícito de auto-preservação.

As novas gerações são, portanto, cada vez mais mal recebidas pelas antigas, de forma que lhes restam apenas três igualmente péssimas opções: adestramento, falsidade ou rompimento apocalíptico. O primeiro torna-se cada vez menos comum, o segundo cada vez mais comum – devido à elevação exponencial do grau de rompimento paradigmático -, e o terceiro é e sempre será raro.

A única solução possível é a constatação de que o objetivo, o fim último, de cada indivíduo e de cada geração, é exatamente o mesmo: a Felicidade.

Felicidade esta que só pode ser constatada como fim último pela óbvia realidade prática: somos todos infelizes quando sóbrios.
Mas nossa felicidade entorpecida é frágil demais para que o rompimento de paradigma possa ser invocado como justificativa para a abominação da geração futura.

Pois se há algo que nos une uns aos outros como seres humanos é a infelicidade objetiva e a felicidade distante como fim último – possível apenas pelo entorpecimento.

Reconhecer isto é aceitar o outro como ser humano, e negar-lhe esta possibilidade é negar seu direito de Perseguir a felicidade pelos seus próprios meios, ainda que estes não entrem em conflito com a Perseguição da geração anterior (que, geralmente, já se estabeleceu de forma suficientemente estável para conseguir conviver com o advento de novos paradigmas).

O conflito ocorre porque a geração anterior julga ser auto-evidente que a Perseguição da felicidade da geração futura em desacordo com seus paradigmas (todos eles meticulosamente articulados para a manutenção da sua sutil e instável possibilidade de entorpecimento) entra em conflito com a sua própria Perseguição, pois nela está imiscuída a necessidade (tão falsa como absolutamente problemática) de que a geração futura seja idêntica – a saber, que possua os mesmos paradigmas e tabus - à geração passada.

E o problema disto é que o entorpecimento de cada geração é extremamente contingente, de forma que a mínima subversão histórica implica em uma necessidade real de novas formas de entorpecimento, pois novas realidades horríveis nos são impostas na medida em que a história acontece.

A Perseguição da geração futura desta forma entra em conflito com a Perseguição da geração anterior, ambas extremamente sutis, e a única forma de coexistência pacífica é o reconhecimento moral das novas formas de entorpecimento como absolutamente válidas - a menos que entrem em conflito direto com o fim último de ambas as gerações: a Felicidade Entorpecida.

A vida não é séria, o mundo não é sério, e nenhum de nós escolheu nascer - embora cada geração faça o possível para convencer a futura de que esta escolha foi na verdade um presente para o Advindo e não um fardo a ser carregado pela irresponsabilidade de Pais que jamais são ou serão maduros o suficiente para tomar a decisão de criar um novo ser vivo em um novo conjunto de paradigmas.

Fodam-se os seus paradigmas: deixe os meus em paz, e ambos poderemos desfrutar, até mesmo conjuntamente, da efêmera possibilidade de felicidade que temos como refúgio último deste Imperativo Vital, desta Ordem que recebemos pela maior decisão que um ser humano pode tomar (a saber: “devo ou não inserir um novo ser, extremamente sensível e passível de dor e sofrimento, neste mundo absolutamente imprevisível”) e que o funcionamento da natureza exige que seja feita sem o consentimento prévio daquele que será absoluta e plenamente afetado pela decisão – pois isto implicaria, provavelmente, em um imediato desaparecimento da espécie.

14 Comments:

  • O meu caminho é e sempre será o do rompimento apocalíptico, de forma cada vez mais acentuada, até o dia - que certamente não virá - em que vocês, fantasmas das geraçoes passadas, pararem de assombrar a minha felicidade.

    A todos voces que tornam a minha vida e a de meus companheiros insuportável eu desejo uma morte dolorosa, agrilhoada nas paredes do lugar que mais abominarem, fazendo uso daquilo que mais lhes desagradam e blasfemando contra os deuses que voces mais respeitam.

    Fiquem com Deus vocês. Só quero que me deixem em paz.

    By Blogger Rodrigo Ferrari, At 4:47 PM  

  • desejo também que eu esteja totalmente errado e que deus exista, e que ele em sua inefavel justica vos vondene ao fogo perpétuo do sofrimento infernal pelo crime que cometem ao obstruir a felicidade daqueles que voces mesmos botaram neste mundo.

    Assumam suas responsabilidades, seus filhos da puta.

    E a única que voces tem é a felicidade daqueles que voces puseram no mundo sem o consentimento dos mesmos.

    By Blogger Rodrigo Ferrari, At 4:52 PM  

  • É raro, mas discordo de quase tudo.
    Felicidade é um dos possíveis objetivos da vida, mas o que é a felicidade ?
    Talvez haja algum tipo de felicidade que não seja possível sem entorpecimento.
    Nenhuma das definições que imagino possíveis para a minha felicidade são compatíveis com entorpecimento.
    Sou indiscutivelmente mais feliz sóbrio do que ébrio.
    Conflito de gerações não é novidade. Imagino que seja inevitável.
    Deste conflito pode nascer o desenvolvimento, de ambas as partes.
    Existem outras opções além de adestramento, falsidade ou rompimento, embora essas sejam tristemente as mais comuns.
    Tolerância, consideração, respeito, reflexão são algumas atitudes mais construtivas que as 3 que você menciona.
    Particularmente no caso de pais e filhos, a chave para a solução dos conflitos está no amor.
    Mas, tal qual felicidade, amor é um conceito suficientemente vago para não ser útil.
    Qualquer definição "honesta" de amor deve incluir um legítimo interesse (não condicional) pelo desenvolvimento do outro.
    Viver é um risco. Decidir ter filhos é um risco. Sigo achando que as duas coisas valem a pena.
    E como você mesmo disse, como nenhum ser humano é maduro suficiente para ter filhos (o que sob um ponto de vista puramente racional pode até estar certo), a solução seria não procriar - o fim da humanidade. Uma idéia intelectualmente instigante, mas com pouco sentido prático.
    E, por último, acredito que em boa parte o "poder" de fazer sofrer é "concedido" pela vítima, exceção feita a paus e pedras.

    By Blogger Flavio Ferrari, At 7:00 PM  

  • Rodrigo, meu filho...
    Te amo, te admiro e espero que consiga ser feliz de acordo com seu conceito de felicidade.
    No que puder ajudar, você sabe que pode contar comigo. Vou estar sempre do seu lado.
    Mas realmente acredito que a agressão, embora seja uma opção, não é a solução.
    Beijo.

    By Blogger Flavio Ferrari, At 7:05 PM  

  • 1.
    Felicidade é um dos possíveis objetivos da vida, mas o que é a felicidade ?

    felicidade é, desde aristoteles, o único fim válido por si mesmo na humanidade.

    está aí o desafio lançado a qualquer coisa que qualquer leitor puder imaginar que nao seja na verdade um meio para o fim último.
    Pouco importa o que é a felicidade, nao é essa a questao. a questao é que ela é inegavelmente o unico objetivo valido por si mesmo para a especie humana.

    2. Tolerância, consideração, respeito, reflexão são algumas atitudes mais construtivas que as 3 que você menciona.


    voce leu o texto?

    não há respeito, consideração ou tolerancia por um ser humano quando o outro pretende negar seu direito de perseguir a felicidade por seus proprios meios, quando a auto-evidencia é usada para ofender e impedir os meios do outro.
    Tolerancia, respeito e consideração existem nos seus quadrinhos, não nesta vida.
    Não com os valores morais da sua geração.

    3.
    Ninguem tem autoridade para decidir o que é retroceder ou desenvolver-se como ser humano.

    E o amor causa muito mais sofrimento do que felicidade, os seres humanos não abdicam desta asqueirosa necessidade psiquica porque não podem.

    Logo, Desenvolvimento e Amor são nada além de instrumentos (na forma de alegações falsas) das gerações passadas para destituir o direito das gerações subsequentes de tomarem as decisões que quiserem a respeito de suas proprias vidas.

    4. Sentido prático significa resultado positivo.

    A vida não tem sentido prático algum porque seu único resultado é a não-vida. A vida, se é válida, o é por si mesma e é incompativel com sentido prático.

    A morte, no entanto, ou melhor, o auto-extermínio de uma espécie, tem valor prático porque é perpétua e produz resultados além de si mesma.

    Instigante intelectualmente é a idéia de que pessoas inteligentes que desacreditam no Segredo conseguem acreditar que paus e pedras podem ferir meus ossos, mas as palavras de nossos pais não nos vão nos ferir.

    Se citar Jesus Cristo, que claramente desconhece, vou te lembrar de uma coisa.

    Abra seu livrinho em João, 2:1 e leia até 2:11.

    O seu profeta transformou água em vinho porque sua ridicula mãe pentelhou-o a respeito da falta de vinho na festa.
    Ele ficou com peso na consciencia por ter sido grosso com ela, e daí, o milagre.

    O milagre do entorpecimento, devido à pentelhação de sua mãe.

    e, por fim, gostaria de dizer que suas colocações carecem de qualquer sustentabilidade argumentativa.

    Não existe agressão.
    Só existe defesa. Toda agressão é resposta defensiva à defesa agressiva do outro.
    Isso constitui uma das incompetencias humanas, e constitui mais um argumento a meu favor no extermínio desta vergonhosa espécie da qual faço parte.

    Se quiser discordar de meus argumentos, precisará de argumentos.

    De auto-evidencias, já estou farto.


    E meu texto é um ataque a todas as gerações que já foram e que ainda virão.

    Tudo aquilo que sustenta o oposto do que estou falando é instintual ou auto-evidente do senso comum.

    Porque ter filhos?
    Porque obriga-los a ser como voces querem?
    Porque torná-los engrenagens do sistema?
    - a saber, produtivos para a sociedade e auto-sustentaveis, pois quando voce compra um cachorro (ou qualquer outro ser vivo) nao se espera dele que traga seu proprio sustento para a casa.

    Se dois moleques irresponsaveis trepam sem camisinha, aparecem com um bebe, fazem cagada atras de cagada - tornando sua psique uma colcha fragmentada de traumas - criam-no até certa idade, qual é a porra da clausula do testamento de adão que diz ser responsabilidade deste, cuja vida não foi escolha própria, independer-se e sustentar-se, só porque a miséria economica e o sistema produtivo dos seres humanos assim o exige?

    By Anonymous Anonymous, At 3:34 AM  

  • Nenhum ser humano é responsavel por si mesmo porque só se pode ser responsavel por algo que é de escolha própria.

    Qualquer filósofo sabe disso.
    Qualquer imbecil sabe disso.

    A responsabilidade sobre a vida de cada ser humano é daquele que escolheu dar-lhe a vida, desde o inicio dela até seu término.

    Qualquer negligencia dessa responsabilidade em função de principios economicos e morais é na verdade a covardia exigida pela seleção natural para a perpetuação da espécie.

    Digo que a espécie deveria ser exterminada porque os pais negam a responsabilidade que tem sobre seus filhos utilizando como argumento a negação de responsabilidade e a destruição psiquica que seus proprios pais empreenderam sobre si!
    ]
    Não é lindo?

    Pois meus pais me obrigaram a trabalhar com 12. Meus pais me batiam.
    Logo, eu tenho o direito de te obrigar a trabalhar com 19.

    É cagada atrás de cagada, erro crítico atrás de erro crítico, guerra atrás de guerra, etc. etc.

    A história das nações nao é diferente da história dos individuos.

    By Anonymous Anonymous, At 3:41 AM  

  • Os argumentos que faltam aqui contra minhas colocações, e estou aberto a incursões, são:

    1. Como pode um Ser ser responsável pela própria vida se ela não foi escolha própria? Ou melhor, como pode algo ser responsável sem liberdade de escolha quanto a esta específica responsabilidade?

    - outra formulação possível a esta questão seria:

    Como a vítima de um nascimento pode ser responsabilizada por esta decisão alheia a si?

    2. Porque seria a vida é válida e desejável por si mesma - a saber, uma dádiva? Porque podemos dizer que "ela vale a pena"?

    e, mais importante, porque constitui a única sustentabilidade de toda a auto-evidencia presente em sua reposta e na resposta de 'qualquer pai e mae':

    3. Como e porque o fato de que uma cagada tem sido perpetuada ao longo de milenios implica na necessidade de continuá-la?

    Como e porque algo pode tornar-se auto-evidente por infinitas sucessões e repetições deste algo?


    As minhas respostas são claras.
    Espero a de voces.

    Faltam-lhes argumentos porque julgam auto-evidente o oposto de tudo o que estou dizendo.

    Discordam imediatamente e a priori do que digo porque isso implica em conclusões que impediriam a vida saudável de voces.

    Pois lhes digo que as auto-evidencias de voces impediram a minha.

    By Anonymous Anonymous, At 3:48 AM  

  • Me desculpe se ofendo voce, papai.
    Não é esta a minha intenção.

    A minha intenção é encontrar respostas pra perguntas que nunca foram feitas por voces porque a resposta lhes foi passada pela tradição como auto-evidente e valida por si mesma.

    Tudo o que voces tem a seu favor são premissas, mas voces nao entendem que o 'peso de prova' está nas maos de voces.

    Algumas destas premissas são:

    1. a vida é linda e todo filho deve ser grato por esta dádiva concedida(claramente suspeito, já que são as geraçoes de pais que inventam esse tipo de coisa para ensinar aos filhos)

    2. Se vira negão - é a premissa decorrente da primeira: já que a vida é uma dádiva, os pais nao tem nenhuma responsabilidade em sustentar o filho que colocaram no mundo, e cada centavo que lhes dão é na verdade uma outra dádiva sobre a dádiva da vida, que implicaria em uma dupla gratidão do filho, que recebeu o dom da vida e o dom de ser sustentado.

    3. Os homens devem necessariamente se sustentar economicamente, para ter mais filhos e sustenta-los.
    Esta premissa é uma mistura do instinto reprodutivo com o instinto sistemático do capitalismo de auto-preservação.

    4. Os filhos estão e estarão em perpétua dívida com os pais, e não o contrário, por decorrencia de todas as outras premissas. E não o contrário.


    Seja como for, a questão é: desconfiem da auto-evidencia, porque ela é representante da tradição, e a tradição é a representante da geração acima - e é claro que tudo o que voces lá encontrarem lhes dirá coisas análogas a estas suspeitas premissas.

    É a mesma coisa dos filósofos burgueses todos a favor da responsabilização individual. É claro que dizem isto, pois isto significa não ser culpa de uma classe economica dona do estado a miséria dos trabalhadores que eles domesticaram.

    By Anonymous Anonymous, At 3:58 AM  

  • a única luz no fim do tunel é o fato de que a maior parte das gerações só se permite o destrato da geração subsequente tendo como limite os maus tratos que a geração acima da sua empreendeu.

    Daí o famoso argumento "no meu tempo..."

    Tendo isto em vista, é possível que estejamos em um progresso razoavelmente linear (embora passível de retrocessos eventuais e cíclicos) rumo à aceitação plena das gerações subsequentes.

    é possivel, porém a razão não nos autoriza esta previsão com rigor objetivo.

    By Anonymous Anonymous, At 10:56 AM  

  • Algumas colocações:
    - Me dou o direito de citar quem eu bem entender, independentemente e conhecer ou não. A expressão que utilizei poderia ter sido dita pelo meu primo ... vale o sentido dela.
    - Não parei para avaliar o nível de sustentabilidade argumentativa das colocações anteriores ... essa é uma coisa que você valoriza bem mais do que eu ...
    - Como não sou filósofo e nem imbecil, continuo acreditando que cada ser humano é responsável por si mesmo.
    - Também não sou totalmente avesso a auto-evidência ... como não sou totalmente afeito à razão pura ... Acho que as armadilhas da primeira são mais evidentes do que as da segunda (da qual você me parece as vezes prisioneiro)
    - Não me preocupa o fato da vida ter ou não um sentido prático, mas também não me parece sustentável o agumento de que o resultado da vida é a não vida. A vida é um processo finito, que produz resultados enquanto dura. A efemeridade dos resultados não necessariamente torna a vida sem sentido. E tenho a impressão de que se a vida tem um sentido ele está além do alcance da razão humana.
    - De todo modo, em estando vivo, prefiro aproveitar ... ainda não encontrei coisa melhor para fazer do que produzir os meios que me permitem atender aos desejos
    - Escolhi não me ofender embora, voltando à velha discussão sobre o livre arbítrio, não creio que poderia fazer outra escolha.
    - Admiro o pensamento filosófico e acho você realmente bom nisso. E pelo que te conheço, não vai conseguir se "libertar" dele tão cedo.
    - E, por último, você está enganado quando afirma que não me fiz essas perguntas. Fiz e faço a a maioria delas. Não aceito a auto-evidência sem questionamento. Também não aceito as conclusões da razão sem desconfiança.
    - Pena que eu não tenha bagagem suficiente para discutir de igual para igual.

    Beijo

    By Blogger Flavio Ferrari, At 2:23 PM  

  • Caro sobrinho:
    Pareces eu pensando "no meu tempo"...
    Mas passa. A gente vira pai.
    E la nave va...
    Lúcida e feliz às vezes.

    By Blogger Ernesto Dias Jr., At 3:39 AM  

  • Altere a realidade interna. Estimule a produção de endorfina.

    By Blogger , At 11:34 AM  

  • minha mãe proibiu estímulos de endorfina e/ou serotonina que não sejam subsidiados pelo governo ou pelo Papa.

    E este é o templo da razão pura, não me venha com vida real.

    De vida real, i've alredy had enough


    E quanto a virar pai, não pretendo.

    Eu realmente acredito que qualquer ser puramente racional saberia ser um absurdo colocar inconsequentemente uma vida no mundo e responsabilizá-la sem nenhum fundamento lógico por isso.

    Como somos só parcialmente racionais, nós temos condições de saber isto - mas declaramos o assunto inconclusivo e difícil demais, e partimos pra putaria.

    Não é meu estilo.

    By Blogger Rodrigo Ferrari, At 5:25 PM  

  • Partimos pro bom humor em várias ocasiões.Questão de essência. E convivemos com muito bem com as diferenças. Questão de respeito.

    By Blogger , At 10:46 AM  

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