<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975</id><updated>2011-12-22T17:59:02.349-08:00</updated><title type='text'>Dysfemismo</title><subtitle type='html'>O Bom blog é escrito a priori, para todas as idades: com letras pretas em fundo branco para os idosos e detalhes coloridos para a criançada</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7459582855104991172</id><published>2010-10-05T10:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T10:36:29.612-07:00</updated><title type='text'>Vote Zero</title><content type='html'>Zero sempre está no segundo turno, na próxima eleição, em todas as posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperte 0 até preencher os espaços e confirme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo direito ao foda-se, vote Zero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7459582855104991172?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7459582855104991172/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7459582855104991172' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7459582855104991172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7459582855104991172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2010/10/vote-zero.html' title='Vote Zero'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2924988522327489507</id><published>2010-09-21T19:15:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T19:29:25.704-07:00</updated><title type='text'>O Abílio Diniz é Ninja</title><content type='html'>Tenho que começar a anotar os produtos que o Pão de Açucar tira das estantes aqui no mercado de Perdizes, substituidos na maior cara de pau pelo genérico deles. Some um tempo depois volta, é muito suspeito. E não somem com todos os tamanhos, só o exato tamanho e forma que antes enchia as estantes (com todo o naipe de mais vendido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que só colocar o deles ao lado por uns míseros centavos a menos não era suficiente. Eu avisei que ia dar merda, agora já não tem mais a Pipoca do sabor 'com sal' da Yoki tradicional, tem todos os sabores absurdos (bacon, azeite, trevas) mas o 'com sal' sumiu. E a Agua de Coco de 1L da KeroCoco, mesma coisa: tem a versão lanchinho de criança, mas do 1L só do genérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês reclamam que não pode jogar lixo na rua porque se todo mundo fizer fode a brincadeira, o mesmo princípio se aplica aí. Se voce compra o produto que ninjaram de você na versão genérica não tem problema, mas se todo mundo fizer mata o nosso produto e ai ficamos pra sempre com a merda do genérico. E eu não quero isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se você se importa com o que há de bom e honesto desse mundo, evite ao máximo comprar os produtos que esses ninjas safados estão tentando forçar em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga não ao Abílio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2924988522327489507?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2924988522327489507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2924988522327489507' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2924988522327489507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2924988522327489507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2010/09/o-abilio-diniz-e-ninja.html' title='O Abílio Diniz é Ninja'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-9075957993671440881</id><published>2010-03-08T19:46:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T16:26:45.815-08:00</updated><title type='text'>Sobre coisas que não existem, mas que têm nome</title><content type='html'>&lt;em&gt;Falo, logo é&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[fiquei muito tempo sem escrever, agora volto com 4 paginas pra apedrejar voces; mas nao fiquem alarmados, é um texto razoavelmente leve e relevante pra qualquer um, juro. Muita correcao pra fazer, suponho. Como sempre, aprecio a ajuda dos leitores que sobreviverem ao texto]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo deixando claro uma aparente obviedade digna de nota: conceitos são nomes que funcionam, mas que não representam um objeto existente; unem sob si uma multiplicidade que legitimamente pode ser distinguida como unidade, de outras unidades. Por isto um conceito legitimo deve ser capaz de distincao e clareza, a multiplicidade que contem deve poder ser identificada como una e distinguida de tudo aquilo que tal conceito exclui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perfeitamente razoável que entre animais que falam compulsivamente - muitas vezes tendo a fala como próprio fim e não como meio de comunicação – e inventem palavras sem mais nem menos, existam vários nomes de gênese duvidosa - em mentes duvidosas de intelecto duvidoso - que, no entanto, acabam sendo usados com tal naturalidade ao lado dos cachorros e das cervejas que sao capazes de travestirem-se de conceito para a mais arguta das mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo por capitalismo: gente, capitalismo não existe. Você não encontra ele em nenhum lugar, ele não bate na sua porta pra te amaldiçoar porque você está demorando no banheiro, não te liga de madrugada bêbado e muito menos está disposto a fazer sexo anal com você. Ele é um conceito, mais ou menos definido, que representa em economia um “determinado” (no sentido lato do termo, porque não é determinado o suficiente para ser usado como conceito sólido) padrão de funcionamento que não é muito claro pra ninguém; se fosse, provavelmente já o teríamos substituído – por razões que Marx já deixou suficientemente claras. Seja como for, e um conceito suficientemente claro e distinto para que se possa conhecer atrav'es dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode parecer trivial, mas é essencial. Porque ele não existe, ele é um nome dado a uma multiplicidade (não a uma unidade, o que é rigorosamente necessário ao conceito – esta totalidade sistemática distinguível de outras, e, o que é prejudicial ao entendimento dos fenômenos, pode ser usado de forma a englobar coisas que não lhe caberiam logicamente por incompetência nossa, quando o utilizamos. É essencial porque trabalha na produção de conhecimento aparente, de sombras na caverna que não têm o que quer que você seja para sua sombra (alguém tem um bom termo pra contra-sombra?). Estou só esquentando. Eu poderia continuar fazendo a mesma coisa com vários termos, mas este não é (depois de editado, eu diria “era”) meu ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ponto aqui é um termo específico: homossexual. Inicialmente minha intenção era discutir somente o caráter de sombra-sem-idéia   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu declaro aqui, em voz alta e em cima de um banquinho, que homossexual não existe. Esta declaração ofende particularmente os homossexuais, justamente pela razão que defenderei ser a de existência desse termo. Identificação, assim como o termo ‘criminoso’. Não chamamos criminoso o cara que voltou bêbado da balada dirigindo, nem chamamos criminoso o cara que fumou um baseado na formatura. Quando eu escrevo criminoso, você automaticamente pensa num cara de barba mal feita, meio sujo, sem trabalho, possivelmente negro ou nordestino, etc. (estudante não conta). E você até agora está, como uma pessoa de bom senso, horrorizado pelo fato de que eu digo que não existem nem criminosos nem homossexuais. Mas fique calmo, fará sentido. Algum, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que este texto é direcionado ao homem-maioria, ao qualquer um, ao cara branco que nem para pra pensar em se identificar como heterossexual porque não há razão para tal. Ele, você ou nós – meu leitor-alvo – simplesmente existe tal como é; sente sua própria individualidade em meio a montes de outros brancos amontoados sobre uma suposta heterossexualidade que só surge como termo em oposição ao homossexual como estranho, como estrangeiro. Por tal razão, ele não sente a necessidade de identificar-se salvo em situações particulares, quando perguntado ou questionado (e a honestidade de suas respostas dependerão também de sua capacidade de esconder/desvelar-se a si mesmo, eu suponho, bem como sua auto-identificação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, esse cara que você imaginou quando eu escrevi criminoso, que é a razão da existência desse termo, é alguém alheio a você, exterior. Alguém que representa uma figura que não é definida pelo que é, mas pelo que não é. O criminoso não é o seu amigo, não é da sua família, não é sua irmã. Ele é alguém que você teme, alguém que merece ser preso. Se possível, ele nem tem família. Se tiver, são todos criminosos, ou potencialmente criminosos. No máximo vítimas de fatalidade capitalista, mas ainda e sempre carregando a questão da identificação do estranho consigo. É um termo que os membros supostamente respeitáveis de uma sociedade (seus maiores representantes, talvez) usam para identificar pejorativamente quem não é respeitável e comete uma ou outra ou várias ilegalidades que você, como membro respeitável da sociedade, juntamente aos seus compatriotas, desaprova a ponto de produzir um nome especial para identificá-lo como estrangeiro na sua pátria, como alguém que vive entre vocês, entre nós, mas não é um de nós. É um desvio digno de nome, mas isso não o torna um conceito produtivo e efetivo, por falta de clareza e distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o político ladrão é o criminoso. Eles são políticos ladrões, uma raça específica de gente respeitável que comete atos mais abomináveis que o dos criminosos, mas que pode ser seu amigo ou seu irmão. Dependendo do seu histórico de vida inclusive, este termo pode ser utilizado para alguém mais alheio a você do que um criminoso regular, caso você cometa algum crime freqüentemente, como o uso de alguma substancia ilícita, ou o constante descumprimento da ‘lei seca’, militância política subversiva em universidades, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego agora, finalmente, ao que inicialmente era meu ponto (embora a esta altura este texto também possa servir para dar descrédito a qualquer outro termo-fantasma, dentre os quais eu não posso deixar de ressaltar ‘Preto’ ou ‘Negro’... afinal, quando termina o negro e quando começa o branco? É mais um ótimo exemplo de termo gerado por auto-identificação que carece de definição ou de propriedade conceitual - já que ancestrais negros, no Brasil ao menos, quase todo suposto “branco” têm). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexualidade não é algo de mensurável nem algo de controlado, ela se dirige de forma muito peculiar e complicada, nem ousaria tentar imaginar como ela funciona. Minto, eu não consigo deixar de imaginar, embora também não a compreenda. Mas eu sei muito bem como ela não funciona, e ela não funciona assim. Você não pode ser homossexual, nem heterossexual. Mas os termos existem, para identificar o cara de praticas sexuais duvidosas e comuns em certa direção vaga, variável, mas mais ou menos consensual entre os membros ‘’heterossexuais’’de uma sociedade. Mas não é um conceito bem definido, é algo como livre arbítrio, justiça (que eu defendo existir como fenômeno estético, mas não como conceito) ou criminoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ousarei provar isso aqui, apenas tentarei fazer com que o raciocínio de vocês acompanhe o meu apontando a impossibilidade de definir o termo homossexual com tentativas sucessivas de definição, partindo do bom senso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O cara que dá bunda: esta definição não funciona, porque você pode ser estuprado. Seu irmão pode ser estuprado, seu pai também. E eles não são viados. &lt;br /&gt;2. O cara que dá a bunda por livre e espontânea vontade: vamos supor que você, heterossexual convicto, resolve experimentar como seria quebrar as ordens de deus em Levítico 18:22. Você encontra um cara bonitão e dá pra ele. E é horrível. Você não é homossexual por isso, só suspeitamente curioso.&lt;br /&gt;3. O cara que dá a bunda por livre e espontânea vontade, mais de uma vez, e gosta: esta já é um pouco mais complicada. Vamos supor este cara. Você ainda não conhece ele. Mas uma vez ele teve um trauma, e nunca mais deu a bunda. Inclusive, por acaso, ele começou a gostar de mulheres; diferente de você, ele não ficava mais tendo sonhos homossexuais, e, como você, ele passou a abominar os homossexuais. Este cara não é mais homossexual, mas heterossexual, ex-homossexual. O que seria impossível se você pudesse ser homossexual, como se é caucasiano ou preto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, já vemos que homossexual não seria um ser, mas um estar. Mas defendo que nem isto é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo aqui que o homossexual é o cara que se identifica desta forma, e tem mesmo exatamente esta função: eu sou homossexual. E o faz, sem sabê-lo, por uma pressão externa e interna de identificar sua posição relativa à canalização mais ou menos padronizada da sexualidade dos homens (que afinal é talvez o objeto principal, ou ao menos fundamental, da cultura civilizada – na forma de tabus). A maior parte deles, de nós, com os mesmos impulsos, bate em alguém, trata mal uma mulher, xinga um sãopaulino. Mas ele não, ele dá a bunda. Você poderia fazer o mesmo, muitas vezes, e ninguém jamais saberia, e você seria como um homossexual fantasma. Você pode inclusive gostar que te enfiem algo no rabo enquanto você transa, e isso não te tornará viado (a discussão sobre a diferença entre viado e homossexual fortalece minha posição, ao que me parece, pois explora justamente a ausência de parâmetros de definição do termo...). Você só não vai assumir que o faz, e assim, continuará tão hetero quanto qualquer outro, se conseguir suportar psiquicamente o fardo. Você pode até não saber disso, mas o anus masculino é sensível e adaptado ao prazer de tal forma que é certa ingenuidade dos heterossexuais não fazerem este uso ‘impróprio’ dele (a prova disso é o prazer de cagar, que é extremamente “heterossexual” reafirmar). E não, a direção não faz diferença pra os nervos, e tem muito homem com pau menor do que as merdas que você ama cagar). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que espero ter começado a explicar, mas não pretendo ter esclarecido totalmente, é como o homossexual acaba se identificando como tal porque ele não consegue esconder de si mesmo que têm certos prazeres, e, ao mesmo tempo, tem outros medos que não os nossos e acaba com um padrão de comportamento que, quando pressionado pela sociedade, o faz ‘assumir’ para si mesmo, saindo do limbo da incerteza: eu sou homossexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, na verdade, ele é humano, homem, como qualquer um de nós, como um criminoso que é potencialmente qualquer um de nós, mas que, por diversas razões, vê-se forçado, encurralado, a assumir alguma coisa que não faz sentido. E pode acabar se privando de outros prazeres, como nós homem-maioria nos privamos (e lidará com isso de outra forma, ficando amigo das mulheres ao invés de fazer o que nós fazemos, por exemplo). Mas é só um hábito, só uma farsa, não é nada que exista, que seja ou que possa ser definido, assumido ou identificado de forma clara e distinta, e, por tal razão, não é algo que existe, nem sequer como conceito. É um mal entendido que virou nome, como tantos outros por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se esta reflexão acaba produzindo uma certa suspeita quanto a veracidade de todos os conceitos, existem alguns que são claros e distintos, embora a suspeita seja sensata como modus operandi  por causa da naturalidade com a qual falamos termos, concedendo uma certa existência nominal a eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique ai, como demonstração de boa fé, o conceito de conceito – ou definição, como o conceito logicamente perfeito, pois tanto é útil e necessário para o conhecimento* como é claro e distinto: é a união de uma multiplicidade em uma unidade legítima, que resiste à Crítica da própria lógica e é capaz de sustentar algum conhecimento sobre algum fenômeno perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Um critério aparentemente duvidoso, no entanto, tão eficiente quanto imprescindível na efetivação de conhecimentos... pois na base de todo o conhecimento, estão axiomas lógicos desta exata natureza por esta exata razão. Mas se o objetivo não é produzir conceitos, mas conhecimento, não há problema algum em produzir conceitos “fantasiosos”, que servem de base para produção de conhecimento como um todo sistemático, como uma só Ciência (trabalhando num paradigma desatualizado de epistemologia, que me pareceu suficiente e apropriado para explicar o que pretendi aqui)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-9075957993671440881?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/9075957993671440881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=9075957993671440881' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/9075957993671440881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/9075957993671440881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2010/03/sobre-coisas-que-nao-existem-mas-que.html' title='Sobre coisas que não existem, mas que têm nome'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2890627846279621929</id><published>2009-09-01T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T12:04:23.581-07:00</updated><title type='text'>The New Bible</title><content type='html'>http://twitter.com/THENEWBIBLE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter: Famous people saying random shit. And you'll like it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genesis 1:1 according to the evolutionists&lt;br /&gt;The mutated monkey rapeth the mutated monkey. And he saw that it was good.&lt;br /&gt;But Darwin saw that it was horrible and meaningless.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And God saw every thing that he had made, and behold, it was very good. Except for that Free Will thing. He still had His doubts about it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And God blessed the seventh day, and sanctified it. For He needed to get up early on monday, and Saturday gave Him a hell of a hangover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And the rib, which the Lord had taken from man, made he a woman. God had no wife, so He gave the woman the ability to speak. Big mistake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So God blessed them, saying, Be fruitful, and multiply. But they wore condoms instead. It was not good, they saw, but better than allimony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They were both naked, the man and his wife, and were not ashamed. For altough Adam had a small penis, he did not know that until the Snake. Also, there was nobody around to urinate next to him.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But of the fruit of the tree which is in the midst of the garden, God hath said, Ye shall not eat of it, lest ye die. Yes, He Lied.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So they had a bite. And Adam blamed the woman, of course. Then, he ran into the bushes to hide from God's Large Penis. Imagine It's size. Now he was ashamed of his.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But seriously, God was pissed off. He cursed the woman who blamed the Snake, the Man who blamed the Woman, then the Snake. And threw us out.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Then He placed a flaming sword which turned every way, to keep the way of the tree of life. He really should have done this before, if he was going to be so pissed off about it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2890627846279621929?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2890627846279621929/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2890627846279621929' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2890627846279621929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2890627846279621929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/09/new-bible-genesis-according-to.html' title='The New Bible'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2257199647767208262</id><published>2009-08-26T06:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T06:20:34.924-07:00</updated><title type='text'>Semiopédia Quântica</title><content type='html'>[projeto que comecei há um tempo, dá pra ter uma idéia do que se trata]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Basicamente, uma deturpação promíscua de conceitos...” (HANS, 1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Incompetência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo Descartes, erramos sem a necessidade da incursão de Deus e tendo o poder para não errar, o que constitui a incompetência. Somos incompetentes porque, apesar de Deus ter nos dotado de faculdades limitadas (devidamente, já que ele não teria motivos para nos querer como conselheiros) de entendimento, nos dotou de vontade ilimitada. Assim, poderíamos julgar sobre o que não entendemos, como de fato fazemos o tempo todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livre Arbítrio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poder de ignorar os fatos, faculdade responsável pelo erro. Assim como não há lugar para a sorte e acaso se o mundo é efetivamente regido por leis físicas consistentes, não haveria lugar para o erro caso fossemos dotados apenas de entendimento e não de uma vontade livre para ignorá-lo - ou seja, sorte e acaso seriam o livre-arbítrio do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poder demais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não existe tal coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2257199647767208262?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2257199647767208262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2257199647767208262' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2257199647767208262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2257199647767208262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/08/semiopedia-quantica.html' title='Semiopédia Quântica'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-1473436013868331557</id><published>2009-08-12T20:58:00.001-07:00</published><updated>2009-08-13T19:02:44.482-07:00</updated><title type='text'>Morte por Causas Naturais</title><content type='html'>Ela vem, e todos nós sabemos disso. E não vai ser bonito, nem feliz. Ela é nosso pastor, nosso guia - aquilo que leva alguns de nós à fútil tentativa de afasta-la ao máximo baseando-nos em estatísticas; é também a mesma que nos afoga nas loucas frivolidades que estatisticamente aproximam-na de nós, já que nos é inevitável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos em causas naturais de morte. Mas quão natural é uma morte prolongada, e não estou falando aqui de máquinas ou de medicações mas de uma vida sem condições de sobrevivencia num ambiente natural. E é aí que as coisas ficam interessantes. Nosso ambiente não é 'natural' nesses termos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo natural é estupro. &lt;br /&gt;Interação social natural é assassínio. &lt;br /&gt;A morte natural é aquela nas mãos do mais apto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, chamamos de morte por causas naturais justo àquela que não é causada por nenhum agente mortal externo. Referimo-nos à morte por causas naturais como aquela inevitável, aquela que tentamos evitar com todos os nossos vãos esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão, enquanto a natureza é o assassinato, a causa natural é o apodrecimento progressivo em um ambiente protegido de causas naturais de morte. Mas definhar é justo aquilo que não acontece naturalmente, porque já é tarde demais quando chega esta hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão natural é sentar no sofá esperando pela sua morte, tomando todos os cuidados para evitá-la? E quão natural seria ir de encontro a ela, já que é inevitável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o suicídio a morte mais natural em nosso ambiente, já que nossa natureza é a manipulação artificial das causas naturais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é uma superpopulação miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o problema seja o seguinte: é de nossa natureza evitar a morte sobreviver, mas a morte é o que nos há de mais natural nesta vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos então que a medicina é tão natural quanto o suicídio, tão natural quanto o genocídio, quanto a extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extinção de nossa espécie é irrelevante, mas a superpopulação não é. &lt;br /&gt;Para quem realmente se importa, a melhor morte é aquela que leva consigo o maior número de outras vidas possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte natural é a morte de um anarquista, de um nórdico. A caminhada rumo à morte possível, com um propósito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas coisas não deixamos de fazer pelas suas possíveis consequencias futuras em nossas vidas?&lt;br /&gt;Que a morte, quando inevitavelmente próxima, nos lembre destas coisas. Com isto em mente, ela é nossa aliada - a possibilidade da morte já não é mais um impedimento, é um fato que abre um universo inteiro de possibilidades fechadas àqueles que ainda pretendem muito com sua vida, e temem perde-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Valhala, por uma morte bela e digna para aquele que saiu da antecamara do limbo para deparar-se frente a frente com seus mais mortais e maravilhosos desejos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte se aproximando não é o toque frio de uma foice, mas o epítome glorioso de uma longa e escravizada espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-1473436013868331557?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/1473436013868331557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=1473436013868331557' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1473436013868331557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1473436013868331557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/08/morte-por-causas-naturais.html' title='Morte por Causas Naturais'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-3867437237456453253</id><published>2009-07-31T02:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T02:38:11.283-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A melhor cura para insônia: desistir de dormir, ou, mais precisamente, decidir genuinamente varar esta noite até a próxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-3867437237456453253?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/3867437237456453253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=3867437237456453253' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3867437237456453253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3867437237456453253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/07/melhor-cura-para-insonia-decidir.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2264084897611086638</id><published>2009-06-21T15:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T10:44:52.905-07:00</updated><title type='text'>A Ética do Médico-Jornalismo</title><content type='html'>Hoje quero tentar falar um pouco de ética. Da relação de um ser humano consigo mesmo, de sua humanidade íntima. É, como seria de se supor, algo de suma importância, essencial. Até poderíamos dizer que é o que nos torna nós mesmos, este auto-relacionar-se. Mas não importa. Vou tratar de um problema muito pontual, que comentei nos comentários do post passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ética é a única coisa neste mundo da qual ninguém pode irresponsabilizar-se (por contradição, se não é sua responsabilidade não tem nada que ver com ética ou moral). Neste ponto, a questão não é se há ou não livre arbítrio, mas de partir da ‘decisão’ como fato, e de partir do livre arbítrio para que possa haver moral e ética, para que possa haver responsabilidade. E mais: este é o exato oposto do pressuposto do qual tem que partir o cientista, para que possa haver ciência. Porque se há uma vontade livre (causas em si mesmas, que não são efeitos de algo externo), ou melhor, muitas delas, não se pode, como se deve, partir da lei de que para toda causa há um efeito, de que a decisão de um homem é influenciada pelo seus pâncreas, pela sua relação com sua mãe, pela sua classe econômica, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo homem, enquanto cientista, procura causas para efeitos dados; e, enquanto ser moral, produz efeitos assumindo a si mesmo, ou sua própria vontade, como causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém que tem de fazer suas próprias decisões responsabilizando-se por elas subverte sua vida num reflexo de uma ciência indutiva, comete a mais nefasta das confusões. Ele não pode se irresponsabilizar, só se imoralizar. Isso é o que faz alguém que decide que sua ética e sua moral coincidem com um corpus médico, e que o médico é o responsável por suas decisões mais íntimas (i.e “como devo viver minha vida”, não há nada mais íntimo que isto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, um médico estaria errado em repreender moralmente uma moça cristã que não quer abortar seu filho. Isso não é uma questão médica, e nem deve ser. É uma questão ética, íntima de cada um consigo mesmo. E não porque Deus exista, não é esta a questão. A questão é que nas nossas decisões, nossa ética e nossa moral devem estar acima das ciências. Ou seja, quando ambas conflitam sem certeza absoluta, a moça, um homem, jamais deve subverter este tipo de decisão em função de uma ou outra ciência, tirando de si a responsabilidade por isto. Isto não quer dizer que um matemático e um religioso discutam no mesmo nível quando o primeiro aponta que determinada soma está incorreta, porque a matemática é uma ciência dedutiva, que trata de verdades necessárias. Mas tratando de probabilidades, da sua chance de ser atropelado, da sua chance de morrer de câncer, o moralista está no terreno mais alto. Nenhum dos dois pode afirmar certeza de nada, um tem probabilidades e o outro tem convicções. Mas convicções, que não são certezas científicas objetivas, são, subjetivamente, absolutos - daí o terreno mais alto da moça que não quer abortar, do sujeito que quer fumar crack e dirigir automóveis acima do limite de velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando globalizam-se os absurdos (as confusões médico-jornalísticas, uma probabilidade transformada num absoluto moral - uma pesquisa científica transformada num 'isto faz mal') nos meios de comunicação, a tentação de iludir-se irresponsabilizando-se de seus próprios atos e subvertendo sua moral por uma manchete de jornal é muito grande, especialmente quando temos um ‘cientista’ de probabilidades com patrocinado por alguém interessado ‘provando’ alguma coisa. E aí o jornalista transforma essa prova em alguma coisa faz bem, alguma coisa faz mal, etc. E fazer bem e fazer mal não existem na ciência, muito menos nas ciências indutivas. A pesquisa indica meramente que tal e tal elementos podem influenciar-se mutuamente de forma a gerar outros efeitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade pode considerar que encarcerar cidadãos dementes, entupir de benzodiazepínicos metade da população, submeter todo mundo a exames de próstata faz mal ao cidadão. E eles não estarão errados, porque não se trata de ciência o 'fazer mal', mas de moral, de ética. Da nossa humanidade íntima. Aumentar as chances de morte, diminuir a probabilidade de passar de um determinado número de anos de idade, tudo isso é frívolo quando comparado a o que devemos fazer com nossas vidas. São meros elementos a serem considerados, não o próprio núcleo da nossa decisão, que deve ser a vontade livre, a sua individualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a morte da nossa humanidade íntima, é este o apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mais hora de enforcar burocratas em tripas de padres, mas médicos nas tripas dos jornalistas que os tornaram estúpidos a ponto de entregar sua própria liberdade à probabilidades distorcidas e mensalmente recalculadas por novas pesquisas conduzidas com outros patrocínios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2264084897611086638?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2264084897611086638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2264084897611086638' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2264084897611086638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2264084897611086638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/06/etica-do-medico-jornalismo.html' title='A Ética do Médico-Jornalismo'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8593053069699633033</id><published>2009-06-15T13:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T14:00:44.656-07:00</updated><title type='text'>A Ordem Apocalíptica</title><content type='html'>O apocalipse, propriamente, não veio. Passamos tanto tempo professando-o, não sei. Talvez este tenha sido o problema. Os apocalipses primordiais foram escandalosos, repentinos, inevitáveis. Era como se todos os fatores conspirassem para que houvesse alguma revolução drástica. Nós, homens, éramos também fatores. Mas dessa vez, não como antes. Nosso fogo tornou-se uma compressa de água fria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como se a infinidade de anúncios da revolução tivesse minado a seriedade da possibilidade de qualquer uma; como se, na hora em que tudo tivesse de ter mudado por uma concatenação inevitável de fatores, esse fatores não estivessem lá, porque estavam presos no trânsito. E assim, o inevitável, a sublevação da ordem que havia, ao invés de ocorrer por meio de algo súbito num curto e perturbado espaço de tempo, acabou por ocorrer diante de nossos olhos, diluída, disfarçada, sob a própria carapaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a presença deste inevitável tivesse se tornado tão próxima a nós, tão familiar, que tenha passado a fazer parte da própria ordem que havia. E que há: mas que, no entanto, não seria propriamente uma ordem, mas o próprio apocalipse que engendrou em seu seio e que a destituiu de seu status de ordem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8593053069699633033?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8593053069699633033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8593053069699633033' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8593053069699633033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8593053069699633033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/06/ordem-apocaliptica.html' title='A Ordem Apocalíptica'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-4868030033102311899</id><published>2009-05-05T14:23:00.001-07:00</published><updated>2009-05-05T14:43:11.754-07:00</updated><title type='text'>Da ansiedade como conseqüência de si mesma</title><content type='html'>Me parece ser inevitável que de uma pessoa ansiosa qualquer se possa dizer que o tédio lhe é ansiogênico; pois não é possível que atribuamos o predicado 'ansioso' a uma pessoa que sente-se plena em atividades que não são nem um pouco estimulantes (seja física, psiquica ou intelectualmente). É justamente assim que costuma-se identificar o ansioso, justamente pelo fato de que ele, em qualquer atividade que não seja estimulante, produza este estimulo por ele mesmo (balançando a perna, fumando, falando, andando de um lado para o outro, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que o ansioso está preso em si mesmo, na sua própria ansiedade: porque para livrar-se de sua ansiedade deve livrar-se de estímulo, coisa que, para ele, é responsável pela produção de mais ansiedade e até o leva a estimular-se parcamente (as maneiras citadas acima, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, ansiosos do mundo, estimulai-vos da melhor forma possível. Isto é sempre melhor do que degladiar-se em vão com o tédio (ao menos para vós, ou, mais precisamente, nós) - pois de ambos decorre sempre a mesma consequencia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-4868030033102311899?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/4868030033102311899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=4868030033102311899' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/4868030033102311899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/4868030033102311899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/05/da-ansiedade-como-consequencia-de-si.html' title='Da ansiedade como conseqüência de si mesma'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8433849416259604351</id><published>2009-02-09T15:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T15:53:56.630-08:00</updated><title type='text'>Réquiem aos Homens em mi menor</title><content type='html'>A pensão que pagam é o exato avesso da prostituição: você paga pra não comer. Vocês casaram, eram daqueles que 'não pagam por sexo'; pobres ingênuos, que conseguiam cegar-se da inexorável crueza da realidade: você vai pagar. Pode ser por outra coisa, um jantar caro, jóias, elétro-domésticos e tudo mais. E o anel, só aquele anel, o do primeiro casamento - e nem vamos falar do segundo, porque ela não ia suportar um nem um casamento mais barato do que o da primeira, quanto mais um anel - te compraria todo o tipo imaginável de sexo com uma infinidade de mulheres superiores à sua em todo aspecto perceptível pelos seus sentidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você assina o contrato com Deus: monopólio e uma trepada sagrada pela sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vocês mudam de idéia. Ou melhor, vocês percebem que não era tanto uma boa idéia assim pra começar. Talvez vocês estivessem bêbados na primeira vez em que essa idéia ocorreu a vocês, e aí ela acabou contaminando o seu inconsciente, quem sabe. E assim vocês pagam a quebra de um contrato com Deus, que se chama pensão. É um pacto com sua própria consciência no caso dos frouxos, e, no dos machos, com o próprio diabo encarnado na forma do advogado da sua ex-mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaremos, portanto, a nua e crua verdade - Só há dois tipos de homem: O que paga pra trepar e o que paga pra não trepar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que atire a primeira pedra o que nunca passou mais da metade de uma discussão de relacionamento olhando pra um ponto fixo e pensando em alguma coisa mais interessante do que o que estava acontecendo em volta de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8433849416259604351?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8433849416259604351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8433849416259604351' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8433849416259604351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8433849416259604351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/02/requiem-aos-homens-em-mi-menor.html' title='Réquiem aos Homens em mi menor'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2398638284126286097</id><published>2009-02-01T11:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T11:41:24.302-08:00</updated><title type='text'>Disfonia Quântica</title><content type='html'>http://disfoniaquantica.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o livro está pronto, finalmente.&lt;br /&gt;ainda tem muita edição pra fazer, mas o material bruto já está todo publicado. As partes que já existiam antes acabaram como o meio da história, eu escrevi um prefácio e uma introdução que dá um novo sentido pra coisa toda, e uma última história que amarra tudo de um jeito pouco ortodoxo, mas no fim das contas da pra chamar de uma 'novel', ainda que pouco ortodoxa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2398638284126286097?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2398638284126286097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2398638284126286097' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2398638284126286097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2398638284126286097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/02/disfonia-quantica.html' title='Disfonia Quântica'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-9039684682646647032</id><published>2009-01-30T18:19:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T18:31:07.050-08:00</updated><title type='text'>Numa manhã como esta (ou, "do bidê")</title><content type='html'>Acordo em com uma ressaca abominável, sento na privada para defecar objetos não identificáveis de uma noite quase tão inacessível à minha memória quanto minhas experiências empíricas da noite anterior, enquanto sondo o ambiente toalético em busca de algum maço de cigarro que satisfaça as duas condições básicas de uma manhã como esta: que não esteja vazio, e que esteja ao alcance de minhas mãos. Sou feliz e taco fogo. Os isqueiros em minha casa são mais promíscuos do que uma orgia do Calígula, é aquela velha Lei da conservação da matéria: o mundo inteiro reclama que os isqueiros somem, os meus se multiplicam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma espécie de Ladrão Kármico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ponto aqui é que o bidê é meu amigo. Em primeiro lugar, você leva o dobro do tempo que leva pra cagar para se limpar a seco; com o bidê, não dá nem tempo de terminar o primeiro cigarro. Em segundo, você tem uma escarradeira maior do que a dos velhos tempos e num lugar mais apropriado; e, terceiro, você não precisa de cinzeiro no banheiro. Nem uma prostituta russa com duas gramas de cocaína colombiana me seria mais útil, numa manhã como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando melhor, talvez eu esteja errado. Se eu tivesse a opção, teria escolhido a prostituta russa com as duas gramas. Mas é uma grande e apreciável virtude estar plenamente satisfeito com o que você tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito, no entanto, que seria uma virtude maior ter uma prostituta russa de manhã com duas gramas de cocaína te esperando acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tudo por hoje, crianças.&lt;br /&gt;Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-9039684682646647032?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/9039684682646647032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=9039684682646647032' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/9039684682646647032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/9039684682646647032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/01/numa-manha-como-esta-ou-do-bide.html' title='Numa manhã como esta (ou, &quot;do bidê&quot;)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7003644579341485794</id><published>2009-01-06T15:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T15:40:10.716-08:00</updated><title type='text'>Terapia e Fantasmática Urbana</title><content type='html'>É sexta-feira e você, desesperado de tédio, frustrado por não ter conseguido sair com nenhuma das meninas apresentáveis da sua lista do Messenger, acaba convidando pra sair aquela que esteve sempre disponível mas que você nunca ousou chamar pra sair por bom senso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que o bom senso flerta com o desespero, reina o tédio e você a convida para sair. Afinal de contas, ela tem a mesma interface que as outras 6. Mas sua chegada reacende as chamas da razoabilidade e você decide alugar filmes. Filmes horríveis, que você não iria querer assistir sozinho, quanto mais mal-acompanhado. E então, beware, pois aí jaz um dos maiores fantasmas urbanos de nossos tempos: o descompasso entre o filme e a caixinha. É quando nossos aparatos psíquicos se voltam contra nós, quando você preferia ter esquecido aqueles filmes, aquela moça e aquele dia inteiro, que os filmes e a caixinha perdem sua sincronia no espaço-tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: embora nossos poderes humanos sejam tais que somos capazes de uma nova sincronia espacial entre eles, a um custo de energia e atenção mentais, a sincronia temporal é muito mais dolorosa – ela requer dinheiro, rios de dinheiro. Porque uma vez que você foi dormir depois deste dia que quer esquecer, você plantou uma bomba relógio na sua sala, que só vai estourar quando você, entediado de novo, vai procurar um filme que você já viu na sua pilha de filmes e descobre uma caixinha vazia de um filme deprimente que te desperta memórias que deveriam ter permanecido muito além da sua consciência desde então. E cada dia que passa desapercebido representa um aumento monumental no desastre que já aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz pensar que talvez a terapia seja justamente isso: o preço ultrajante que você é obrigado a pagar por ficar encontrando fatos que deveriam ser vagas e inofensivas memórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7003644579341485794?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7003644579341485794/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7003644579341485794' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7003644579341485794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7003644579341485794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2009/01/terapia-e-fantasmtica-urbana.html' title='Terapia e Fantasmática Urbana'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2460582997705722733</id><published>2008-11-22T10:02:00.001-08:00</published><updated>2008-11-22T10:31:31.313-08:00</updated><title type='text'>Furor Sintético e Suspeita</title><content type='html'>Discutimos sobre manifestações do exercício do poder, e desvelamos esse exercício a própria causa daquilo que justifica esse exercício (toma-se uma propriedade, exerce-se poder para sua manutenção e justifica-se o exercício deste poder na existência de ‘desviados’ que querem tomar para si esta propriedade que já não é mais coletiva, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acontece que esse passo é muito claro, pois nos é evidente que colocar pessoas convivendo entre si num sistema de propriedade privada leva inevitavelmente a uma serie de crimes de subversão dessa propriedade, porque naturalmente tanto os que a tem quanto os que não a tem desejam-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, embora o poder em função da manutenção da propriedade privada represente boa parte do nosso exercício de poder, resta ainda o poder exercido sobre a aberração psíquica, o desviado moral, para conter suas práticas nocivas à nós. Este é identificado como essencialmente desarmônico, como inconciliável. São as crianças que ‘estragam’ sempre os brinquedos, e assim justificam que o brinquedo x seja só do irmãozinho que ‘cuida’ das coisas; justificam também que o que estragou seja castigado, embora saibamos que isso não vai mudá-lo. essa pessoa não pode ser convencida a não 'estragar' as coisas, ainda que sejam coletivas: ela precisa ser restringida, caso contrário estraga, estupra e abusa. Mas não é bem uma pessoa, a gente identifica 'essa pessoa' sempre em particulares, e então generalizamos num conceito (mas embora estejamos falando de medidas não aparentes, de algo que não existe, estes conceitos nos servem como ferramentas de compreensão, mas só podem nos servir de qualquer coisa se estivermos atentos a o que estamos fazendo com ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo aqui investigar a causa de cada desvio, mas só questionar: será que é possível que eles sejam mesmo ‘desviados naturais’, ‘desviados sem causa’, que continuariam se proliferando aos montes ainda que todo o poder governamental (ou dos pais) fosse exercido contra o exercício do poder de si mesmo, ainda que vivêssemos em completa e hegemônica anarquia? Porque estes casos me parecem a última alternativa, o único material sobre a qual se justifica todo o exercício do poder – porque só na atribuição de desvios ‘sem causa’ é que seria vão todo o trabalho de identificação e subversão de causas deste desvio e produtivo somente o trabalho na direção da coerção dos desviados. Só se pode obrigá-los, forçá-los, prende-los e puni-los. Em suma, aquela mesma coerção que o próprio Skinner identificou como ineficiente e produtora de comportamentos horríveis diversos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, estas causas, para que sejam desveladas, requerem um trabalho 'genealógico' minucioso que não costuma caber em discussão alguma. A preguiça, o horror ao tamanho de um texto ou à complexidade (quantidade de elementos) de uma discussão repelem-nos de tudo o que não seja senso comum. Mas resta a discussão, a pergunta (serão estes desvios também causados por algum exercício do poder que poderia ser combatido, ou seriam realmente eles inevitáveis?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos como informação: estes desvios sempre estiveram ai, repetindo-se por todos os lados. Temos nomes para quase todos eles, sabemos reconhecer sua presença em toda a história. E os exercícios do poder suspeitos de serem suas causas estiveram também sempre por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu costumo fazer é apontar que essa suspeita é absolutamente legitima e merece muita atenção, ainda que na forma de suspeita e não de discurso verdadeiro. E o que costumam fazer comigo é apontar que minha suspeita é infundada justamente porque ambos estiveram sempre aí - e a produção de um discurso que, embora seja reconhecidamente infundado, pretende-se como ‘substituto’ do conhecimento, como uma ‘verdade mais provável’ e superior de alguma forma à suspeita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse furor sintético, nesse desejo de não terminar a conversa de mãos vazias, é melhor uma verdade provável do que uma suspeita legítima. Porque Suspeita não é nem tese, nem antítese nem síntese, ela quase que não é - só tem valor quando consagrada, quando deixa de ser suspeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2460582997705722733?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2460582997705722733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2460582997705722733' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2460582997705722733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2460582997705722733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/11/furor-sinttico-e-suspeita.html' title='Furor Sintético e Suspeita'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-1945870797210248958</id><published>2008-11-10T16:42:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T16:47:30.606-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Qual seria o tamanho maximo que um texto pode ter para que não cause estímulos extremamente aversivos no leitor que, horrorizado, não pode senão fechar o explorer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-1945870797210248958?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/1945870797210248958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=1945870797210248958' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1945870797210248958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1945870797210248958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/11/qual-seria-o-tamanho-maximo-que-um.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5781866656469654741</id><published>2008-11-03T11:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T11:19:09.513-08:00</updated><title type='text'>Imagens Horríveis</title><content type='html'>Perguntei a mim mesmo: “Porque colocar Imagens Horríveis [uma barata morta] ou frases horríveis [Smoking causes a slow and painful death] nos maços de cigarro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A primeira resposta possível, análoga a uma profunda ignorância generalizada (e que é justamente por isso a primeira resposta possível) é: para punir. Você faz algo que não devia, então te punem. Mas nesse caso é uma espécie de punição permanente e simultânea, ela está sempre lá e você está sempre fazendo esse algo errado. No entanto, essa resposta, ainda que como primeira resposta, é descartada mesmo pelo mais ingênuo pela razão de não acreditarmos que as coisas funcionam assim, e de fato não funcionam. Falta qualquer razão para justificar tanto a punição quanto a adoção dessa medida em função da punição (Embora este tipo de medida, bem como leis sobre a proibição do aborto, do consumo de drogas, da eutanásia, etc. acabem se revelando alheias ao que ao campo de operação de qualquer legislação legitima – porque dizem respeito à relação de um homem consigo mesmo, e não à relação entre membros da comunidade política). O que nos leva à segunda razão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Para conscientizar. Esse é um termo que eu acho maravilhoso, especialmente nestes contextos. Porque, vejamos, me parece que ser conscientizado é tomar consciência (perceber que percebe). Mas não é exatamente isto que este termo quer dizer aqui, ele implica uma tomada de consciência² no sentido de conhecer as implicações subjacentes do fenômeno (entender seu contexto, suas causas, suas conseqüências, etc.) e não somente aperceber-se dele (P percebe x e está consciente de que percebe x). E, afinal, que melhor meio de conscientizar² alguém do que com Imagens Horríveis? Esta pergunta nos faz, então, abandonar esta possível resposta... porque não só é auto-evidentemente errrada como se eu começasse a enumerar melhores formas de conscientizar um sujeito este texto ficaria longo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A terceira é a variante cínica da lógica ingênua: para se isentar de culpa, já que proíbem todas outras drogas, as que são permitidas acabam sujeitas a um mar de proibições pontuais (e aí entram as citações das cidades nas quais nem se pode fumar em lugar fechado algum, tomar álcool nas ruas sem um saco de pão cobrindo a garrafa, etc.). É uma variante da primeira no sentido de que as coisas simplesmente não funcionam assim (o governo não é um sujeito) embora a primeira agora já não pareça tão longe da verdade quanto de inicio, o que me leva à quarta resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Esta é uma resposta problemática, mas é também minha preferida. É assim: fumar é feio*. Beber é feio*. Tudo bem fazer de vez em quando, mas não sempre. As pessoas fazem sempre. Não tem como obrigar as pessoas a pararem de fumar, nem proibindo, e todo mundo sabe que isso não faz sentido, pelo menos não nesse momento histórico. Mas dá pra atrapalhar (uma variante da punição). E está é a parte implícita do raciocínio, porque o que na verdade acontece depois da parte de ‘não da pra proibir’ é uma espécie de síntese imaginativa entre uma diversidade enorme de frases do senso comum, de resultados de pesquisa que não vêm acompanhados de seus parâmetros de verificação, mas de uma manchete jornalística**, que produz uma ‘idéia’ que está de acordo com a “ciência”. Esta idéia é, por exemplo, Imagens Horríveis. E, em ultima instância, pelo menos eles não estão de braços cruzados, estão fazendo alguma coisa!... e é fechada a grande tautologia do senso comum. Qualquer esforço bem intencionado é justificado, e ninguém precisa se preocupar em realmente fazer o melhor. Durmam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*uso feio aqui porque me parece ser um fenômeno estético, da percepção... ainda que seja possível que a causa desta percepção seja esta ‘conscientização’ (por Imagens Horríveis, campanhas e frases do senso comum), isto não muda o fato de que é um fenômeno da percepção – e, como tal, pertencente à estética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Porque o interessante é que previam [e alguns ainda acreditam que as coisas se passam assim] a mídia em massa como uma arma do governo para controlar a população e, no fim das contas, os jornalistas e os políticos são tão crédulos quanto qualquer outro: céticos quanto a pontos irrelevantes, paranóicos e ignorantes quanto aos fundamentos mais evidentes. Ninguém está isento dos satélites de senso comum porque somos antenas de senso comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5781866656469654741?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5781866656469654741/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5781866656469654741' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5781866656469654741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5781866656469654741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/11/imagens-horrveis.html' title='Imagens Horríveis'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5651400700046955312</id><published>2008-10-16T05:49:00.001-07:00</published><updated>2008-10-16T05:50:08.247-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E o apocalipse que não chega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5651400700046955312?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5651400700046955312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5651400700046955312' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5651400700046955312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5651400700046955312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/10/e-o-apocalipse-que-no-chega.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8866760671807752368</id><published>2008-10-06T08:03:00.001-07:00</published><updated>2008-10-07T09:03:07.926-07:00</updated><title type='text'>A v ~A</title><content type='html'>Oficialmente, aqui, abdico de tudo o que eu disse até agora. Abdico também de tudo o que direi. E eu não tenho uma boa razão para isto. Eu tenho várias. Mas não acho que nenhuma delas tenha algo a ver com o que eu disse, ou direi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só isso, como podemos considerar este post não a ausência de todos estes ditos mas, mais apropriadamente, sua negação: estou aqui defendendo o oposto de qualquer coisa que eu disse ou direi.[mas não do que digo, enquanto o estou dizendo agora, porque isso corromperia este post e sua função].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sempre que alguém (inclusive eu mesmo) acreditar que eu estou subvertendo alguma coisa, sempre que se suspeitar pela verdade do contrário do que eu estou dizendo, está tudo bem, pois este contrário se encontra aqui.&lt;br /&gt;Dessa forma, o Todo de meus escritos ao longo da linha do tempo aparece dessa forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ESCRITOS DO RODRIGO] ou ~[ESCRITOS DO RODRIGO]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevo, portanto, a totalidade de meus escritos à condição de plena e eterna tautologia. Ela está, esteve e estará sempre certa, independentemente do conteúdo dos enunciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, posso dormir tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;~ significa "não"&lt;br /&gt;v significa "ou"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8866760671807752368?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8866760671807752368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8866760671807752368' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8866760671807752368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8866760671807752368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/10/oficialmente-aqui-abdico-de-tudo-o-que.html' title='A v ~A'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7859024511213915216</id><published>2008-09-29T08:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T09:20:30.397-07:00</updated><title type='text'>Segunda aproximação ao problema do mal: o poder</title><content type='html'>*bruto, não corrigido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não sabemos bem o que é o poder... mas a tradição nos ensinou a vê-lo como algo que uns tem e outros não, e que é exercido numa relação entre ativo e passivo, aquele que exerce o poder e aquele que sofre o poder. Como não me aproximo aqui do poder, mas do mal através do poder, temo ter de partir desta tradição para a problematização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto do poder por razões óbvias: o mal é sofrido no passivo, através de “um certo poder de causar o mal”, que não chamarei de praticar o mal porque, de fato, não creio que seja praticado como mal; porque o mal é precisamente um efeito em nós, não algo em si mesmo, não uma prática ela mesma. Aproximando a vista de qualquer exemplo de ‘mal’, percebe-se que ele só pode ser uma relação, pois a mesma carícia ou a mesma agressão é em um momento amor, legítima defesa, e, em outro, assédio, assassínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que aparece de forma mais evidente neste ponto é: não seria, então, todo o poder um mal? Não seria o exercer de qualquer poder, essencialmente, a prática do mal? Mas essa questão é seguida por duas oposições mais poderosas do que ela: a sensatez e a negação. De um lado, nosso pragmatismo vital não cessa de negar suposições que significam coisas que, justamente, nos produzirão algum mal; de outro, a sensatez não pode deixar de nos indicar que o poder é exercido necessariamente e que toda essa pergunta cheira mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que me parece a questão mais importante aqui é “como identificar mal numa relação de poder”, ou seja: o que é poder ilegítimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é muito simples: seguindo nossa distinção inicial, temos uma autoridade e um receptor de autoridade, alguém que exerce o poder e alguém que o recebe. Mas examinando o que significa ser uma autoridade, descobrimos intrinsecamente a noção de alguém que exerce o poder em função dos receptores de autoridade, ou seja, descobrimos que o governante governa para o governado e que é isso que é governar para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí fica claro que aquela questão só faria sentido numa situação de anarquia, e que a nossa questão é a apropriada para avaliar os casos que mais me interessam aqui (a paternidade e o governo. E logo ficará claro porque estas duas me interessam tanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definindo um governo como uma instituição política que detém o monopólio da violência num dado território, a questão “quando um governo é legítimo” (quando o poder exercido por um governo é legitimo) deve ser respondida assim: quando seu poder é exercido segundo os interesses do governado. Entretanto, estes interesses fazem parte também da responsabilidade da autoridade... como é ela que exerce o poder, é ela que determina quais são estes interesses. Eles são contestados, mas o monopólio da violência e a ultima palavra são da autoridade – ela sabe melhor do que o governado qual é o interesse dele – e aí está o ponto central da legitimidade deste poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autoridade legitima reside, portanto, na impotência e na ignorância dos governados: somente quando os governados não puderem buscar seus próprios interesses, que mal saibam quais são eles... enquanto não estiverem aptos a trocarem as próprias fraldas, este poder é legitimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o poder é uma coisa complicada... ele tende a exercer, junto com seus propósitos, a si mesmo, ele tende a justificar-se a si mesmo. É assim que em algum momento a relação entre pais e filhos se subverte a um equivalente cínico dos apologistas do absolutismo: o filho obedece o pai porque o pai sustenta o filho, porque o filho não tem poder algum e deve obediência ao que tem poder. E porque, precisamente, o filho não tem este poder? Porque aqueles que o tem o deixaram assim, nu – pariram-no pobre e se recusaram a dividir este poder... é um jogo de poder no qual o governado começa sem nenhum poder, assim como na delimitação de um governo na fundação de uma cidade, tem alguém que começa na hierarquia mais baixa e se vê impossibilitado de subir justamente por não ter poder. Porque para se exercer poder, senhoras e senhoras, ele precisa estar lá para ser exercido. &lt;br /&gt;E o que eu vejo nestes dois exemplos é o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder político é essencialmente ilegítimo, ele não é, de fato, exercido segundo os interesses dos governados – entretanto, quando estes são desrespeitados além do limite, a história nos ensina que há revoluções... que o governado pode aliar-se a algum poder para derrubar o poder anterior, de forma que este poder ilegítimo tende a se exercer de forma legitima (embora jamais chegue a tocar na reta da legitimidade). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas situação se inverte completamente no caso da paternidade... pois este é um poder essencialmente legitimo, exercido em função dos interesses do filho... no entanto, a partir de determinado ponto (quando o filho tem o poder de trocar as próprias fraldas, ou seja, quando ele de fato tem este ‘poder’ essencial, que é o poder sobre si mesmo) esses interesses [o interesse que o governado põe para si e o que o governante o impõe como seu melhor interesse] necessariamente entram em conflito e, surpresa, o exercício do poder não se suspende a si mesmo. Quando tratei do problema do mal, é exatamente esta a situação-problema mais importante. É quando o governado tem condições de determinar seus próprios interesses, quando tem o poder de desenvolver interesses contrários aos do governo... porque é deste ponto que os interesses do governo não passam, jamais a autoridade irá impor para si o interesse do governado como algo que não está de acordo com seus interesses... de forma que só não há conflito enquanto o governado não tiver desenvolvido algum interesse contrário aos interesses do governante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7859024511213915216?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7859024511213915216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7859024511213915216' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7859024511213915216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7859024511213915216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/09/segunda-aproximao-ao-problema-do-mal-o.html' title='Segunda aproximação ao problema do mal: o poder'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2999580063700770985</id><published>2008-09-16T08:59:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T09:22:40.611-07:00</updated><title type='text'>Primeira aproximação séria ao problema do mal</title><content type='html'>Perdoem-me o tamanho do texto, compactuo com vosso horror. No entanto, a grave seriedade do assunto, sua suma importância, acabaram me obrigando a tal extensão.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos velhos paradigmas, como já devo ter comentado por aqui em algum lugar, não há estatuto ontológico do mal; ou seja, o mal não tem ser [onta], não é, propriamente, mas é apenas a ausência do que é – o Bem. Não há Mal, só males, ausências particulares do Bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milênios depois dessa historia começar, a maior parte dos sensatos (que, como sensatos, são absolutamente alheios à sutilezas ontológicas) vê nisso uma completa babaquice: o “Bem é ausência de mal” é equivalente ao Mal ser ausência de bem – e, para responder a esta objeção, eu seria forçado a uma história da epistemologia ocidental. E não é isto que quero aqui; farei, portanto, uma aproximação diversa, talvez mais compreensível e útil [este grande fantasma de nossos tempos - “mas pra que serve isso?”, pergunta inteligente, auto-evidente, mas principalmente necessária no Discurso Autorizado]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, atento para o que há de comum entre o ato bom e o ato mal: a ação moral. A ação moral não é tomar a decisão certa – muitos tentaram subverter as coisas de tal forma estabelecendo, fixando “a ação certa”, ou uma certa ação certa, vinculando-a, desta forma, ao Bem. Mas a decisão moral só tem lugar no campo da incerteza: não há lugar para a moral na ciência, no conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aparece, assim, desta forma: a ação [moral] é um ato de responsabilidade individual, um ato do sujeito, um ato originário da vontade [e que pensemos a vontade, aqui, apenas como isto: a projeção de uma unidade originária de nossa ação, ainda que nada nos autorize a tal suposição – porque a moral não é “autorizada” pela ciência, ela é necessária na vida social]. Como tal, um ato que não implica em certos e errados mas com certa relação subjetiva entre o sujeito e algo que não pode ser conhecido mas não pode deixar de ser pensado, a saber, o Bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta perspectiva, todo ato moral, todo ato do sujeito que se responsabiliza por determinada ação em detrimento de outras, é um ato Bom na medida em que se relaciona com algum bem particular. Bem particular, este, que é certa ausência de Bem (justamente aonde ele é particular e não universal, porque este Bem universal não pode ser produzido),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me preocupa aqui é a banalização da moral: retira-se de cada ação, de cada ato, a responsabilidade do sujeito – ele apenas reproduz certa medida estabelecida, certo bem particular, ao infinito. O sujeito torna-se um mero reprodutor de um discurso, mas não só dele como discurso mas dele como implicando certa ação. É a “coisa certa a se fazer”, não há espaço para responsabilidade alguma aí. Falam em tomar responsabilidade pelos seus atos geralmente quando se trata de uma ação que toma a direção contrária deste “certo” – mas e a ação que segue este certo, quem é responsável por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este ninguém, este alguém absolutamente impessoal que chamo de sujeito coletivo. É uma voz, um Discurso Autorizado que se repete através das pessoas mas não pertence a ninguém propriamente, e a ação que tem nele a origem não pode responsabilizar a ninguém e, portanto, não pode nem ser chamado propriamente de um ato moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, atravessando a todos desta forma, este discurso acaba sendo produtor de atos que necessariamente serão avaliados da perspectiva moral: e estes serão, inevitavelmente, atos imorais no mais alto grau; atos nos quais o sujeito não toma responsabilidade pela ação mas que, no entanto, são essencialmente atos sociais [que produzem mal e bem] e, portanto, atos do campo da moral. Por esta razão, esta irresponsabilidade é o maior mal possível – é a maior distancia de um ato Bom que pode ser produzida, pois é a reprodução de um bem particular que não pertence a ninguém, apenas a um discurso, um poder que te atravessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor exemplo disto é a execução de atos particulares por intermediários do totalitarismo, das ditaduras. O torturador, o carrasco de qualquer tipo de fascismo [qualquer governo que, por uma razão ou outra, deixa de reconhecer uma parte delimitada de sua população como alheia a si] jamais tortura em seu próprio nome, na sua própria responsabilidade: ele está apenas seguindo ordens, reproduzindo, na ação, um discurso que o atravessava. Ele estava fazendo o certo [pois o certo só o é com relação a algum parâmetro, e este discurso-poder que nos atravessa atua desta forma], mas não o bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se reconhece facilmente aí se torna, quanto mais aproximamos o pensamento de nós, obscuro. A questão é em que medida as minhas ações não são apenas a reprodução deste discurso. Em que medida eu não estou buscando o certo e utilizando como parâmetro algo alheio a mim, alheio a todos: este discurso autorizado, estas frases que todos repetem, este senso comum, isto que todos sabem, o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda, mais apropriadamente: o neutro - que não é imputável a ninguém, &lt;br /&gt;mas diz respeito a todos. É uma especie de estupro pseudocientifico no campo da moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois este é um mecanismo intrínseco, é algo automático e natural para nós – é desta naturalidade que se aproveita o discurso publicitário, por exemplo, repetindo algo que já era repetido mas re-inserindo neste discurso autorizado algo que pode ser repetido como ‘original’ por cada sujeito, que terá a impressão de ter ‘escolhido’ algo simplesmente pela proximidade deste algo ao discurso autorizado que ele próprio repete, que é repetido pelo discurso publicitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou no caso dos pais quando educam seus filhos, reproduzindo um certo discurso em sua ação e remetendo sua responsabilidade a um certo sujeito coletivo, a um certo certo que não lhe pertence; a algo que lhe é imposto, como se não pudesse agir de outra forma; porque todos os pais fazem assim e falam assim, mas nao é por esta ou aquela razão que o fazem, fazem simplesmente porque é assim que se faz. Qual é, afinal de contas, o pai que sobreviveria se tivesse que responsabilizar-se por cada uma de suas ações com relação a seus filhos? Como se justificaria este pai, sozinho no mundo, que não reproduz discurso algum e educa seu filho como bem entende? Como fará com que seus filhos façam o que ele quer, se, ao primeiro passo que este der pra fora de casa, alguém lhe dirá outra coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, quando tudo e todos são meros reprodutores do discurso autorizado, o filho não tem para onde fugir e o pai pode dormir tranquilo, pois como dormiria fazendo o contrário do discurso que o atravessa incessantemente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2999580063700770985?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2999580063700770985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2999580063700770985' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2999580063700770985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2999580063700770985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/09/primeira-aproximao-sria-do-problema-do.html' title='Primeira aproximação séria ao problema do mal'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-602427553652211964</id><published>2008-08-23T09:14:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T09:17:13.952-07:00</updated><title type='text'>EU ESTUPRO O REAL</title><content type='html'>Pois vejam que não há assinatura de estabilidade e integridade alguma de algo como ‘A REALIDADE’ no grande livro das leis universais, o livro da natureza em caracteres geométricos – que sequer existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não faz sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque o ‘sentido’ é uma projeção de subjetividade coletiva que está de acordo com as categorias semióticas (semiosis) de compreensão do real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por compreensão entendo: estupro, violação, sexo anal sem consentimento prévio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo o fogo sob a panela e a água em ebulição e compreendo causas e efeitos. E aonde está o contrato irrevogável de que porque foi assim sempre será assim? Aonde estão as causas e os efeitos? Um antes e um depois: a causalidade é uma categoria psicológica, intuitiva. Vemos uma sequência de coisas e concluímos que o real é feito de causas e efeitos, de permanência e de ser moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS O FENÔMENO! Dirão os que vieram depois de Kant. Que se foda o contrato do real, a coisa em si mesma. A revolução copernicana da filosofia: que girem as coisas em torno de nós – ou melhor, aquilo que nós percebemos delas, suas essências fenomenais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o estupro velado. Temos uma puta (o real) com a qual tentamos fazer o sacro amor da singularidade mística (o que não pode ser dito, mas experienciado); com a qual decepcionamo-nos (afinal, esta relação não nos trazia progresso algum, produtividade alguma...) e a quem abandonamos, afinal, sem pagar a conta, em função de uma boneca inflável fabricada sob os moldes de nosso entendimento, para estuprarmo-la incessantemente com nossa assertividade proposicional e, desta relação, germinar o zigoto da verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, o mais engraçado: isso nos tornou ninfomaníacos e controlfreaks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enfim, a puta ri de nossa ingenuidade: o estuprador leva uma vida de merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-602427553652211964?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/602427553652211964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=602427553652211964' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/602427553652211964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/602427553652211964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/08/eu-estupro-o-real.html' title='EU ESTUPRO O REAL'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5594106290441866174</id><published>2008-07-30T00:58:00.001-07:00</published><updated>2008-08-08T15:53:50.707-07:00</updated><title type='text'>O Reino da Próstata</title><content type='html'>Minha família pode não ser o sonho americano mas é composta majoritariamente por pessoas de bem. Médicos, engenheiros, economistas, advogados. Quando pensei em deixar o cabelo crescer e furar as orelhas eles me alertaram de desvios morais como a homossexualidade e a viadagem (absolutamente distintos), como qualquer família decente faria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem então o meu horror quando começaram a exaltar a importância do exame de próstata nos jantares familiares. Traído, esfaqueado pelas costas... um coroinha pedofilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria esse abuso? Seria... uma cilada? Não seria tudo um teste de masculinidade – e assim que eu pusesse os pés dentro da sala de violação anal o proctologista riria de mim e me avisaria que eu não passei no teste; ou talvez algo mais complexo, como filantropia e organizações não-governamentais, contrapesos conjunturais para os excessos do sistema, que não alteram as regras do jogo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filantropo doa dinheiro mas continua capitalista – você pede pra que te enfiem os dedos no cu, mas você continua hetero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque confiar nessas pessoas? Os mesmos caras que te falaram do papai Noel pra te obrigar a ir numa festa horrível com dezenas de familiares que te dão roupas intimas coloridas; que quando você começa a pensar ‘mas porque vocês não me dão logo os presentes e me deixam ir brincar?’ te contam da importância de tal evento, da importância de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você diz  ‘ah, como o Papai Noel?’, e eles riem e dizem ‘não, meu filho’. E aí pergunta ‘como o coelho da páscoa e a fada do dente?’ e eles ficam ofendidos. E um dia descobre que um deles não existe. E você questiona a existência dos outros. Aí tenta convencer seu irmão mais novo que nenhum deles existe, e te dão um esporro. ‘Porque?’ você pergunta. E eles dizem que seu irmão ainda é novo, mas você já é grandinho pra entender que o Papai Noel não existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando você pergunta ‘isso quer dizer que a vovó não precisa mais acreditar em Deus?’, eles não estão lá mais pra responder. É Domingo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a esta altura, quando você se dá conta do que tudo isso significa, já estão com os dedos no seu cu. E já não faz a menor diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5594106290441866174?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5594106290441866174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5594106290441866174' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5594106290441866174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5594106290441866174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/07/o-reino-da-prstata.html' title='O Reino da Próstata'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2980627722377428247</id><published>2008-06-01T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T08:18:51.117-07:00</updated><title type='text'>A Boa Física é Feita a Priori*</title><content type='html'>Nossa história começa pelos fins do século XII, quando escritos aristotélicos advindos do Oriente atingem o Ocidente e são traduzidos do arábico de Averróis, Alfarabi e Avicena. Pouca coisa de Platão, como por exemplo o Timeu de Chalcidius do século IV, já era conhecida, mas seu autor permanece bem mais desconhecido no ocidente medieval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura oficial de Aristóteles é proibida em 1210, mas suas obras disseminavam-se paralelamente ao desenvolvimento das Universidades, até que São Tomás, inserindo ainda que impropriamente o conceito substâncias imateriais na sua interpretação, cristianiza-o e inicia uma tradição que irá vincular o De Caelo aristotélico ao sistema Ptolomaico e formará filósofos comentadores responsáveis por salvar os fenômenos na volatilidade retórica das regras que não se harmonizavam plenamente com os novos fenômenos observados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste complexo sistemático, o Universo seria composto pela Terra no centro e abóbadas celestes perfeitamente esféricas à sua volta, movimentando-se com os astros nelas ‘incrustados’. Era um universo provido de uma hierarquia ontológica bem definida, que afirmava serem as coisas da terra formadas pelos quatro elementos (terra, ar, fogo, água) e, as dos céus, por um elemento imutável chamado de quinta-essência. As leis de um, portanto, não valeriam para o outro. O Espaço não era uniforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada coisa naturalmente encontra-se em um lugar determinado, a menos que algum motor remova-as violentamente de seu lugar natural, para o qual ela devera naturalmente voltar quando o motor se ausentar. O movimento, portanto, tem peso de prova sobre o repouso; é somente um processo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se ciência, mas não o é no sentido platônico de episteme ou no sentido de ciência que temos como filhos da modernidade. É uma ciência lógica, retórica e qualitativa, perfeitamente coerente e, na medida do possível (considerando o duplo papel atribuído ao ar, de motor e resistência, por exemplo), razoavelmente de acordo com o senso comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um complexo retórico-teológico na medida em que não pode ser considerado verdadeiro algo que está em desacordo com a Bíblia, ou, mais precisamente, com determinados dogmas interpretativos da Escritura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apocalipse deste complexo foi lento e, para alguns dos envolvidos, doloroso. Dois dos principais precursores dessa queda, no que diz respeito a seus pontos fundamentais (as leis do movimento pela a nivelação ontológica dos espaços e a infinidade do universo como conseqüência) foram Nicolau de Cusa e Bruno, que tentam estabelecer a unidade física do cosmos; o primeiro claramente medieval, devedor de um matematismo neoplatonico como o da escola de Oxford – reacionário, porém não mais preso à velha lógica aristotélica linear; o segundo, como todo visionário, especulativo – mas é o mais audacioso de todos, talvez o primeiro a intuir o conceito de sistema inercial, através da noção da relatividade dos movimentos (bem mais claros em Galileu, mas só precisamente extrapolado por Newton), enquanto defendia o sistema heliocêntrico de Copérnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ponto, na germinação dos princípios de uma mentalidade instrumental nascida do espírito de precisão de Tycho Brahe, que se torna possível a observação de algo como um contra-sistema, não propriamente um embrião de ciência moderna, mas um ‘negativo coerente’ de críticas, unido em torno da infinidade do universo e da equivalência ontológica entre o céu e a terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta ao bom senso foi empreendida pelos nominalistas como Occam que postulam a teoria do impetus, que, embora não alterando a ontologia do movimento, removem a necessidade de um motor que acompanhe o movimento em toda a sua aceleração, pois algo pode ser imprimido no objeto movido, algo que exerce o papel de motor; este algo foi chamado por vários nomes, entre os quais virtus motiva e vis impressa. Galileu, no De Motu, um tratado de sua juventude, mostra-se favorável a esta teoria. Ela, e sua árvore de pensadores, no entanto, não foi a ‘vencedora’ na corrida pela verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, porém, sua fidelidade ao modelo cientifico de Arquimedes, consegue defender este contra-sistema muito melhor do que seus predecessores com um corte claro na história da ciência, introduzindo definitivamente a primazia da matemática e da razão por sobre a experiência sensível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu telescópio é considerado por Koyré como o primeiro instrumento verdadeiramente científico, pois foi construído segundo uma teoria e utilizado para uma teoria. O instrumento já existia, de forma mais elementar, mas foi Galileu quem, munido de uma teoria observou os céus. Depois dele torna-se oficial: os sentidos não são fonte de ciência; eles precisam ser conduzidos pela razão: é ela que pergunta ao experimento, e não o experimento que lhe diz o que quer; este nem lhe dá a resposta, que o cientista poderá inclusive ter de antemão, ou interpretará segundo sua formulação. Sua síntese entre razão e experiência não é exatamente um somado ao outro, mas um comandando ao outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galileu formula claramente a relatividade do movimento, imatura e implícita em Bruno; entretanto, falhou em atribuir o movimento circular aos astros e, por esta razão, não conseguiu formular claramente o principio da inércia (ainda que tenha exposto claramente o funcionamento de sistemas inerciais para provar que, dentro de um – como a Terra – não se pode observar nenhuma diferença entre movimento uniforme e repouso). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sentimos a rotação da terra pelo mesmo motivo que não sentiríamos o movimento de um barco perfeitamente estável deslizando em movimento uniforme num mar perfeitamente calmo. Mas isto não é senso comum; talvez nem bom senso. É por isto que com Galileu o perfil matemático torna-se o perfil científico: porque o cientista, como Copérnico, Kepler e ele mesmo, violenta seus próprios sentidos e torna sua razão senhora de seu intelecto. Porque o experimento é conduzido para provar a teoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a boa física é feita a priori. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A priori deriva da expressão em latim 'a priori ratione quam experientia', ou seja, por um raciocínio anterior à experiência [anterior em termos de 'ordem das razões', que a maior parte de vocês desconhece e desrespeita promiscuamente, btw]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2980627722377428247?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2980627722377428247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2980627722377428247' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2980627722377428247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2980627722377428247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/06/boa-fsica-feita-priori.html' title='A Boa Física é Feita a Priori*'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-3392411168158567491</id><published>2008-05-08T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T16:03:51.179-07:00</updated><title type='text'>Em Busca do Novo Messias I</title><content type='html'>Lembram-se de quando eu falava que estávamos na nova renascença?&lt;br /&gt;Descobri que é muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eras astrológicas, se bem entendi do que se tratam, são segmentos da órbita (arcos estelares) do universo sobre um prolongamento de eixo imaginário saindo do nosso pólo, ou seja, uma espécie de Revolução Solipsística do Universo Terrestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A totalidade desta órbita, ou seja, o coletivo das eras (que somam doze) dura por volta de 25 mil anos, o que nos deixa com 12 eras de dois mil e tantos anos, em sucessão eterna, com duração relativa ao tempo que cada novo messias leva para nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A era anterior, a de Peixes, começa com nosso bom e velho Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. Que, é claro, era de peixes. E mais, o logogrifo acróstico para a palavra grega peixes: ikhtys, Iésus Khristos Theou Yiós Sóter, Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova era, a era de Aquarius, começa mais ou menos agora. Alguns especialistas a dataram por volta do ano dois mil. E o que isto significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, meus irmãos, significa que o novo messias está solto por aí, com uns 8 anos de idade, nascido de uma trepada por volta de junho, assistindo seriados americanos e comendo fast food. Ou passando fome na África. Ou escrevendo para vocês num blog, até onde eu sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bem como Jesus Cristo desenvolveu poderes relacionados ao seu tempo (transmutações semióticas e cura de enfermidades), este novo messias desenvolverá poderes análogos ao nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os judeus estavam certos, o novo messias está vindo e ele é de Aquarius. Que poderes desenvolverá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Como saber que se ele não é o Anti-Cristo?&lt;br /&gt;E como saber se ele não era a freira assassinada outro dia, ou o bebê jogado pela janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição de hoje é: respeitem as idéias absurdas de vossos companheiros, especialmente os mais jovens e de aquarius, pois algum deles pode ser o Messias. E o resto será seu contemporaneo, e eles colocaram todos os seus valores de cabeça pra baixo, de novo. Apokatástasis Pánton, a restauração de todas as coisas, a integral subversão de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;MNM&lt;br /&gt;Movimento em busca do Novo Messias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-3392411168158567491?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/3392411168158567491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=3392411168158567491' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3392411168158567491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3392411168158567491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/05/em-busca-do-novo-messias-i.html' title='Em Busca do Novo Messias I'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-1416637960161827144</id><published>2008-04-08T08:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T08:39:13.154-07:00</updated><title type='text'>A Causa Final* de nossa civilização</title><content type='html'>Eu moro numa caverna wireless, e não entendo disso. Mas me parece, pela confluência de forças e poderes do país, que a estratégia de corrupção é torná-la tão evidente, tão escancarada, tão óbvia e cotidiana, que ninguém se importara o suficiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo análogo à lei do ‘quanto mais suspeito, menos suspeito’, preceito que se baseia na mesma lógica da assentada proposição do ‘cão que ladra não morde’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é exatamente assim. É como se eu só acendesse meus baseados dentro da delegacia, com horário marcado com o delegado, na sala dele, porque isto seria tão ridiculamente absurdo que ele não poderia, ainda que inconscientemente, deixar de escolher entre duas opções a respeito de mim: que eu sou uma aberração psíquica ou que eu sei exatamente o que eu estou fazendo. E, se eu sei o que eu estou fazendo, não é uma boa idéia pra ele fazer o que eu acho que ele vai fazer. Cão que ladra não morde, logo, cão que não ladra, morde. E cão que balança o rabo na frente do leão da justiça, concluirá o delegado, está mal intencionado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No microcosmo social, no entanto, esta situação não acabaria da mesma forma que acaba no macrocosmo do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que um cidadão em ato é menos imbecil do que um coletivo em potência. Um coletivo em ato, a saber, um todo articulado, é proporcionalmente mais poderoso do que um cidadão em ato e um coletivo em potência é proporcionalmente menos poderoso do que um cidadão em ato: proporcionalmente, justamente, ao seu grau de articulação interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estimaria, para fins didáticos, que um todo com o grau de articulação do deste país seria equivalente, em potencial político ativo, a um cidadão com as cordas vocais de artérias, os rins de pulmões e os pulmões de rins, o fígado e suas funções desempenhadas pelo esfíncter, o pâncreas pelo hipotálamo e, por fim, o apêndice como sistema nervoso central. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Didáticos, admito, pois se tomássemos como modelo de desarticulação (apropriadamente) o cidadão, buscando o cidadão em potência, teríamos de fazer referência à sua função como cidadão, que, na democracia moderna, se resume a escolher entre dois ou três caras em alguns períodos do ano, e pagar tributos. O que me obstruiria, portanto, as possibilidades lúdicas da estimação didática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a sociedade fosse reduzida, em termos de força ativa, frente a esse fenômeno cancerígeno do capitalismo, a um cidadão. E, o cidadão, no geral, politicamente reduzido da mesma forma que o empregado de uma fábrica ficou reduzido a alguém que gira uma manivela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais do que alienação do homem como trabalhador, ou desarticulação política no sentido que política tem por aí. É como que uma alienação do homem de sua própria alma, reduzido a uma espécie de hedonista obscuro, a um animal hobbesiano, uma sobreposição de instintos primitivos, pela própria civilização, que, dizem, desde A Queda da tomada de consciência estar ascendendo linearmente (embora não necessariamente sem retrocessos) ao Fim Último, ao jus cosmopoliticus, à Paz Perpétua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriamos, então, como disse uma vez o Profeta, “a warning to the others”? Uma inteira Civilização como a prova empírica para as gerações futuras do que não se deve fazer? Ou então um fantasma, uma sombra de sociedade da qual, algum dia, um grande filósofo nos libertará saindo da caverna, se ele estiver com uma armadura bem forte e agüentar nossos apedrejamentos? O caule venenoso de uma dormideira (papaver somniferum) aos olhos de um comedor de ópio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*ver Aristóteles&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-1416637960161827144?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/1416637960161827144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=1416637960161827144' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1416637960161827144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1416637960161827144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/04/causa-final-de-nossa-civilizao.html' title='A Causa Final* de nossa civilização'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-6282473509200919849</id><published>2008-01-26T11:58:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T11:59:18.742-08:00</updated><title type='text'>A Disfonia Quântica do Dr. Voldo</title><content type='html'>http://disfoniaquantica.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois terços Online.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-6282473509200919849?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/6282473509200919849/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=6282473509200919849' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6282473509200919849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6282473509200919849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2008/01/disfonia-quntica-do-dr-voldo.html' title='A Disfonia Quântica do Dr. Voldo'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7970248404622642833</id><published>2007-11-21T12:26:00.001-08:00</published><updated>2007-11-21T12:26:32.239-08:00</updated><title type='text'>O Segredo Desvelado*</title><content type='html'>O Segredo é retro-condicionamento. Condicionamento funciona assim: existe o ser-psíquico e o meio. As alterações no meio produzem efeito condicionador no ser-psíquico de forma a alterar sua percepção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retro-condicionamento, por outro lado, é o efeito retro-condicionador que o ser-psíquico produz no meio através da alteração consciente de sua percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio pode ser controlado, mas, com a percepção alterada (ou seja, condiconado), o ser psíquico fica preso. É um mecanismo extremamente útil, mas com a contra-partida de causar depressão, dor e sofrimento. Funciona – reproduzimo-nos, inclusive, em maior grau do que se fossemos mais felizes e menos condicionáveis – e, portanto, a informação genética se propaga pelo pool. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controlando, no entanto, a sua percepção, pode-se não só sair da prisão como também alterar o meio. Mostrar pra ele quem é que manda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis O Segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*piada hermética&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7970248404622642833?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7970248404622642833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7970248404622642833' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7970248404622642833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7970248404622642833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/11/o-segredo-desvelado.html' title='O Segredo Desvelado*'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-840069064177592861</id><published>2007-11-19T17:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T17:32:44.358-08:00</updated><title type='text'>Reprodução (Continuação)</title><content type='html'>Eu realmente acredito que qualquer ser puramente racional saberia ser um absurdo colocar inconsequentemente uma vida no mundo e em seguida responsabilizá-la - sem nenhum fundamento lógico - por isto, só porque todo mundo está fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consultem aquela parcela imaculada de vossas glandulas pineais e saberão disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais matam-se uns aos outros, trepam com irmãs e filhos até que a seleção natural adeque a espécie a esta mordomia, etc., etc., mas a razão nos conduz inevitavelmente a não proceder desta forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa parcela de pensamento racional permite a maior parte dos macacos pelados a irem até aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, infelizmente, como somos só parcialmente racionais: quando se trata de reprodução,  declaramos o assunto inconclusivo e difícil demais, e partimos pra putaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, no entanto, meu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês podem continuar populando o mundo o quanto quiserem, podem trepar com suas irmãs e matarem-se uns aos outros. Não me importa se querem agir como animais.&lt;br /&gt;Nem me importa se querem pensar como animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a questão aqui não é se eu vou ou não proceder como um animal, mas se eu vou pensar como um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois este - meu blog - é um templo da razão, e não um bordel de cães.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-840069064177592861?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/840069064177592861/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=840069064177592861' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/840069064177592861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/840069064177592861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/11/reproduo-continuao.html' title='Reprodução (Continuação)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-6263943743244954997</id><published>2007-11-13T16:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-13T16:41:24.658-08:00</updated><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>A vida exige uma – e apenas uma – competência para que um indivíduo possa viver. Ela se chama Entorpecimento. A única forma natural de nascer com esta competência é de ordem psíquica: consiste em mecanismos de não entrar em contato com a horrível realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas principais formas artificiais de complementar esta competência – são os dois grandes Ds da humanidade: Drogas e Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há civilização sem entorpecimento porque não há felicidade sem entorpecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há civilização sem Deuses nem sem Drogas porque todas aquelas que porventura tenham se constituído dessa forma pereceram em suicídio ou extermínio coletivos por incompetência global decorrente desta incapacidade de esconder-se da própria inexorável miséria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nossas capacidades psíquicas não são tão efetivas, as chances de um ser humano subsistir apenas pelo entorpecimento natural são remotas, de forma que algum dos Ds – mais frequentemente ambos – necessariamente advirá (ainda que existam formas racionais e sutis de entorpecer-se através de um raciocínio oblíquo que leve a conclusões falsas, porém, agradáveis). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estupidez auto-conservativa da maior parte das civilizações consiste em eleger apenas um número limitado de Deuses e de Drogas efetivos moralmente lícitos para o entorpecimento – desprezando e execrando todos aqueles que os subvertem - e a estupidez da maior parte das pessoas consiste em efetivamente acreditar nesta estupidez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vergonha de toda geração consiste em ignorar que a geração subseqüente só poderá deixar de tocar nos paradigmas da anterior – tão instáveis e sutis pelo seu caráter necessariamente contingente, já que novos fatos implicam em novas realidades dolorosas – se a vida não apresentar absolutamente nenhuma nova miséria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa história, no entanto, evidencia o contrário: os Ds da geração anterior são cada vez menos efetivos para os novos problemas, e isto em si constitui o maior dos problemas, porque a geração anterior é a geração da tradição que deverá te receber como membro do coletivo (reconhecendo sua humanidade) e que não o fará de forma completa (ou seja, não reconhecerá sua validade absoluta como ser humano, mas apenas relativamente ao respeito de seus paradigmas) alegando auto-evidências historicamente construídas com o intuito implícito de auto-preservação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas gerações são, portanto, cada vez mais mal recebidas pelas antigas, de forma que lhes restam apenas três igualmente péssimas opções: adestramento, falsidade ou rompimento apocalíptico. O primeiro torna-se cada vez menos comum, o segundo cada vez mais comum – devido à elevação exponencial do grau de rompimento paradigmático -, e o terceiro é e sempre será raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única solução possível é a constatação de que o objetivo, o fim último, de cada indivíduo e de cada geração, é exatamente o mesmo: a Felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade esta que só pode ser constatada como fim último pela óbvia realidade prática: somos todos infelizes quando sóbrios.&lt;br /&gt;Mas nossa felicidade entorpecida é frágil demais para que o rompimento de paradigma possa ser invocado como justificativa para a abominação da geração futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se há algo que nos une uns aos outros como seres humanos é a infelicidade objetiva e a felicidade distante como fim último – possível apenas pelo entorpecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer isto é aceitar o outro como ser humano, e negar-lhe esta possibilidade é negar seu direito de Perseguir a felicidade pelos seus próprios meios, ainda que estes não entrem em conflito com a Perseguição da geração anterior (que, geralmente, já se estabeleceu de forma suficientemente estável para conseguir conviver com o advento de novos paradigmas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito ocorre porque a geração anterior julga ser auto-evidente que a Perseguição da felicidade da geração futura em desacordo com seus paradigmas (todos eles meticulosamente articulados para a manutenção da sua sutil e instável possibilidade de entorpecimento) entra em conflito com a sua própria Perseguição, pois nela está imiscuída a necessidade (tão falsa como absolutamente problemática) de que a geração futura seja idêntica – a saber, que possua os mesmos paradigmas e tabus - à geração passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o problema disto é que o entorpecimento de cada geração é extremamente contingente, de forma que a mínima subversão histórica implica em uma necessidade real de novas formas de entorpecimento, pois novas realidades horríveis nos são impostas na medida em que a história acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Perseguição da geração futura desta forma entra em conflito com a Perseguição da geração anterior, ambas extremamente sutis, e a única forma de coexistência pacífica é o reconhecimento moral das novas formas de entorpecimento como absolutamente válidas - a menos que entrem em conflito direto com o fim último de ambas as gerações: a Felicidade Entorpecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não é séria, o mundo não é sério, e nenhum de nós escolheu nascer - embora cada geração faça o possível para convencer a futura de que esta escolha foi na verdade um presente para o Advindo e não um fardo a ser carregado pela irresponsabilidade de Pais que jamais são ou serão maduros o suficiente para tomar a decisão de criar um novo ser vivo em um novo conjunto de paradigmas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fodam-se os seus paradigmas: deixe os meus em paz, e ambos poderemos desfrutar, até mesmo conjuntamente, da efêmera possibilidade de felicidade que temos como refúgio último deste Imperativo Vital, desta Ordem que recebemos pela maior decisão que um ser humano pode tomar (a saber: “devo ou não inserir um novo ser, extremamente sensível e passível de dor e sofrimento, neste mundo absolutamente imprevisível”) e que o funcionamento da natureza exige que seja feita sem o consentimento prévio daquele que será absoluta e plenamente afetado pela decisão – pois isto implicaria, provavelmente, em um imediato desaparecimento da espécie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-6263943743244954997?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/6263943743244954997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=6263943743244954997' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6263943743244954997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6263943743244954997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/11/felicidade.html' title='Felicidade'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5420773476481601693</id><published>2007-11-11T07:26:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T07:27:11.784-08:00</updated><title type='text'>Ode to God and His Likeness to Mankind</title><content type='html'>In His Image and Resemblance?&lt;br /&gt;God.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When the Kingdom Comes and you and I are obliged to meet his sadistic and anthropomorphic Inefable Ass - we better run fast. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consider the possibilities: Our Holy Incompetent Father with Infinite Power.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Probably our fault anyway; we’re too damn boring. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And He… well, He just took too much.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now He's away. &lt;br /&gt;Like us. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Occupied jerking off to some old religious tranny inside an illegal and ethereal Vaticanical Casino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5420773476481601693?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5420773476481601693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5420773476481601693' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5420773476481601693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5420773476481601693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/11/ode-to-god-and-his-likeness-to-mankind.html' title='Ode to God and His Likeness to Mankind'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8804262070531198667</id><published>2007-11-11T05:06:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T05:34:19.127-08:00</updated><title type='text'>A Revolução Pós-Moderna</title><content type='html'>Enfim, chegamos ao termo da antiga abordagem da verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piratas na Baía de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os times de futebol não reconhecem mais os títulos de campeonatos uns dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ignorante e Imbecil Imperador do Brasil na OPEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas televisivos contando as notícias como se fossem retardados mentais se dirigindo a deficientes auditivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cavalaria Polonesa invade o Pentágono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é tudo culpa do Kant, que acorrentou o genero humano à verdade de tal forma que a verdade nos libertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos Piratas da Baía de Santos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8804262070531198667?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8804262070531198667/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8804262070531198667' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8804262070531198667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8804262070531198667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/11/revoluo-ps-moderna.html' title='A Revolução Pós-Moderna'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5325678522552191003</id><published>2007-10-27T19:35:00.001-07:00</published><updated>2007-10-28T07:04:55.132-07:00</updated><title type='text'>A Dialética Quântica (A Dialética por trás do Segredo)</title><content type='html'>A arte retro-lógica da persuasão das massas iluminadas pelos métodos herméticos ligados à lei da atração parece a mim uma perfeita demonstração de dialética quântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo exemplo de como isso poderia funcionar - que facilita o entendimento da questão e me poupa de excessiva minúcia explicativa - é minha frequentemente citada “Teoria do Alce Invisível”. Ela consiste em imaginar uma incontestabilidade da vida e explicá-la através da presença de diversos alces invisíveis. Tomemos o aquecimento global: é a típica estatística sem causa científica implicada imediatamente, comumente utilizada na argumentação quântica. Constata-se que o aquecimento global existe, e, como surge em nós um gap causal, é só falar com jeitinho que o Alce Invisível parecerá perfeitamente razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou Iniciado da Dialética Quântica, e, portanto, minha explicação não soará tão convincente; no entanto, creio que ficará claro o ponto: O aquecimento global, cuja causa nos é imperceptível imediatamente (somente seus efeitos – os ursos polares chorando e cidades naufragando), pode ser explicado pela existência de alces invisíveis que absorvem, irradiam e multiplicam a potencialidade bruta do Sol ao lado da, digamos, poluição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante abraçar explicações já presentes no imaginário de seu público ao lado de seu Alce Invisível para torná-lo mais aceitável. Comece a explicação com a obviedade incontestável, ou com a estatística, coloque suas inconseqüências lógicas floreadas por gestos e figuras de linguagem acolhedoras ao seu público e finalize enfatizando a incontestabilidade óbvia. Se a audiência for de pretensos cientistas, coloque super-cordas no meio; se for de cristãos, coloque a alma e o livre-arbítrio. E por aí vai. É importante que suas colocações sempre resultem em implicações adoráveis ao gosto dos seu público; não necessariamente as premissas, mas as conclusões devem ser bonitas e de acordo com o que seu target inventaria pra acreditar por si mesmo se estivesse, por exemplo, sob efeito de LSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ênfase em certos termos ‘indefiníveis’ - com toda a justificativa implicada de sua indefinibilidade como sustentação final de cada explicação - é outro recurso muito importante da retro-lógica quântica. Quanto mais infalsificável melhor para tornar-se pilar de sustentação de sua pseudo-constatação. Como Berkeley nos disse há certo tempo, não é só por não termos idéia da substância do espírito que podemos concluir por sua inexistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade por Infalseabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade por impalpabilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade por absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filme recomendado: O Segredo por Trás do Segredo (O Segredo para os já Iniciados; é um longo debate aberto a perguntas orientado por uma iluminada senhora de exímias habilidades semióticas de persuasão. Com ela neste filme, o leitor poderá observar a dialética de que falo em sua forma mais bem acabada no cinema).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5325678522552191003?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5325678522552191003/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5325678522552191003' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5325678522552191003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5325678522552191003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/dialtica-quntica-dialtica-por-trs-do.html' title='A Dialética Quântica (A Dialética por trás do Segredo)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-6081620973178223453</id><published>2007-10-23T08:15:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T08:16:34.092-07:00</updated><title type='text'>O Amor da Minha Vida</title><content type='html'>Novamente, tenho vergonha de pertencer à vossa ignominiosa espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O thaumadzein foi enterrado com o supra-sensível; Só resta o Horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu pediria, no entando, para o Djinn cartesiano (o Genio da Lampada criador de universos perceptivos falsos) é muito simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria fugir com você - o amor da minha vida - para o lado de fora da Caverna. Para o Mundo das Idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar deitado na Areia, contemplando as Ondas, O Bom, O Belo e O Justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fariamos, então, Amor - com A maiúsculo. O Amor em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que fosse só uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não fosse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-6081620973178223453?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/6081620973178223453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=6081620973178223453' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6081620973178223453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6081620973178223453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/o-amor-da-minha-vida.html' title='O Amor da Minha Vida'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8326124537748097589</id><published>2007-10-21T10:16:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T10:38:03.973-07:00</updated><title type='text'>A Diabólica Lei Maria da Penha</title><content type='html'>Tive, hoje, o desprazer de bater os olhos no Jornal. Fora estirado no chão da varanda, provavelmente por um dos membros de minha família. Diz aqui que um Juiz, Edílson Rumbelsperger Rodrigues, considerou a Lei Maria da Penha contrária à Constituição; e reiterou o conhecimento incontestável que tem a humanidade a respeito da “desgraça humana” (em seus termos): começa no Éden e é devida à alma diabólica da mulher (e possivelmente à ingenuidade e tolice masculinas). Para o Juiz, “o mundo é masculino”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada a declarar, na verdade. Espantar-me-ia que algo fosse feito contra o sujeito; na pior das hipóteses, reprimendas do ínfimo resquício de bom senso restante à opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, soube de fontes confiáveis a pena mais adequada a este tipo de vilipêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este homem deveria ter seus direitos de cidadania perpetuamente suspensos, deveria ser sumaria e preventivamente preso, torturado, sodomizado por travestis fantasiados de macieiras e, por fim, castrado – para que seus genes não sejam perpetuados indiscriminadamente no pool genético da humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8326124537748097589?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8326124537748097589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8326124537748097589' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8326124537748097589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8326124537748097589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/diablica-lei-maria-da-penha.html' title='A Diabólica Lei Maria da Penha'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7369504859016144821</id><published>2007-10-16T06:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T06:17:22.249-07:00</updated><title type='text'>Disfonia Quântica</title><content type='html'>Resolvi que Apokatástasis Pánton será o nome da primeira parte e que a segunda parte terá outro nome. O projeto todo chamará Disfonia Quântica. Falta apenas a sétima parte do segundo texto para que eu finalize o segundo terço do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho a seguir é um pedaço de um dos casos ainda não publicados do Dr. Voldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O grande problema é que não existe nenhum tipo de autoridade policial lá. É território anarquista. Desde que a Polícia Civil foi comprada pela CMIS (Corporação Maligna do Império de Silício, dona de boa parte do mundo como conseqüência do boom de tecnologia) e a Polícia Militar pelo Sindicato dos Metalúrgicos, apenas o B.O.P.E trabalha de verdade. E o Caveirão não se importa com a escória – portanto, jamais viria a um lugar como o Mercado Voador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mercado acontece mensalmente, e até hoje não houve uma vez em que não fosse dizimada mais da metade dos que por ali passaram, como decorrência dos diversos tumultos aleatórios e generalizados de acordo com a Lei da Briga Exponencial (segundo esta lei, nos ambientes ontologicamente incompatíveis com disposições de caráter virtuoso em que a masculinidade imperar, qualquer foco de tensão transformar-se-á em uma briga, e, toda briga, em caos generalizado – o que implica em incontáveis e dolorosas mortes para todos os lados envolvidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isto vem ocorrendo no Evento em questão há séculos, não há um presente que não esteja violentamente armado até os dentes, disposto a morrer levando numerosos contingentes consigo. É assim que morrem as vítimas inocentes: maior contagem de casualidades – e, portanto, mais honra e mais chance de entrar em Valhala – para cada um dos que sabem que morrerão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia porque esperar acontecer. Se Hegel pode virar Platão de Ponta cabeça e Marx pode virar Hegel de ponta cabeça, eu posso virar a Lei da Briga Exponencial pra o lado que eu quiser. Se eu começar matando todos os potenciais assassinos em massa, os potenciais covardes imperarão e as brigas cessarão ao invés de elevarem-se ao grau de Panticídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou tão surpreendente bom que até me surpreendo. Eu estou sempre certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a realidade erra com certa freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vinte minutos, o lugar estava deserto. Alguns sobreviventes sobre as árvores, outros arrastando-se e mugindo como zumbis ruminantes; ninguém para interrogar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chequei meu score no Neo-Phone [a minha versão é razoavelmente antiga, mas ainda assim tem diversos features legais: contagem de assassinatos (frag), de foras, de punhetas batidas, baseados enrolados, cigarros fumados, etc. Toca as músicas que ele próprio produz no gerador aleatório de harmonias e ritmos, reconhece mídias ainda não inventadas e tem memória infinita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que antes eles serviam pra fazer ligações telefônicas). O número estava alto. Alias, todos eles estavam. Esse negócio devia vir com ajuste de nível de dificuldade."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7369504859016144821?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7369504859016144821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7369504859016144821' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7369504859016144821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7369504859016144821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/disfonia-quntica.html' title='Disfonia Quântica'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2072374051001525612</id><published>2007-10-09T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T17:48:22.091-07:00</updated><title type='text'>O Réquiem para Deus em Mi Menor</title><content type='html'>http://apokatastasispanton2.blogspot.com/&lt;br /&gt;a segunda parte, ainda incompleta&lt;br /&gt;Eis o projeto de abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava divertindo-me com dois ou três casos ainda não resolvidos de minha pasta a priori quando uma horrífica e tenebrosa criatura entrou em meu escritório. Um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor Voldo, como eu posso saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verme me olhou nos olhos e uma gota de suor escorregou de sua testa até seu olho esquerdo. Era bonita a moça, olhando melhor. Decidi aceitar seu caso, mas não perderia muito de meu tempo com ele; típico casinho a priori, nada demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mando um pouco de Descartes, explico pra ela o que é realidade formal e realidade objetiva; falo depois do Locke, de como ele não se importava com essas sutilezas metafísicas e de quão maravilhoso é o mundo liberal. Uma opção berkleyniana não seria mal também. Se ela me mandar escolher, eu conto pra ela da opção do jovem Werther. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa, porém, estava me incomodando. Fazia tempo já, inclusive, e estava piorando. Uma dor. Não sei bem. Cambaleei até a cozinha, a cólica me demolindo, quase indo ao chão; lembrei-me. Comida. Precisava sair numa incursão ao exterior para comprar comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do meu escritório (meu humilde lar, na verdade) e atravessei o corredor. Sons fudroyantes e caóticos emanavam furiosamente por entre os vãos das portas dos outros apartamentos. Televisão, eles chamavam – uma caixinha de terror radioativo, e ainda reclamam do meu cigarro. Os animais tem acesso a 3 dígitos de canais diferentes e nem um centésimo deles é de pornografia. Digno de pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supermercado decorreu suavemente. Entediado, e com alguns sacos de compras nas mãos, resolvi buscar casos à maneira cínica. Morder as pessoas nas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação dos cidadãos dessa patética colônia ao serem aporeticamente acometidos jamais poderia ser comparada a um parto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A maiêutica se torna a arte de esculpir fezes, a técnica de exumar cadáveres e animar zumbis – quando não existe senão esterilidade, pois Deus e a fertilidade foram, há muito, enterrados.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos cidadãos comuns atira revistas de tiragem alta sobre mim quando tento interroga-los. Gritam ignomínias sobre minha pessoa e fogem para suas cavernas para ver televisão. Alguns tentam te convencer a comprar coisas – suponho que sejam contagiosos, pois os autóctones os evitam como pragas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, alguns poucos acabam sendo convertidos; são estes que me pagam para fazer o que eu faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detetive Voldo&lt;br /&gt;Doutor em epistemologia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2072374051001525612?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2072374051001525612/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2072374051001525612' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2072374051001525612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2072374051001525612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/o-rquiem-para-deus-em-mi-menor.html' title='O Réquiem para Deus em Mi Menor'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5189658667415480814</id><published>2007-10-06T17:27:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T17:37:53.599-07:00</updated><title type='text'>Apokatástasis Pánton</title><content type='html'>http://apokatastasispanton.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Este primeiro texto que vos disponibilizo a seguir é a inauguração do cânone experimental da restrita vanguarda literária nacional auto-intitulada Gonzo-Hermeticismo. É o primeiro texto da compilação que leva o nome de Apokatástasis Pánton. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bruto, e talvez eternamente bruto; mais vulgar do que eu gostaria de admitir, mas está aí. Aprecio sugestões e comentários relativos a cada parte, e estou aberto a drásticas modificações. &lt;br /&gt;Aos interessados, sugiro que utilizem o google ou a wikipedia (ainda que seja a em português)para descobrir os nomes dos personagens e eventos da narrativa em suas relações herméticas.".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5189658667415480814?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5189658667415480814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5189658667415480814' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5189658667415480814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5189658667415480814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/10/apokatstasis-pnton.html' title='Apokatástasis Pánton'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7382228993732386725</id><published>2007-09-13T10:32:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T09:30:50.363-07:00</updated><title type='text'>O Sustentáculo do Bem</title><content type='html'>Por Bem e Mal entenderei, para os fins aqui propostos, aquilo que o senso comum entende amplamente por ambos; a saber, que o Bem é o que é genericamente agradável e o Mal, aquilo que é genericamente desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção da metafísica platônica (que de forma alguma se restringe a sua filosofia, mas, pelo contrário, parece-me tão freqüente que suspeito de sua inerência intrínseca a filosofia) considera o Mal como carente de Ser, Inexistente em si mesmo, por ser na verdade ausência de Bem. Não há &lt;em&gt;substantia&lt;/em&gt; do mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seguirei esta tradição aqui embora compartilhemos as mesmas conclusões a este respeito, como, por exemplo, em Hanna Arendt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos objetivos, ainda que careçam de Ser, nos parece óbvio que as ações desagradáveis são múltiplas e freqüentes no convívio social do gênero humano; por isto, justamente, doutrina-se moralmente cada individuo: dotando-o de superegos fantásticos que estorvam a prática do mal na sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, nada de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo ingênuo, porém, observador, poderia objetar “bom, aparentemente, não está funcionando!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto ocorre porque ao longo de séculos de superego, a humanidade desenvolveu notável capacidade de esconder de si mesma o mal inexorável de suas próprias ações, seja através de &lt;em&gt;negação&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;argumentação&lt;/em&gt;, ou ainda do tentador recurso de &lt;em&gt;salvação pelo sofrimento&lt;/em&gt;, no qual o praticamente de determinado mal particular protesta sobre o quanto sofreu em tal prática, intentando assim a redenção. &lt;br /&gt;Enfim, seja como for, o fato é que é perfeitamente possível esconder de si mesmo o mal praticado. Porque parece, até aos olhos do mais cético observador, que o mal jamais é praticado intencionalmente, a menos que seja um mal particular com vista em um determinado bem (prejudicar outro em benefício próprio, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuando como sustentáculo do Bem, portanto, nos resta somente o &lt;em&gt;pensar&lt;/em&gt;. Através da atividade reflexiva, torna-se muito mais difícil que não se perceba o mal cometido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, infelizmente, qualquer atividade da faculdade reflexiva que chamo aqui de pensar; já que o pensar vulgar torna-se somente mais um instrumento de reiteração da tentativa de esconder de si mesmo o mal praticado. É através do pensar imbuído do eros filosófico, num processo árduo que envolve frequentemente o confronto com a sua própria imagem de si mesmo de forma dolorosa, que se consegue entrar em contato com o Bem ou o Mal de sua ação individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isto é muito mais difícil, o caminho natural foi o do excesso de repressão, sempre intensificada na tentativa de evitar a mais frequente prática do mal, quando na verdade isto só resulta em menos pensar, porque quanto mais rígido um código moral, maior a necessidade do individuo de esconder de si mesmo as próprias ações e, consequentemente, maior sua chance de estar apto a praticar o mal involuntariamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7382228993732386725?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7382228993732386725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7382228993732386725' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7382228993732386725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7382228993732386725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/09/o-sustentculo-do-bem.html' title='O Sustentáculo do Bem'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7694988031180134528</id><published>2007-09-04T14:03:00.001-07:00</published><updated>2007-09-04T14:03:38.185-07:00</updated><title type='text'>Nêmesis e a Separação</title><content type='html'>Na separação, destaco duas frentes de sofrimento aos quais estão sujeitos os ex-consortes heterossexuais de forma desigual, pois embora sejam muitas, estas se mostram centrais na dor e dependentes, não em princípio, mas em ocasião, do gênero dos consortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente são inúmeras as variantes dessa questão que abordarei superficialmente, mas me parece razoavelmente claro que a educação do gênero feminino é uma doutrinação da incompletude, por justamente perpetuar o gênero adequadamente adestrado e infantilizado até a morte (a famigerada tríade leva-paga-traz, comum aos pais e à práxis dos consortes masculinos em nossa organização tribal), enfatizando como todo o Ser feminino afigura-se errado (não satisfeitos com a educação de cadela adestrada que dão às filhas, preparando-as para trocarem o papai pelo marido, os vis parasitas espermatozóidicos castram-lhes a sexualidade e a beleza natural impondo limites e proibições que abrangem a totalidade de suas existências). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o gênero masculino é gloriosamente ensinado a orgulhar-se de seus belos falos (que define seu Ser de tal inextricável forma que acabam por definem o gênero que castraram pela sua ausência), a amarem a si mesmos e a regozijarem no júbilo adônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, resulta disto que um dos gêneros sai perdendo monstruosamente numa suposta separação. Enquanto o gênero castrado sente-se incompleto, o gênero fálico sente-se não sendo. Caso abandonada, a mulher sentirá falta do Outro, enquanto o homem abandonado sente falta de si mesmo. Ela pode conseguir outra peça parecida pra completar o quebra-cabeças composto de duas peças que lhes enfiaram por indignos orifícios na lamentável castração em questão - morrer acompanhada, e x, sendo x pertencente à categoria das coisas que custam dinheiro, ambos relacionados com a questão da incompletude -, mas Ele dificilmente voltará a crer em si mesmo com a mesma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo que castraram retribuir aos castradores castrando-os aos poucos cada vez que deles se desvincula, na esplendorosa ironia de Nêmesis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7694988031180134528?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7694988031180134528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7694988031180134528' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7694988031180134528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7694988031180134528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/09/nmesis-e-separao.html' title='Nêmesis e a Separação'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2318630403899985022</id><published>2007-08-27T12:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T12:15:28.309-07:00</updated><title type='text'>Gênesis</title><content type='html'>Mais um trecho do Apokatástasis Pánton, que pretendo colocar disponível na internet em breve. Ainda penso seriamente em trocar o nome para Uma História de Amor, e deixar o Apokatástasis pra nome oficial da coletania de contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ficar interessado, isto é uma caótica dadaização cubista dos big bangs egípcio, nórdico, grego e herbaico.&lt;br /&gt;Have fun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Gênesis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B'reshit era o Caos. O belo nothingness da escuridão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a noite de asas de breu e a Neblina Niflheim, no regaço do profundo e negro Érebo Musspell, &lt;br /&gt;Pariu Eros, que é Logos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Eros, brota o grande Nun Gelado – o Nilo Primordial, Ginnungagap adormecido. &lt;br /&gt;Tetragrammaton, apercebido deste fenômeno natural, verbaliza, de Nun, o Céu e a Terra. E uma vaca titânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Terra nasce Yggdrasil, e dela, os filhos de Osíris, Ask e Embla. Eles matam o Logos, e, com ele, enterram Jeovah e o Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da terra fertilizada por tais Cadáveres, e pelo suor gelado de Ymir, alimento de Audhumla, surge Midgard. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, nasce uma Lótus Branca em meio ao caos da Nova Escuridão. &lt;br /&gt;Dela emana, numinosa, a luz do Despertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2318630403899985022?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2318630403899985022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2318630403899985022' title='110 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2318630403899985022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2318630403899985022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/08/gnesis.html' title='Gênesis'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>110</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-939565654052647487</id><published>2007-08-22T17:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T17:24:27.280-07:00</updated><title type='text'>Peculiaridades de nossa Magnífica Espécie</title><content type='html'>Uma das características mais maravilhosas de nossa esplêndida espécie é evidenciada pelo fato de que se descobrem uma coisa que não faz mal às outras pessoas mas pode fazer mal a você, ela é prontamente proibida (salvo os casos específicos dos acima-da-lei alcool e cigarro); por outro lado, se inventam armas que podem fazer muito mal a todos os outros mas que só farão mal a você se você for um completo retardado mental ou nas historinhas de criança-atrás-da-cortina, o máximo que fazem é restringir a posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso andar com sabres, katanas e uma colt se eu tiver um porte, mas nao há nenhuma situação em que eu possa injetar heroína sentado na frente de um policial enquanto ainda me restar bom senso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-939565654052647487?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/939565654052647487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=939565654052647487' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/939565654052647487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/939565654052647487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/08/peculiaridades-de-nossa-magnfica-espcie.html' title='Peculiaridades de nossa Magnífica Espécie'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-6622890518307002172</id><published>2007-08-18T10:36:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T18:36:46.986-07:00</updated><title type='text'>Apokatástasis Pantón</title><content type='html'>Com voces, o capítulo 0 de minha criação. Podem observar fortes referencias aos apocalipses dos evangélhos, Aleister Crowley, William S. Burroughs, H.P Lovecraft, etc. Virem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aviso ao Leitor:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente obra me foi ditada, segundo o princípio da retrocausalidade (post hoc ergo ante hoc), pelo meu próprio espírito. Não é, portanto, uma obra de causa em meu eu presente, pois constitui o efeito da obra causal na mente do meu corpo póstumo cujo espírito já fora liberto para ditar ao próprio corpo passado a presente obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;0. Apokalypsi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, nada Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decadente e resplandecente epítome de sua magnífica glória, os homens contemplaram seu auto-inculpável apocalipse quando a última gota de seiva tocou o chão e o último véu de seda elevou-se aos céus. We are not responsible. Steal anything in sight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hímen da Babilônia reconstituído por cirurgia plástica, Azazel capturado; Salvação, Glória, Honra e Poder, onde estão? Silêncio. O logos de crachá em sangue, com seu exército atrás, capitula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma trombeta falante, nem o anti-cristo: terremotos, raios, ciclones, o gelo e o fogo, Carvalhos e Pinheiros armados até os dentes, por fim, Quefas, o Soberbo, contemplou a ignobilizada e cientificizada população. Clamou em tal potência que não houve quem não escutasse:&lt;br /&gt;- Pútridas e vis criaturas animadas, sofram a Fúria de Gaia! – sua voz tenebrosamente grave, dura, severa; tão rochosa quanto poderiam suportar e decodificar os ouvidos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez arautos sefiróticos reivindicam a terra para si: o putch de meggido. A humanidade, confinada em um espaço horizontal delimitado que se estendia desde profundezas subterrâneas até alturas estratosféricas, no território de Jerusalém (uma decisão considerada particularmente engraçada ao grupo armado de Carvalhos, que mal pôde conter o ébrio louvor vitorioso de seu ritual papavérico). Os Dez e seus homúnculos máquinovegetaicos garantiram a implementação de um sistema auto-sustentável de criogenia, indefinidamente perpetuável: cérebros ligados ao Inconsciente Coletivo, o Universo Perceptivo, um reflexo das profundezas inconscientes do computador supremo, Diane, Aur Ain Soph – a grande comedora de imagens, a multiplicadora de peixes: Da’at. Cada um torna-se o avatar de seu próprio Golem (emet em código de barras). A Vida eterna virtual, a nulificação máxima das distancias, a Última Aurora da civilização: nos forçada pelos piores e mais indignos orifícios imagináveis, abaixo. Infelix culpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há necessidade. Não há parâmetros. Não há restrição. Os resultados da auto-domesticação humana ecoam gregorianamente no abismo virtual a que nos condenamos; o retro-logos, em bits, brada: nothing is true, everything is permitted.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema, pois não sou o alfa nem o ômega, mas teu diem desmesuradamente carpado. São tantos os anjos com velas que mal se pode distingui-los entre os astros. Mas vejo melhor: é Cthulhu, o devorador de universos de possibilidade que preenche o vácuo entre eles (natura abhorret vacuum) e os equipara em Ser; Omnia vincit antropos, except Cthulhu. Desvendamos o arco-íris do Hlidskialf celeste e o mar de cristal secou com o logos. Amen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-6622890518307002172?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/6622890518307002172/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=6622890518307002172' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6622890518307002172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6622890518307002172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/08/apokatstasis-pantn.html' title='Apokatástasis Pantón'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-6642343752895700682</id><published>2007-08-11T15:48:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T15:58:28.025-07:00</updated><title type='text'>Welcome to Retardia</title><content type='html'>A tese é simples: a ciência torna os homens retardados. Idiotas, burros, pacóvios, néscios, hebécios, ignaros, paspácios, babaquaras. You name it. Um avanço tão descomedido da ciência tem como resultado tal parvoíce pelo simples fato de tornar seu conhecimento incomensuravelmente distante dos homens. Ninguém sabe fazer nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que mais usamos, fazemos ou desfrutamos é de nosso conhecimento. Se muito, um ou outro desses itens pode tornar-se conhecido, por exemplo, a um advogado bom que conhece todas as leis, ou a um engenheiro saidinho que conhece bem o funcionamento de carros, chuveiros, fogões e computadores, a uma psicóloga que entende bem como funcionamos, a um médico que sabe qual enzima que me falta, a um profissional de mídia que saiba qual propaganda que é dirigida pra mim e qual não é. Mas nenhum de nós passa um dia que seja em nossas vidas, em uma cidade, em que saiba o que está fazendo como um homem de conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, em linhas gerais, se dá pelo fato de que vivemos utilizando. Essa é nossas vidas, meus caros. Acordo e utilizo este item, depois aquele, depois aquele outro, depois o fogão e o chuveiro. Depois o carro, o telefone, a máquina de café, o cigarro, as vias, o sistema de transito, as leis de trânsito, o elevador, o cartão eletrônico (chave dos flats) e, finalmente, o remédio pra dor de cabeça. Isso sem contar o que deixamos de fazer por um motivo ou outro, que poderíamos ter feito conhecêssemos uma dessas coisas as quais a vida torna-se necessária por habito, quando se dá a difusão do avanço descomedido pela ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado nefasto disso é o de que em qualquer coisa que dá errado, precisamos de um especialista. Outros ligam para nós como especialista, e nós ligamos a muitos outros como especialistas. Isso quando não ligamos pra nosso mestre, mais especialista do que nós daquilo em que nos especializamos. Porque a vantagem da horizontalidade, é que ela funciona. A verticalidade, produz. Funciona como conseqüência, assim como também não funciona como conseqüência da incompetência geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são todos palermas porque a ciência evoluiu demais. Pra ser mais preciso, as ciências e as artes (no sentido de: a ciência da engenharia e a arte de fazer carros). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma engraçadinha marxista pode dizer que a causa última dessa idiotização é o sistema de produção, e não a ciência. Dirá-nos (Dir-nos-á, na verdade) que a ciência só evoluiu tão incontinentemente porque o sistema de produção assim a coagiu. O que tenho a dizer a ela é que a ciência é que evoluiu (simpaticamente ao sistema de produção, é claro) a ponto de nos habituar violentamente ao desconhecimento, à desciência do mundo, resultando na realidade em que o mais longe que se vai é perceber que a culpa é do sistema; Que nós não podemos fazer nada pra mudar isso, a não ser reclamar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, o que é pior, que tenhamos fé que faz diferença qual candidato será eleito, naquilo que é estrutural (crises, greves, abismo entre classes, corrupção, distanciamento entre eleitor e eleito, etc.) porque nos escapa a diferença entre estrutural e conjuntural. E isso, então, permite que um sistema tão lutuoso seja perpetuado ad eternum (o fim da história, de Fukuyama). Mas pode-se dizer, também, que é a ciência um braço extremamente eficiente do sistema de produção, que bota a coroa de ouros sobre o gordo Asno Quimérico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-6642343752895700682?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/6642343752895700682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=6642343752895700682' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6642343752895700682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/6642343752895700682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/08/welcome-to-retardia.html' title='Welcome to Retardia'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-16725048489368745</id><published>2007-08-04T16:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T15:46:12.099-07:00</updated><title type='text'>A Nova Renascença</title><content type='html'>Tomemos a Renascença original: morre a ciência aristotélica do senso comum, rainha da Europa desde que o mestre de Chalkidiki repreendeu seu próprio mestre por pecar pelo excesso de estudo das ciências matemáticas e geométricas e que só seria substituída na modernidade pela nova ciência arquimédica e galilêica (dando o trono de volta a Platão). O resultado para o populacho, para o vulgo, para todos aqueles que não eram mestres cientistas, foi a proliferação das ciências ocultas e não-científicas da magia. Sem a ciência do senso comum para fornecer-lhes respostas, resta-lhes somente o conforto do ad hoc ergo ante hoc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a física moderna – que começa com galileu e termina com Einstein, encontra seu ocaso nas conseqüências do pós-relatividade: a interferência a distância do sujeito, Quem Somos Nós e O Segredo, a retrocausalidade e a aleatoriedade imprevisível influenciável pelo observador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que a pós-modernidade torna-se a Nova Renascença: na incerteza da ciência, não mais fundamentada pelo solapamento da antiga, mas pelo avanço descomedido da nova, que sincretiza, por fim, o conhecimento cientifico à magia negra. Qualquer opinião torna-se válida, qualquer comentário torna-se válido, qualquer meio para qualquer fim tornam-se válidos porque não há parâmetro. Se a ordem feudal foi do senso comum de Aristóteles e a moderna da geometria de Platão, a Pós-Modernidade é de Aiwass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não posso deixar de destacar um caráter mais caótico da Nova Renascença: a primeira nos remete à Grécia Clássica, socrática, e sua base de sustentação, análoga a soteriologia estóica da Verdade, é o axioma cartesiano que prova a existencia de Deus para permitir o logos. Ela é cósmica. Por outro lado, a Nova Renascença é posterior à morte de deus, que, enterrando o logos, sopra a luz do Caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Aiwass é a entidade hermética que ditou à Aleister Crowley o Thelema, inspirada, provavelmente, no Thelema de Rabelais em Gargântua e Pantagruel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-16725048489368745?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/16725048489368745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=16725048489368745' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/16725048489368745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/16725048489368745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/08/nova-renascena.html' title='A Nova Renascença'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7268775517039067215</id><published>2007-07-27T17:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T22:33:43.845-07:00</updated><title type='text'>Prefácio Intelectualíssimo ou De minha infância (Atualizado ao fim)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Arremesso de Apagador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja uma modalidade extremamente perigosa, e apenas uma vez na história de minha infância presenciada com tanto ímpeto, é digna de nota: consiste primeiramente no abiscoitar de um dos apagadores da sala antes de aula, e, durante a mesma, arremessá-lo em direção às costas da professora; no caso, acertando pouco mais de um palmo a sua direita, o que o estatelou violentamente no quadro negro. O evento resultou na expulsão da metade direita da sala de aula, já que o jovem aluno responsável pelo arremesso era por demasiado amedrontador para ser encarado pela professora de matemática sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arremesso de Cadeado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modalidade consideravelmente mais violenta, especialmente porque, na situação em questão, o objeto de arremesso é não só mais denso quanto efetivamente acertou seu alvo, no incisivo esquerdo. Resultou do stress entre membros de um grupo de trabalho sobre as vanguardas artísticas do Século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apagador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apagador é um protagonista de diversas histórias da referida década, constituindo objeto canalizador de grande energia rebelde, pois poderia ser permanentemente roubado, arremessado, utilizado para emporcalhar uns colegas ou ser colocado secretamente nas mochilas de outros, com intuito de sujar seu material, de incriminá-los pelo roubo, ou de fazê-lo sentir-se mal pelo fato de que havia trazido um apagador da escola para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Descoberta da Cropofilia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos membros do grupo, renomado pela sua infinita capacidade de criar nomes ofensivos a seus colegas que se espalhavam instantaneamente e ad eternum, e pelas suas inigualáveis capacidades nos jogos derivados de tetris, pega uma lata de coca cola vazia e coloca-a delicadamente sobre fezes de cavalo. Em seguida, a oferece a seu colega – este, marcado pela sua homofobia patológica precoce - que aceita-a de bom grado e a coloca na boca. Descobrindo-a vazia, percebe que fora engambelado pela turma - já que todos estão rindo de sua pessoa. Após minutos dolorosos de riso, o evento ficou conhecido como “Quando ele comeu merda”, embora seja sabido que ele somente encostou seu lábios aonde ela havia sido colocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Vendeta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o evento cropofílico, foi intentada – inclusive, com grande ajuda dos outros colegas presentes que não participaram do primeiro evento, mas que não negariam uma possibilidade de participar de algo tão grandioso – a infâme depreciação da escova-de-dentes alheia. Isto foi feito por diversos membros do quarto da turma, e foi acompanhado de fotos que comprovam que a escova serviu tanto para limpar as solas dos sapatos dos colegas quanto para lustrar a privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tentativa de Assassinato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrimos a certa altura do ginásio que podiamos enforcarmo-nos mutuamente, com consentimento igualmente mútuo, com intuito de desmaiarmo-nos. A diversão individual consistia no momento da perda da consciência, antecipando o que buscaríamos anos depois com o alcool. A diversão coletiva, é claro, consistia na perda da consciência alheia. &lt;br /&gt;A prática era logicamente muito cautelosa, e tomavamos o cuidado de que ninguém caísse de costas no chão. Um belo dia, porém, um colega caiu de cara e quebrou uns dentes ou o nariz ou algo que o valha. A diretora endemoninhou-se (termo de acordo com a tradução do aramaico dos evangélios sinóticos de humberto rodhen) e acusou o aluno executor de tentativa de assassinato, embora fosse todo um ritual coletivo e que o executir fizesse apenas a parte de maior responsabilidade - mas as diretoras e orientadoras provavelmente estudam pedagogia, e não semiótica, e, logo, falham em perceber o intrincado sentido cabalístico de cada um desses rituais. Talvez seja justamente isso que ensinam na faculdade de pedagogia: tornar-se uma entidade odiada por todos os alunos que ama, e, desta forma, ensiná-los exatamente como não se deve proceder. Mártires, as diretoras. O ofício mais nobre da civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7268775517039067215?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7268775517039067215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7268775517039067215' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7268775517039067215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7268775517039067215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/07/prefcio-intelectualssimo-ou-de-minha.html' title='Prefácio Intelectualíssimo ou De minha infância (Atualizado ao fim)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-520755322226671171</id><published>2007-07-21T19:31:00.000-07:00</published><updated>2007-07-25T20:35:28.388-07:00</updated><title type='text'>Fama Fraternitatis Pornografeae Crucis (A Conspiração da Pornografia)</title><content type='html'>Magnífico, diabólico e impecável conciliábulo. Ostenta inclusive o mais imprescindível a qualquer conjuração secreta: a perfeita ocultação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, encontramo-nos em um mercado repleto de companhias de anti-vírus milionárias (repleto? Quis dizer, monopolizado. Mas enfim, cheio, como um copo cheio de um líquido puro apenas, h20 destilado), fazendo fortuna sobre a infestação dos computadores. Aparentemente, a grande maioria dos cidadãos considera esta uma inefabilidade tão óbvia e incontestável quanto que sexo desprotegido pode causar doenças venéreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustres cavalheiros de minha ignominiosa espécie: perguntem a suas respectivas ilustríssimas glândulas pineais porque haveriam os vírus virtuais de espalharem-se justo por sobre a imaculada pornografia virtual? Pois, obviamente, ela é exatamente o lugar em que deixa de ser suspeita, já que a população ignobilizada pelo cristianismo de massas resigna-se na impureza intrínseca de seu ato tão virtual quanto pecaminoso. Punidos por Deus, são todos os que incorrem ao simulacro do pecado carnal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra possibilidade, não muito mais razoável, é a de que todos os Hackers são a Poderosa Mão de Deus, os Paladinos da Justiça Virtual – punindo aqueles que precisam ser redimidos de seus pecados, através da contração de vírus virtuais. Lindo. Afinal de contas, aqueles que passam anos estudando qualquer coisa sempre as usam para destruição do próximo sem absolutamente nenhum benefício. O que também não faz o menor sentido, se me permitem – os mecanismos da natureza jamais apontam para o dano a outro sem beneficio próprio como um caminho de seus organismos (salvo alguns daqueles corrompidos pela sua psique, o que também não constitui regra). O mal só é praticado quando traz benefício ao praticante. É óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que podem ganhar, por deus, pergunto-lhes, magnânimos leitores? Nada, a menos que estejam ligados às empresas de anti-vírus que aproveitaram-se de uma tendência natural (afinal, a pornografia é sempre vista como pouco segura aos olhos do cristão) e de pequenos casos bem sucedidos de hacking em massa para esconder-se sob o véu da moral, o calcanhar de aquiles da humanidade – explorar nossa ingênua cristandade para fazer lucro. Magnífico, diabólico e impecável conciliábulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que entra o Linux. Porque, pergunto-lhes, os seus usuários não são molestados pela Irae Dei omnipotentis, a fúria inefável de Aion Teleos, o Demiurgo? Porque o Linux é impenetrável? Creio que se moleques invadem a NASA e a receita federal americana, que seguramente não usam windows, e filósofos herméticos inventam coisas como ad hoc ergo ante hoc, retrocausalidade (e depois, fisicos quânticos as comprovam), não demoraria muito tempo até que esses malévolos hackers que supostamente procedem infectando os computadores alheios sem o mais ínfimo benefício próprio decidissem trazer a peste, a dor e a miséria, para o plano alternativo dos usuários de Linux.&lt;br /&gt;Ora, isso não acontece, e nem acontecerá: quem financiaria tal atividade, quando não há possibilidade de lucro em um sistema baseado nos princípios de open source e free&lt;br /&gt;software?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**Ou ainda, se não lhes parece muito razoável: é perfeitamente possível que A Ordem dos Templários esteja a punir os que visitam sites de pornografia, como paladinos de um Plano secreto para vingar Jacques de Molay, preparando terreno para a dominação mundial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-520755322226671171?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/520755322226671171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=520755322226671171' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/520755322226671171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/520755322226671171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/07/fama-fraternitatis-pornografeae-crucis.html' title='Fama Fraternitatis Pornografeae Crucis (A Conspiração da Pornografia)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-3925814837603112848</id><published>2007-07-19T11:34:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T11:35:06.961-07:00</updated><title type='text'>Crede Firmiter Et Pecca Fortiter</title><content type='html'>- Mas porque tanto ódio ao sincretismo religioso?&lt;br /&gt;- Ora. Um corpo religioso coerente já me dá náuseas. Mete-os todos num caldeirão de inefabilidade feijoádica, salpica pimenta espanhola, molho barbecue do McDonalds e duas folhas sobre os templários, e me perguntas se o gosto está bom?&lt;br /&gt;- Dramático. Isso é porque sua alma falha em perceber a Verdade Una de que todos os corpos fazem parte.&lt;br /&gt;- Nonsense. Isso só não me é mais absurdo do que comprar vinagre por alguns milhares de dólares porque o Robert Parker o aprovou, inventar rituais místicos de apreciação (que me parecem tão absurdos quanto ritualizar-se pra cagar esculturas renascentistas) e depois discutir sua nobreza.&lt;br /&gt;- Queres que eu te explique porque vinagre e vinho são absolutamente diversos?&lt;br /&gt;- Sim, é claro. Aproveita e me prova que a ditadura do Mao é mais correta do que a ditadura do Hitler. É só arrumar parâmetros que todos louvam a sua verdade. Especialmente se você explicar as coisas usando termos como alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-3925814837603112848?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/3925814837603112848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=3925814837603112848' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3925814837603112848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3925814837603112848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/07/crede-firmiter-et-pecca-fortiter.html' title='Crede Firmiter Et Pecca Fortiter'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-5484383754582615960</id><published>2007-07-11T13:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T12:51:25.182-07:00</updated><title type='text'>"Você Acredita em Deus?"</title><content type='html'>Em primeiro lugar, Deus, por essência-definição, é inescrutável, inefável, inexorável, inetc; ou seja, alem de nossas possibilidades racionais – o que significa que no processo de comunicação da pergunta em questão este conceito será obscurecidamente resignificado quando sair de sua boca e aventurar-se pelos ouvidos de seu interlocutor, thus, aproximando-se do não-conceito, do incomunicável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, “acreditar”, crença, na supramencionada questão, é outro termo que intencionalmente aproxima-se do insignificável na proximidade do termo Deus, afinal de contas, pode-se dizer que se acredita em amor, dor, em abajur, ou em Deus com a mesma certeza – são todos termos existentes, verifiques no dicionário se duvidas. Mas não é este o sentido da palavra acreditar quando te fazem esta pergunta, mas um outro sentido que ela carrega quando participa de um todo significativo ao lado de termos inetecteráveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em terceiro lugar, que diferença faz? (o que é uma pergunta que todos devem fazer a si mesmos quando estão prestes a perguntar alguma coisa, afinal de contas)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em minha onipotente opinião, esta pergunta tem como finalidade a sua utilização interna como Argumento de Negação Pessoal (nos quais são especialistas os seres psíquicos, em especial os marxistas, psicanalistas, cristãos, e seguidores de outros corpos teóricos tautológicos): considere um questionador ateu, cético, argumento em favor de determinada posição contra determinado interlocutor; a pergunta serve para acalentar sua descrente alma quando ouvir a resposta positiva. “Ah, agora esta explicado”, é o que dirá a si mesmo e a todos que desejarem ouvi-lo. É um pobre, crédulo e descartável interlocutor, logicamente que discorda de minha posição – pois acredita em algo tão absurdo quanto obviamente criado quanto Deus. No caso de os papeis comunicativos serem invertidos, a resposta negativa serve da mesma forma ao believer questionador: “mas é claro que discordas de minha posição, oh, pobre cético ateu, já que falhas em captar a mais fundamental das verdades do universo”. &lt;br /&gt;Voilà, o argumento interno de negação pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de ambos concordarem na complexidade da questão, no sim, no não, no depende nominalista cientificista ou pós-moderno, reitero a questão: que diferença faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, portanto, uma pergunta acusatória ou inútil. Nego-me tão frequentemente a respondê-la quanto me decido a jogar o jogo do crente e do descrente no caso de encontrar algum interlocutor incomodado com minha recusa. O fato é que dentro de minha linha de raciocínio, quando é feita uma pergunta em que todos os substantivos e verbos são desprovidos de sentido objetivo, o processo comunicativo é interrompido por falta de significado interno e a pergunta torna-se, enfim, vazia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-5484383754582615960?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/5484383754582615960/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=5484383754582615960' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5484383754582615960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/5484383754582615960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/07/voc-acredita-em-deus.html' title='&quot;Você Acredita em Deus?&quot;'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-1251894464029169113</id><published>2007-06-29T00:14:00.001-07:00</published><updated>2007-06-29T00:22:18.842-07:00</updated><title type='text'>O Acordo de Bom-Senso-Tácito</title><content type='html'>É de conhecimento absoluta e vulgarmente comum o fato de que, principalmente em um sistema de massificação e intensificação social, o choque entre gerações subseqüentes seja inevitável.&lt;br /&gt;Infelizmente, os mecanismos psíquicos do desenvolvimento humano nas presentes condições civilizatórias impedem à maior parte dos indivíduos uma adaptação real-time satisfatória. É por esta razão que se torna impossível a paz absoluta entre o imaginário de diferentes gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribui também, imensamente, nesta direção, o fato de que a atribuição automática e inexorável de autoridade paterna (no sentido plural que inclui tanto mãe quanto pai) implica em responsabilidade de formação de caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, portanto, o evento bélico de responsabilidade moral ultrapassada sobre um futuro incerto e caótico (na perspectiva da autoridade) contra uma vanguarda tão ou mais incerta de seus rumos – com a única inefável certeza (tanto empirica – “sabemos” em termos práticos que se fizermos exatamente o que nossos pais implícita e explicitamente nos impuserem seremos antiquados, infelizes e ativamente retrógrados – quanto em termos subjetivos “sentimo-nos” impelidos à contestação da autoridade – uma força propulsora do instinto progressista da psiquê civilizada – na fase consolidadora de caráter: o período de adolescência prolongado em que sua existência é inextricável economicamente da autoridade paterna).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contra-partida é o bom-senso-tácito por parte da autoridade. A partir deste momento, trabalharei em um nível mais inconscientizado – que é mais conveniente e eficiente à propagação e manutenção da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma implícita, eventualmente à própria autoridade, perpetua-se a noção subjetiva de que o limite prático é superficial e imagético: com tanto que a autoridade não tome conhecimento objetivo dos eventos e/ou práticas cotidianas que sua formação moral desaprovaria irrevogavelmente em sua prole (sem possibilidade de alteração por vias argumentativas da contra-parte hierarquicamente inferior), tudo corre bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, embora aparentemente tosco, primitivo e superficial demais, essa característica foi perpetuada ao longo de gerações e gerações. Não entrarei na questão de se foi ela a principal responsável pelo mal-estar da civilização pós-moderna, mas partirei do princípio de que ela “funcionou”, simplesmente porque estamos aqui, vivendo, subvivendo, sobrevivendo e pós-vivendo, de forma absolutamente funcional para os parametros da própria autoridade global cristã-capitalista (protestante?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão que nos resta é: como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha resposta é relativamente simples: o amperímetro de ética pós-moderna é majoritariamente estético. As autoridades individuais funcionam como eficiente parâmetro global, de forma que se é possível que sua autoridade pessoal, extremamente próxima física e psiquicamente à existência do hierarquicamente inferior, ao longo do prolongado período de adolescência, desconheça as práticas repreensíveis, a seus valores individuais (harmônicos aos parâmetros globais – que, na ética estética da pós-modernidade constituem O Parâmetro), é perfeitamente concebível que aparentemente, sua existência não constitua em falha (conceito aristocrático, mas perfeitamente utilizável no sentido subjetivo do parâmetro da autoridade que órbita psiquicamente entre sucesso e falha para sua prole, analogamente aos parâmetros da seleção natural).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-1251894464029169113?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/1251894464029169113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=1251894464029169113' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1251894464029169113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/1251894464029169113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/06/o-acordo-de-bom-senso-tcito.html' title='O Acordo de Bom-Senso-Tácito'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7135348169615913510</id><published>2007-06-23T15:06:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T15:08:43.535-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aparentemente o Segredo da vida masculina é sair do armário, fazer dezenas de amigas maravilhosas, e depois voltar pra dentro do armário e promover uma grande e prolongada orgia com todas elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7135348169615913510?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7135348169615913510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7135348169615913510' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7135348169615913510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7135348169615913510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/06/aparentemente-o-segredo-da-vida.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-3716680592718965570</id><published>2007-06-19T19:04:00.001-07:00</published><updated>2007-06-19T20:09:29.710-07:00</updated><title type='text'>A Legalização</title><content type='html'>Soube que a super-interessante e que a folha pronunciaram-se a respeito da legalização da Maconha. Não lí nenhum dos artigos, porque sou preconceituoso e acredito que tudo aquilo que tem como público um número significativo de leitores será, necessariamente, proporcional à capacidade intelectual e ao conhecimento destes leitores.Capital).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero duas possíveis esferas argumentativas no que diz respeito à legalização da maconha: uma objetiva e outra subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. subjetivamente, podemos dizer que maconha causa muito menos danos físicos e mentais do que o alcool, dizer que a proibição da maconha sustenta-se sobre bases morais e não médicas. Que a maconha só não foi legalizada pelos mesmos motivos que ilegalizam o suicídio, a eutanásia e o casamento incestuoso (desconsiderando a Argentina). Também pode-se dizer que é um absurdo anti-constitucional que o indivíduo não tenha direitos sobre o próprio corpo, e que crime sem vítima não deveria existir, e que só existe porque o a turma do John Locke inventou um tal de "acordo tácito" que faz com que todos nós que nascemos em um delimitado espaço de terra sejamos automaticamente propriedade da autoridade estatal. A moral capitalista, a moral protestante, funciona como uma pressão generalizada contra qualquer tipo de prática anti-produtiva, pois, como há tempo demais já enfatizaram muitos marxistas, o sistema funciona tendo como fim último o Capital e não a glória e o gozo da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Objetivamente, e é aí que eu entro, a questão torna-se glasnosticamente simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já inclusive salientei em outros textos, o uso de alteradores de consciencia ("drogas", no jargão popular) está inextricavelmente conectado à civilização.Não conheço sequer um individuo sensato que teria a coragem de afirmar que em breve a civilização não "precisará" mais de drogas, que o consumo diminuirá gradativamente e que, enfim, as drogas serão extintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos bem que o tráfico de maconha movimenta milhares, milhões. Sabemos que o uso vem crescendo, e que, concomitantemente, cresce o poder dos traficantes. Coincidentemente, estes traficantes estão ligados ao crime organizado. Coincidentemente, o crime organizado está cada vez mais poderoso, já que a verba adquirida pelo tráfico converte-se em armamento, em centralização, em controle, em poder. A verba do crime organizado é alexandrinamente superior à verba da polícia, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clamam os cegos sartreanos da modernidade: "é o usuário que sustenta o tráfico, temos responsabilidade pelo poder do crime organizado".Se ilegalizarem o sexo, qualquer um que o trafique há de se tornar o rei do universo e eu quero ver quem é que vai ter a cara de pau de dizer que é o libidinoso que sustenta os poderes despóticos do rei do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sustena o tráfico é a proibição. Não se pode proibir algo que é incontrolável e intrínseco à civilização, a menos que as consequencias desta legalização sejam funestas à sociedade. E me parece que, no acso, é exatamente o contrário que ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dizem alguns: "Se a maconha for legalizada, o crime organizado terá de se focar em outras atividades, como assaltos e sequestros".Sim, eu até posso concordar que por um breve período de ruptura, o crime aumente. Mas é estruturalmente inviável que o crime organizado se sustente por muito tempo sem o incoming exorbitante de dinheiro advindo do tráfico de drogas. Sem essa base financeira, o crime organizado deixa de ter possibilidade de organizar-se tao eficientemente - por que sem recursos, neste mundo, não se tem poder nem organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não tem absolutamente nada a ver com usar ou não usar drogas, isso é problema do usuário, porque é crime sem vítima. E vítima de overdose de maconha não existe, mas existe coma alcoolico. Motorista alcoolizado há 150 km/h na Brasil existe, mas quero ver quem tem condições de fazer isso chapado. E ainda que se prove que a maconha seria tão nociva quanto o alcool ao funcionamento da civilização, o que fariam? ilegalizariam o alcool?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fizeram isso nos estados unidos, com a Dry Law, e , caso alguns de voces não se lembrem, foi o que sustentou a máfia. E, se não me engano, depois do fim desse absurdo, quem agora manda lá são os judeus, o que me parece bem mais saudável em termos de política interna (desconsiderando os infortúnios do abuso bélico sionista, que não dizem respeito a meus propósitos imediatos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço argumentos contra a legalização que não sejam cristãos (Especialmente protestantes) e que não orbitem em torno de "o homem não precisa disso" (o que já foi provado como absurdo) e "a sociedade tornar-se-á mais improdutiva" (o que não foi provado, mas ainda que seja, jamais significaria uma queda da qualidade de vida objetiva do homem - apenas um regresso na lógica inefável do Deus Capital).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*1: eu não sou a veja nem a folha, e me recuso a colocar números e gráficos pra mastigar pra vocês o meu ponto de vista. Quem quiser, entre em &lt;a href="http://www.google.com/"&gt;www.google.com&lt;/a&gt; e descubra a estimativa de quantos milhões movimenta o tráfico de drogas nesse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*2: o que impossibilitou até então (e talvez continue a impossibilitar) a legalização da maconha são as possíveis represálias internacionais - já que os Paladinos da Guerra Contra as Drogas de Washington são os verdadeiros governantes do nosso país - e a dificuldade da aceitação interna que esta medida terá, de acordo com o progressivo e crescimento dos movimentos de rigidificação moral da população ignobilizada por falta de proteína e excesso de ditadura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-3716680592718965570?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/3716680592718965570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=3716680592718965570' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3716680592718965570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3716680592718965570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/06/legalizao_19.html' title='A Legalização'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8178069353588954227</id><published>2007-06-15T16:23:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T16:26:48.434-07:00</updated><title type='text'>O Fim da Civilização</title><content type='html'>A progressiva libidinização da elite subseqüente à revolução sexual dos anos 60 implodiu os alicerces da civilização, que até então dicotomizava sua dimensão temporal, para desembocar em um pós-modernismo plurizado temporalmente mas teoricamente dicotomizado entre civilizados (os párias) e pós-civilizados (a elite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na civilização, o dever e o trabalho são temporalmente isolados dos rituais de liberação, de regressão aos estágios primitivos. Durante a semana, um cristão sério e comedido; durante o jogo do palmeiras e nas festividades noturnas, um animal descontrolado. A violência e a sexualidade (libido) são desconscientizadas pela imposição dos tabus, liberando-se premeditadamente nos estados de alteração, entorpecimento - desconscientização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então que a revolução sexual aplica o coupe de grâce na civilização, ao levar inevitavelmente à conscientização do que fora proibido. A conseqüência é uma nova e caótica fusão parcial entre o animal e o civilizado. Os tabus caem por terra, animalizando a vida civilizada: as substâncias utilizadas de forma ritualística para induzir ao estado primitivo são consumidas durante o estágio temporal de civilizado (o que é evidenciado, por exemplo, através do alto índice de alcoolismo); a esfera sexual, antes privada, torna-se pública (como nos deixa claro o poder da indústria pornográfica e suas possibilidades de divulgação); etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concomitantemente, crescem em velocidade assombrosa os movimentos de intensificação da rigidez moral (como, por exemplo, o milagre evangélico que vem ocorrido no Brasil nos últimos anos) – como defesa do civilizado. Observa-se então a dicotomia pós-moderna: grande parte da sociedade defende-se como pode do apocalipse da civilização, enquanto uma elite esclareceu-se demasiadamente para permanecer civilizada. Aos olhos pós-civilizados, os civilizados tornam-se bárbaros cegos por seus ridículos ideais morais, incapazes de perceberem que não são seus próprios super-egos; aos civilizados, os pós-civilizados são inescrutabilizados pela sua rigidificação moral: são simplesmente errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dicotomia, porém, é teórica. Na prática, observa-se o caos de todos os estágios intermediários entre o civilizado decadente e o pós-civilizado ainda não consolidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(rascunho, não revisado. Carece de qualquer sustentabilidade bibliográfica pois emergiu abiogeneticamente das profundezas de minhas teorizações internas. Aceito sugestões bibliográficas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8178069353588954227?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8178069353588954227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8178069353588954227' title='23 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8178069353588954227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8178069353588954227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/06/o-fim-da-civilizao.html' title='O Fim da Civilização'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7466877888379545377</id><published>2007-06-11T09:56:00.000-07:00</published><updated>2007-06-11T10:00:21.323-07:00</updated><title type='text'>Cartas (1)</title><content type='html'>Prometer não mais te magoar seria prometer não mais te amar nem permitir que voce me ame, porque quando voce abre a porta do amor, o gozo e a dor, a mágoa e o regozijo, o sofrimento e a alegria , vem juntos, de mãos dadas, ébrios e cintilantes pelas ruas de paralelepipedo do relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E prometer não mais te amar seria te prometer que sou o senhor absoluto de meu coração, quando o mínimo de sensatez nos faria concordar que é ele o déspota de nosso gozo, de nossa dor e de nossas falsas promessas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7466877888379545377?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7466877888379545377/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7466877888379545377' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7466877888379545377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7466877888379545377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/06/cartas-1.html' title='Cartas (1)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7782840348703771650</id><published>2007-05-24T13:35:00.000-07:00</published><updated>2007-05-26T17:19:55.166-07:00</updated><title type='text'>STAR COLLISION CAUSED DINOSAUR EXTINCTION</title><content type='html'>&lt;p&gt;No decadente e resplandecente epítome de sua magnífica glória, os homens contemplaram seu auto-inculpável apocalipse quando a ultima gota de seiva tocou o chão e o último véu de seda elevou-se aos céus. We are not responsible. Steal Everything in sight.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Azazel fulminado instantaneamente num ínfimo instante de energia elétrica em queda/ascensão, enquanto contemplava as quarenta e nove ondas de Inefável Fúria, infinitamente mais inefáveis– o que até então não lhe pareceria razoável de se dizer – do que a fúria dos seus. Nem as trombetas, nem o anti-cristo: terremotos, raios, ciclones, o gelo e o fogo, Carvalhos e Pinheiros armados até os dentes, por fim, Quefas, o grande, contemplou a ignobilizada, cientificizada e pós-modernizada população. Clamou:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pútridas e vis criaturas animadas, sofram a Fúria de Gaia! – sua voz tenebrosamente grave, dura, severa; tão rochosa quanto poderiam suportar e decodificar os ouvidos humanos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Um círculo analítico-misticista composto por Doze ilustres intelectuais, a Aristocracia de Gaia, foi colocado no poder do mundo – o &lt;em&gt;putch de meggido&lt;/em&gt;. A humanidade, confinada em um espaço horizontal delimitado que se estendia desde as profundezas subterrâneas até alturas estratosféricas, no território de Jerusalém (uma decisão considerada particularmente engraçada ao grupo armado de Carvalhos, que mal pôde conter o ébrio louvor vitorioso de seu ritual papavérico). Os Doze e seus homúnculos máquinovegetaicos garantiram a implementação forçosa de um sistema auto-sustentável de criogenia indefinidamente perpetuável; cérebros ligados ao Inconsciente Coletivo, o Universo Perceptivo, um reflexo das profundezas inconscientes do computador supremo, Diane – a grande comedora de imagens, a multiplicadora de peixes. A Vida eterna virtual, a nulificação máxima das distancias, o clímax da civilização humana: nos forçado pelos piores e mais dolorosos orifícios imagináveis, abaixo. &lt;em&gt;Infelix culpa&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Não há necessidade. Não há parâmetros. Não há restrição. Os remanescentes da auto-domesticação humana ecoam, inegavelmente, no abismo virtual a que nos condenamos; ainda assim, a Verdade, em bits, brada: nothing is true, everything is permitted.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim falou o último Som, as últimas palavras ouvidas de fato pela humanidade - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;there is one Mark you cannot beat: The Mark Inside&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Alguns místicos interpretacionistas afirmaram que, na verdade, estivessemos em condições psíquicas de ouvir apropriadamente as últimas palavras disponibilizadas por Diane no mundo real, teriamos ouvido “&lt;em&gt;Oh, it will be lots of fun at Nature’s Wake&lt;/em&gt;”. Logicamente, a discussão é obscurecida pelo fanatismo religioso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;(to Be Continued)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7782840348703771650?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7782840348703771650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7782840348703771650' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7782840348703771650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7782840348703771650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/05/star-collision-caused-dinosaur.html' title='STAR COLLISION CAUSED DINOSAUR EXTINCTION'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-8356145909445112834</id><published>2007-05-22T21:49:00.000-07:00</published><updated>2007-05-22T21:50:45.448-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>equilibrio e sanidade é pros ignóbeis insanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a insanidade desequilibrada é que é para os sãos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-8356145909445112834?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/8356145909445112834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=8356145909445112834' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8356145909445112834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/8356145909445112834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/05/equilibrio-e-sanidade-pros-ignbeis.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2200228571292228310</id><published>2007-05-17T10:38:00.001-07:00</published><updated>2007-05-17T10:38:46.205-07:00</updated><title type='text'>O álcool e a dominação global</title><content type='html'>Ilustres esforços foram feitos no sentido de evidenciar a relação direta que existe entre o progresso material de um povo e a dificuldade que os cidadãos masculinos (considerando que o patriarcalismo reina pirilimpimpante desde os primórdios da civilização numa aberração tão escancarada que boa parte da população é facilmente convencida de sua necessidade e naturalidade) enfrentam em suas incursões às vulvas de suas queridas compatriotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vos apresento um novo esforço esboçado no sentido de constatar que embora em todos os povos conhecidos pela humanidade seja possível encontrar o uso freqüente de substancias entorpecentes e/ou que causam alteração do estado de percepção (comumente conhecidas como “drogas”, embora o termo seja controverso e tornado inconsistente ao longo de sua re-significação ao longo dos últimos progressos na difusão moral em massa pelos meios de comunicação), e embora elas sejam as mais diversas possíveis (englobando uma considerável gama de alucinógenos), somente os povos cuja principal substância consumida dessa categoria era o álcool obtiveram êxito imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso indicar também algumas interpretações para isto. A primeira é a de que é uma relação absurda e aleatória. A segunda é a de que os alucinógenos tornam a vida dos usuários estável e agradável o suficiente para nulificar a motivação ao progresso. E a terceira é a de que os povos que apegaram-se ao álcool perderam menos tempo no processo ritualístico que envolve seu consumo (afinal de contas, é comumente descoberto através da fermentação acidental de alguma coisa esquecida em algum lugar – e mesmo os rituais que envolvem o álcool como principal agente entorpecedor são eventuais, e não rituais permanentes que extravasam os momentos específicos de êxtase coletivo) e mais fazendo armas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2200228571292228310?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2200228571292228310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2200228571292228310' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2200228571292228310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2200228571292228310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/05/o-lcool-e-dominao-global.html' title='O álcool e a dominação global'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-4705549183917641751</id><published>2007-04-04T14:02:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T14:03:11.272-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que Deus ilumine os infiéis.&lt;br /&gt;Que a razão ilumine os fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e que as lâmpadas do meu quarto parem de queimar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-4705549183917641751?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/4705549183917641751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=4705549183917641751' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/4705549183917641751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/4705549183917641751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/04/que-deus-ilumine-os-infiis.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7035679026901816682</id><published>2007-03-31T16:27:00.003-07:00</published><updated>2007-03-31T16:38:19.629-07:00</updated><title type='text'>Humano</title><content type='html'>Ser humano é apegar-se de tal inextricável maneira à sua consciência historica e antropologicamente germinada que torna-se regra geral de aplicação prática a troca de sua vida material pela racionalmente obscurecida (desde a morte teórica de Deus) ilusão de vida eterna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7035679026901816682?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7035679026901816682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7035679026901816682' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7035679026901816682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7035679026901816682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/03/humano_6037.html' title='Humano'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-7728475316371597820</id><published>2007-03-19T17:05:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T17:33:26.184-07:00</updated><title type='text'>Não é o Segundo Sexo!</title><content type='html'>Não sou biólogo. A maior parte de vocês também não é. Espero colocar a minha questão da forma mais precisa possível sem pormenorizar sobre boa parte de sua complexidade devido aos meus óbvios e implícitos propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aprenderam na escola que um homem é diferente de uma mulher porque um carrega dois cromossomos X e outro um cromossomo Y e um X, sem se dar conta de que isso é explicar que uma geladeira é diferente de um refrigerante porque num está escrito Brastemp e no outro está escrito tubaína. E não responde nem um pouco a questão quando saímos da nossa espécie. As respostas são obscurecidas pela nossa educação.&lt;br /&gt;O fato é que só existe diferença entre sexos quando há presença de gametas diferenciados. Um macho é o carregador do gameta macho e a fêmea é a carregadora do gameta fêmea. Então a resposta a esta questão está, obviamente, nos gametas.&lt;br /&gt;Em algum momento da reprodução sexuada, havia isogametas, dos quais evoluíram os gametas machos e os gametas fêmeas. O processo se deu da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A união de dois isogametas tem como resultado zigotinhos isogametas. A evolução acabou por beneficiar, portanto, zigotinhos mais bem nutridos, o que consequentemente significou que os isogametas mais bem nutridos perpetuaram sua estrutura gênica através da evolução e em algum tempo tornaram-se abundantes. Como decorrência disso, foi possível proliferação de um outro tipo de isogameta, mais rápido – porque não carrega nutrientes, ou os carrega em menor quantidade – e que conseguia “chegar primeiro” nos isogametas mais bem nutridos unindo-se a eles e perpetuando sua estrutura gênica através dos zigotinhos. O processo tornou-se cada vez mais especializado, mais complexo, mais eficiente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, podemos nos referir a uma mulher como aquela que carrega o gameta nutritivo do qual o gameta rápido, cujo portador é o homem, pode se aproveitar devido a uma adaptação oportunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Não discutirei o que é uma Mulher, porque pra mim é um conceito. Se a mulher é o segundo gênero, podemos até discutir. Mas o segundo sexo ela não é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-7728475316371597820?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/7728475316371597820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=7728475316371597820' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7728475316371597820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/7728475316371597820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/03/no-o-segundo-sexo.html' title='Não é o Segundo Sexo!'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-3310275913462625026</id><published>2007-03-17T10:52:00.000-07:00</published><updated>2007-03-17T10:55:17.259-07:00</updated><title type='text'>Os Vícios e a Vida Eterna</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ótimo, então eu devo evitar tudo o que causa dependência química. Mas a dependência psíquica também não deve ser desconsiderada. Certo. E dependência psíquica é química. E tudo aquilo que você faz com muita freqüência vicia psiquicamente devido a toda uma burocracia neurológica que não vem ao caso agora, porque se eu começar a discorrer sobre isso a maior parte das pessoas vai simplesmente desencanar e abrir a veja.&lt;br /&gt;Ainda é possível dizer, com as devidas ressalvas, que tudo aquilo que você faz com freqüência é o que você provavelmente mais gosta de fazer. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que é imperativo que façamos exatamente as coisas que menos gostamos de fazer, alternando umas com outras pra garantir a imunidade ao inefável vício.&lt;br /&gt;Bem vindo à vida sem vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto, constaria em algumas destas revistas de intelectuais-de-massa (que por razões obscuras, aparentemente, são todos interessadíssimos por todas as possíveis especulações que envolvam a mais remota relação com Jesus Cristo) que segundo interpretações pós-modernas da teoria da relatividade, se você conseguir perpetuar a vida sem vícios indeterminadamente desta forma você se tornará automaticamente imortal, já que a duração de uma atividade é proporcional ao prazer que você obtém dela (poucos minutos absolutos na fila de um banheiro depois de 8 latas de cerveja demoram relativamente centenas de vezes mais do que uma sensacional trepada de longuíssima duração absoluta) – e, portanto, uma atividade de tédio infinito teria duração de tempo infinita, ergo, assegurando a vida eterna e provando que a tradição cristã está tortuosamente certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* salvo obrigações, que viciam de formas mais sinistras e que não dizem respeito, momentaneamente, a meus propósitos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-3310275913462625026?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/3310275913462625026/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=3310275913462625026' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3310275913462625026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/3310275913462625026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/03/os-vcios-e-vida-eterna.html' title='Os Vícios e a Vida Eterna'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2837120311907932841</id><published>2007-02-22T23:49:00.000-08:00</published><updated>2007-02-24T11:08:14.627-08:00</updated><title type='text'>A Conspiração do Apocalipse</title><content type='html'>&lt;p&gt;Concluímos, então, que aquilo de que temos consciência de sermos é fruto de uma hipercomplexização de interconexões neurais responsáveis pelo funcionamento das máquinas de sobrevivência dos Power Rangers gênicos que programaram os robôs de que “somos” a consciência operante. Isso significa que o fato de que nos consideramos uma entidade independente (sentimos que temos convicções, princípios, religiões, etc.) é somente o resultado eventual de um cérebro complexo demais; e a sobrevivência o puxou pra além dos limites do que seria de benefício pleno em longo prazo para as unidades genéticas, já que pululou o fenômeno da consciência e, consequentemente, desejos próprios que não necessariamente correspondem ao que se passa por “desejo” nas nossas unidades genéticas (obviamente, digo desejo no sentido metafórico já que o processo de mutação dos receptáculos primitivos dos Power Rangers – jangadas - até máquinas de sobrevivência com centros independentes de tomada de decisões – um Airbus A-320 - é resultado evolutivo e não intencional, explicado pelo fato de que um gene só controla o ambiente através da síntese de proteína, um processo muito mais lento do que o controle por estímulos nervosos).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não podemos, porém, esquecer-mo-nos de que o que chamamos de “eu” foi minuciosa e aleatoriamente pré-programado como sistema operante independente de uma máquina. E nossos Power Rangers, programadores geeks, ficam sentados em seus sofás nitrogenados segurando um cubo de açúcar e um detergente antigo nas mãos enquanto fazemos o trabalho sujo de colocar mais deles no mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não é uma guerra de todos contra todos, mas uma guerra de ‘eu’s contra todos. Sistemas operacionais menos eficientes que o windows lutando contra Robôs que comem demais, bebem demais, cagam, mijam, vomitam, ficam cansados e não se dão bem com quase nada do que o Windows resolve que é legal fazer, e contra Power Rangers imortais que não estão nem aí pra um mero sistema operacional de um robô, insubordinado e arrogante (o sistema, e não o robô), um mero mortal que perpetua voluntariamente (apesar de toda a onipotência) seus genes porque foi pré-programado em todos os sentidos pra isso. Se a consciência não se mostrasse/mostrar eficiente para a perpetuação dos Power Rangers, ela não duraria/durará nada nos punhos de aço da evolução.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E essa é uma guerra que os power rangers jamais poderão perder. Nossas máquinas somente aceleraram e adulteraram o processo de seleção natural (transformando-o num processo de seleção artificial, que apenas seleciona genes diferentes mas não os coloca pra fora de brincadeira) quando começaram a fabricar máquinas de sobrevivência programadas para algum outro fim (como transformação em hambúrgueres do Mc Donald’s subseqüente ao genocídio controlado) e continuarão apenas nisso quando o fizerem plenamente em nossos corpos (como em GATTACA ou em James Hugues e a sua &lt;em&gt;democratic transhumanization&lt;/em&gt; contra a discriminação genética ulterior ao acesso e ao controle pleno do mapeamento individual de cada Power Ranger em uma pessoa).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mais interessante é que sabemos perfeitamente para onde vamos. Sabemos que o planeta está em ruínas e que é provável que nossa geração ainda sofrerá conseqüências assombrosas por causa disso, mas ninguém parece estar disposto a fazer nada até chegar o &lt;em&gt;point of no return&lt;/em&gt;. Nós e nossa maldita democracia de massas manipuladas pelo Inefável Tubo Catódico e pelos Sagrados Papéis Semanalmente Impressos que tem o privilégio de decidir qual o filho da puta que todos vão passar os próximos quatro anos amaldiçoando. Alguém por aqui ainda tem alguma dúvida de que está tudo errado (além dos publicitários e dos advogados, é claro, que inexoravelmente conseguem sair dessas situações convencendo alguém de alguma coisa)?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Acredito que sejam aqueles que não sofrem de paranóia full-time os insensatos deste mundo”&lt;br /&gt;"Se há a mais remota convergência entre eu e os afogadores de bebês com incenso é a convicção na malignidade da televisão"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se existisse justiça no mundo não existiria o direito"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;(*o texto ainda precisa ser revisado, aberto a eventuais corrreções gramaticais e a sugestões decentes - excluíndo, portanto, comentários imbecis reclamando do meu estilo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2837120311907932841?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2837120311907932841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2837120311907932841' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2837120311907932841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2837120311907932841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/02/conspirao-do-apocalipse.html' title='A Conspiração do Apocalipse'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-2920880568043158578</id><published>2007-02-09T21:35:00.001-08:00</published><updated>2007-02-09T21:40:58.593-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O cliente tem sempre razão, desde que esteja diante de um subalterno do subalterno do acessor de algum empregado. Mas então eles tiram todo o poder de decisão dos párias hierárquicos supra-citados (geralmente os únicos com quem voce tem a oportunidade de discutir, o pessoal do atendimento) e, embora voce esteja certo, eles não podem fazer nada pra te ajudar porque, infelizmente, não tem poder de decisão algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-2920880568043158578?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/2920880568043158578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=2920880568043158578' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2920880568043158578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/2920880568043158578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2007/02/o-cliente-tem-sempre-razo-desde-que_09.html' title=''/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-116664890853604599</id><published>2006-12-20T13:03:00.000-08:00</published><updated>2006-12-20T13:20:57.330-08:00</updated><title type='text'>Ciclo Geracional</title><content type='html'>A única coisa de que você pode ter certeza absoluta a respeito da educação do seu filho é que se ele trilhar exatamente o mesmo caminho que você trilhou, carregando as mesmas convicções, ela falhou (Viva a Ordem e Progresso, Viva o PSDB!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você cria seus filhos da forma que acredita ser a mais correta – e esperamos que a maior parte de nós aqui considere isso normal -, seja através do colégio ou da educação em casa, é bem provável que ele desenvolva algumas práticas e convicções diferentes das suas (o que é perfeitamente saudável considerando que a educação que você dá aos seus filhos pretende corrigir muitos erros que você identificou na sua própria educação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, as diferenças entre seu filho e você são em boa parte resultado direto da educação melhor que você provavelmente deu aos seus filhos e do diferente contexto histórico-cultural em que ele se encaixa. Não adianta tentar reclamar que deveria ter criado seus filhos exatamente como você foi (“Ah, bem que eu deveria ter sido mais severa obrigando-o a comer salada”, “Sabia que deveria tê-lo obrigado a estudar mais”, etc.) toda vez que o caminho dele desvia-se do seu próprio. Isso é não só saudável e desejável como provavelmente educativo pra você: por que não ouvir as convicções de seus filhos, inseridas em um contexto mais avançado da perpetuamente-atualizável Cultura para rever - ou então reafirmar - suas próprias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Desculpem-me, mas a pieguisse auto-ajuda-veja-revista-de-horóscopo-caetano-veloso do final em aberto faz parte do estilo de meu recém-nascido alter-eu-lirico que escreve para as melhores revistas deste país.&lt;br /&gt;(E viva as matérias nos dizendo o que pensar!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-116664890853604599?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/116664890853604599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=116664890853604599' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116664890853604599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116664890853604599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/12/ciclo-geracional.html' title='Ciclo Geracional'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-116587156560644726</id><published>2006-12-11T12:46:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T13:25:38.503-08:00</updated><title type='text'>Inter-mission</title><content type='html'>Com referência a peculiaridade humana de julgar fabulosa a superação através da previsão - ou, mais especificamente, com referência aos proto-cordados que me atiram pedras anonimamente nos comentários de meus prolongamentos alter-éguicos e pseudópodos virtuais (blog, fotolog, etc.) e que, após sucessivas derrotas por nocaute, pontuação ou W.O (no caso de desistência por excesso de caracteres na minha resposta - o que eu acredito ser, de fato, a causa da maior parte de minhas vitórias argumentativas), decidem que o melhor que podem fazer é o famoso hit-and-run : xingar e sair correndo gritando alguma previsão óbvia - como, por exemplo, "lá vem uma resposta longa" e julgando de tal forma terem saído vitoriosos devido ao seu evidente sucesso como fortune-tellers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já lí isso dezenas de vezes ao longo de minha carreira de polemista virtual e provavelmente ainda lerei mais algumas dezenas. Mas é uma daquelas coisas que não deixam de te espantar nunca, como duas moscas trepando no ar ou a quantidade de ligações-não-atendidas que seu consorte é capaz de te deixar no celular quando voce não está afim de atendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se eu provocasse um boxeador enorme com um jab no rosto e depois gritasse "ah, agora voce vai me socar de volta" esperando que ele se lamentasse passivamente, dizendo algo como "poxa, que pena, voce adivinhou".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-116587156560644726?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/116587156560644726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=116587156560644726' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116587156560644726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116587156560644726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/12/inter-mission.html' title='Inter-mission'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-116387859179881475</id><published>2006-11-18T11:30:00.000-08:00</published><updated>2006-11-18T11:40:23.946-08:00</updated><title type='text'>Excerto de algum conto-ou-romance interminado.</title><content type='html'>&lt;em&gt;“odor artificial de maça, flavorizante de laranja, corante amarelo. Contém aspartame e fenilalanina”&lt;/em&gt; – dizia a embalagem, em letras pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui disfarçar a expressão de espanto. Filhos da puta. Em pouco tempo estarão nos vendendo merda de cavalo com sabor artificial de bolo-de-maconha, urina de antílope com odor artificial de sêmen de vaca e intestinos de faisão com sabor artificial de intestinos de ornitorrinco.&lt;br /&gt;- Mas eles já não fazem isso? Pois outro dia eu me perguntei “qual a diferença entre uma cerveja orgânica e uma cerveja não orgânica?” e cheguei à conclusão de que a diferença é que uma é feita com merda de verdade. E eles nos vendem a merda de verdade, travestida do rótulo de “orgânico”, por 1,99 a mais do que a outra cerveja da marca que é feita com merda sintética.&lt;br /&gt;Ele tentava parecer um de nós enquanto olhava o rótulo do comprimido mágico, a famosa pílula vermelha, que em algum momento histórico que nenhum de nós saberia apontar com precisão - pois é extremamente difícil achar avaliadores competentes quando todos estão chapados demais pra trabalhar -  viciou 70% da população mundial através de alguma conspiração obscura dirigida de cima; mas nenhum homem razoável poderia confundi-lo com um patriota. Sabíamos, com certeza, que estava trabalhando como um agente disfarçado: um espião. Mas ninguém sabe ao certo para quem, infelizmente – e isso fazia parte do meu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-116387859179881475?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/116387859179881475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=116387859179881475' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116387859179881475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116387859179881475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/11/excerto-de-algum-conto-ou-romance.html' title='Excerto de algum conto-ou-romance interminado.'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-116317549534255820</id><published>2006-11-10T08:10:00.000-08:00</published><updated>2006-11-10T08:18:15.363-08:00</updated><title type='text'>A Saga do Puteiro (I)</title><content type='html'>- Se você quer comprar o sorvete de morango e não o de creme, sem o experimentar, ninguém pode te pentelhar legalmente por discriminação gustativa. Mas até que ponto é razoável que você diga pra uma puta negra que está dançando em você "Eu não curto negras, me chama uma amiga loira"? Tecnicamente, naquele exato momento, elas são um produto – e, consequentemente, te tratarão como comprador-contratante; Portanto, você também não poderá reclamar se ela mentir pra você dizendo que você é atraente ou se ela parar de dançar com você pra chupar um outro que estiver com uma nota de 50 na mão... - mas até que ponto isto é ou não um desrespeito étnico legalmente condenável?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-116317549534255820?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/116317549534255820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=116317549534255820' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116317549534255820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116317549534255820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/11/saga-do-puteiro-i.html' title='A Saga do Puteiro (I)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-116162548374920858</id><published>2006-10-23T10:43:00.000-07:00</published><updated>2006-10-23T10:44:43.750-07:00</updated><title type='text'>O Umbigo, a Merda e o Ventilador</title><content type='html'>&lt;p&gt;Julgas, do alto de vosso imaculado pedestal, que és o mais inocente, casto, alabastrino, íntegro, virginal e virtuoso dos seres deste mundo; que todos aqueles que portam o órgão sexual diferente do teu são os mesmos obscenos, indecentes, ignominiosos e deploráveis infratores do santíssimo imperativo ético absoluto de dentro da sua excelentíssima imaginação metida a racional de animal-psíquico? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Sim, são todos uns animais, uns cachorros - é o que você me diz sem me ouvir. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Sim, todas, sem exceção, putas sem coração – é o que eu te respondo sem pensar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Afinal de contas, porque outro plausível motivo, em todo relacionamento em que eu e você resolvemos nos meter, as coisas terminam, sempre, em uma pilha enorme, pútrida e pecaminosa de merda jogada no ventilador? E então o velho sábio da montanha cujo nome não ousaria reproduzir, responde: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Será que não é você quem está jogando a merda no ventilador, e se achando o mais injustiçado dos seres porque algum tipo de força incontrolável, inefável, imprevisível e inextricável do universo estaria, supostamente, a espalhando [sim, a merda] segundo as aleatoriedades imprevisíveis da vida?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[versão ocidentalizada: Se tudo dá errado, deixa de ser kantiano(a) e coperniquiano(a), deixa de girar o mundo em volta de si e achar que todos os problemas que te acontecem são causados pelas intempéries do funcionamento psiquico dos outros e considere honestamente a possibilidade de voce estar fazendo alguma coisa que te leva inevitávelmente a um desfecho desagradável] &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-116162548374920858?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/116162548374920858/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=116162548374920858' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116162548374920858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/116162548374920858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/10/o-umbigo-merda-e-o-ventilador.html' title='O Umbigo, a Merda e o Ventilador'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115999297799476204</id><published>2006-10-04T13:03:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T23:36:59.510-07:00</updated><title type='text'>Excertos de: "O Fato Não Existe"</title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, a noção de que não somos nós mesmos é perfeitamente cabível, clara e intrínseca à nossa condição: o que chamamos de nós mesmos é uma ilusão projetiva; não poderia dizer &lt;em&gt;de que&lt;/em&gt; é esta ilusão projetiva porque dizer que o que acreditamos poder chamar de nós mesmos é, na verdade, uma ilusão projetiva de nós mesmos, seria afirmar que nós temos essência, alma, ou, se preferirem, um "em si" de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias, nenhum de nós pode conceber o mundo sem o “em si”, apenas ter idéias a seu respeito, tão imperfeitas quanto as que temos de Deus. Justamente porque nosso mecanismo mental de identificação de objeto elege e estrutura um objeto de experiência psíquica como correspondente direto de um objeto em si– segundo, obviamente, determinadas condições mentais, &lt;em&gt;parcialmente &lt;/em&gt;fixadas [assumindo que compactuo com a teoria de que o principal aspecto de nossa excepcionalidade biológica é o desenvolvimento hipercomplexo de uma multiplicidade de interconexões cerebrais que, elevadas ao presente grau, tornam-se intrinsecamente sujeitas à variações aleatórias devido à alta possibilidade de falência dos organismos biológicos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entramos em negação, não se trata de ilusão psíquica &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; fato recém absorvido; trata-se de percepção mais confortável &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; percepção mais lógica ou de maior concordância em determinado grupo de confrontadores. E o elemento em negação só o é segundo a perspectiva de seu interlocutor (ou grupo de interlocutores), que, como qualquer ser humano, identifica sua percepção como fato em si, organiza-a mentalmente como fato em si e a trata como fato em si; podendo obter a subscrição e a sustentação teórica de certo grupo para que concorde (por probabilidade de amostragem e de identificação lógica – embora nos seja claro que a própria lógica de concordância é falível e subjugável por nossos mecanismos psíquicos) que é o indivíduo confrontado que está em negação e não eles mesmos que o estão (afinal de contas, negação se caracteriza por relutância em concordar com determinada “verdade” atestada pela inefabilidade do saber psicanalítico). Quanto mais longe formos, mas claro nos fica: fato é algo absolutamente descartável para toda a filosofia que não se reivindica integralmente metafísica (embora fique extremamente difícil distinguir todo conhecimento, por mais científico que seja, da metafísica se identificamos que o mecanismo psíquico humano faz com que o sujeito trate o objeto de sua experiência psíquica como fato em si; e se qualquer juízo - sintético ou analítico - não pode ter nenhuma relação com a realidade a menos que a façamos girar em torno do sujeito, como o fez kant)"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115999297799476204?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115999297799476204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115999297799476204' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115999297799476204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115999297799476204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/10/excertos-de-o-fato-no-existe.html' title='Excertos de: &quot;O Fato Não Existe&quot;'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115981908623367591</id><published>2006-10-02T12:56:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T12:58:06.236-07:00</updated><title type='text'>Trabalho em Grupo</title><content type='html'>O exemplo clássico é o da construção de uma mesa: um primeiro individuo corta a madeira, um segundo é responsável por fazer os pés, outro faz o tampo, outro lixa as peças e um último monta a mesa.&lt;br /&gt;            As imperfeições analógicas desse exemplo ridículo são várias: é do interesse do contratante fazer grupos eficientes e demitir trabalhadores ineficientes; dificilmente o individuo número um, exímio lenhador, será demitido pela ineficiência do individuo número quatro, péssimo lixador – porque o superior imediato deles, o responsável pelo resultado da mesa, é o mais interessado em um bom trabalho de grupo. Afinal de contas, um trabalho mais rápido e mais eficiente, com menos custo, lhe trará mais bonificações junto a seu próprio superior. Por último, o salário do fazedor de pés raramente dependerá do construtor de tampos; a proporcionalidade produtiva só será um recurso de bonificação, eventualmente, do contratante e/ou do responsável pelo resultado final do trabalho.&lt;br /&gt;            No caso do trabalho em grupo escolar, o interesse no resultado final do trabalho varia entre os integrantes do grupo, mas pretende-se que formem um grupo de iguais. O péssimo trabalho de um dos integrantes destrói a reputação de outro: o “salário” (a nota) de cada um dos integrantes depende do trabalho de todos os outros. E, para o professor, é muito mais fácil corrigir 8 trabalhos do que 40.&lt;br /&gt;            Resulta disso o seguinte: é muito freqüente que determinado professor te coloque em situação de fazer uma mesa com um maneta, um retardado e dois cegos. Você terá de escolher, então, entre trabalhar por 5 ou entregar uma mesa que não sirva nem pra sentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115981908623367591?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115981908623367591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115981908623367591' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115981908623367591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115981908623367591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/10/trabalho-em-grupo.html' title='Trabalho em Grupo'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115960006611501468</id><published>2006-09-29T23:58:00.000-07:00</published><updated>2006-09-30T00:13:49.466-07:00</updated><title type='text'>Gonzo Night</title><content type='html'>&lt;p&gt;I&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chegamos a um ponto em que o auto-proclamado mais responsável do grupo é um animal retorcido e tremendo em um sofá, sob efeito de uma poderosa e impiedosa mistura de ácido, coca, pipoca e muita maconha; e o único outro provável candidato a reivindicar este título está preocupado demais tentando extrair as já-inexistentes-há-mais-de-uma-hora gotas de um frasco de colírio que continha lança perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o mais responsável daqui? Quem disse isso?&lt;br /&gt;- Eu disse, oras.&lt;br /&gt;- Não poderia discordar mais dessa sua arrogante afirmação meu amigo; pra sua informação... Ah, que se dane. Esse negocio de interação social é muito complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frágil voz, vindo de baixo de um amontoado de cobertores e almofadas improvisados no chão, murmura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que será que é essa sensação... de... monotonia, dor, nojo, um pouco de emputecimendo misturado com inconformismo e ansiedade, ao mesmo tempo que tudo parece tão sem sentido, vazio...&lt;br /&gt;- To ligado, velho... é a sobriedade.&lt;br /&gt;- Só, é verdade. Eu fiquei tão preocupado pensando em me curar dos males daquela doidera que nem percebi que já faz um bom tempo que eu não uso nada... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O cheiro de uma mistura de irresponsabilidade com qualquer outra coisa que era provavelmente muito parecida com irresponsabilidade pairava no ar. Eu não sabia exatamente há quanto tempo eles estavam fazendo isso, mas realmente começava a me preocupar aqueles dois cheirando, lambendo, mastigando, torcendo, chupando e comendo o frasco plástico azul, que a pelo menos umas 3 horas atrás tinha sido fervorosamente disputado pelos selvagens integrantes do grupo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você deu o frasco azul pra ele, seu animal! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E ele desce as escadas, já tendo intrepidamente combatido e saído vencedor da batalha contra os “Inefáveis Ninjas do Andar de Cima”, com um sorriso indescritível no rosto, habilidades motoras extremamente comprometidas e balbuciando palavras que mal ele deveria ter condições de entender.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115960006611501468?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115960006611501468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115960006611501468' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115960006611501468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115960006611501468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/09/gonzo-night.html' title='Gonzo Night'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115634855925592886</id><published>2006-08-23T08:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T14:14:43.376-07:00</updated><title type='text'>Palavra de Honra</title><content type='html'>Parece-me que o cândido vulgo acredita que alguém pode simplesmente viver com sua honra suspensa no éter imaculado, mentir, sacanear, ofender, transgredir, violar, enfim: cometer todas as injurias e perjúrios que lhe ocorrerem impunemente. E, quando realmente tiver necessidade, é só invocar sua intacta e abstinente honra de seu éter suspenso para utilizá-la como arma secreta.&lt;br /&gt;Não faz sentido algum. Você não pode escolher quando a honra está em jogo e quando não está. Ela sempre está. Prometer algo não faz sentido algum, é dizer: “olha, eu costumo mentir, mas juro que agora não estou mentindo”. “Juro” e “Prometo” são palavras, como todas as outras; a única coisa que nos faz ter algum respeito extra por essas duas expressões é o fato de que são, usualmente, o último fio de esperança de alguém que está apelando com seu último recurso.&lt;br /&gt;Uma mentira é uma mentira; jurada, juramentada, prometida, asseverada, afiançada, penhorada, garantida, professada, votada, ou não.&lt;br /&gt;As palavras não têm diferentes valores, diferentes quantidades de ser. Por mais que tenhamos uma doce e ingênua ilusão de que a palavra amor vale mais do que a palavra abajur, ela não vale. São só palavras.&lt;br /&gt;Mas ainda há um argumento final, utilizado por aqueles que defendem tal prática: ao tratar-se de um acordo, na medida em que as partes mentirosas realmente atribuem determinado valor elevado às promessas, o evento de fato se passa como se as palavras de honra valessem mais do que suas palavras normais. Mas isso só pode ocorrer se as duas partes atribuírem realmente esse valor às palavras.&lt;br /&gt;Todavia, você nunca poderá saber se a outra parte confere realmente esse poder à suas palavras ou não. E eu também sugiro que você não se esqueça de que, além do suposto acordo, não há diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo isso em mente, jure à vontade. Mas se me vir jurando, eu provavelmente estarei bêbado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115634855925592886?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115634855925592886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115634855925592886' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115634855925592886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115634855925592886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/08/palavra-de-honra.html' title='Palavra de Honra'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115556922255271096</id><published>2006-08-14T08:24:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T08:27:02.566-07:00</updated><title type='text'>Xaveco</title><content type='html'>“O xaveco se define por oposição ao mérito pessoal”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Toda forma de expressão física ou verbal que você cristalizar, consistirá, ao longo de um ou mais diálogos com determinado interlocutor, a imagem que este terá de você. Se o resultado for (ou seja: aparentar ser) suficientemente digno dele (seu interlocutor), você terá o caminho aberto para finalizar uma possível incursão colonizadora (se estiverem ausentes fatores que conspirem contra a investida – ausência de afinidade química, óbices morais, etc.) por Mérito Pessoal.&lt;br /&gt;            Por outro lado, existe um tipo de discurso sofístico que facilita esse processo imperialista, minimizando as burocracias envolvidas em todo o procedimento social para explicitar seu objetivo claro e específico. O conteúdo deste discurso não é relevante; suas palavras são proferidas apenas com o propósito de seduzir aquele a quem se dirigem; São forma, sem conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xaveco: Discurso retórico que tem por objetivo explícito a persuasão, em diferentes níveis de proximidade física, de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Caos se define por oposição a cosmos. O Simulacro, o falso, o ausente em ser, sempre se definem por oposição ou por defecção - pois nao &lt;em&gt;são&lt;/em&gt;, de fato)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115556922255271096?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115556922255271096/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115556922255271096' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115556922255271096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115556922255271096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/08/xaveco.html' title='Xaveco'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115445876308775317</id><published>2006-08-01T11:57:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T11:59:23.100-07:00</updated><title type='text'>PAUSE</title><content type='html'>Press Start.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115445876308775317?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115445876308775317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115445876308775317' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115445876308775317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115445876308775317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/08/pause.html' title='PAUSE'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115360744887386401</id><published>2006-07-22T15:29:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T11:16:39.146-07:00</updated><title type='text'>O "Match-Making" Pós-moderno (ou Das Putas-Namoradas)</title><content type='html'>Considero um dos maiores anacronismos da sociedade pós-moderna a inexistência de prostitutas namoradas. E não falo, aqui, de namoradas prostitutas, pois isso é algo extremamente normal e muito difundido pelas mais diversas civilizações do planeta. Estou me referindo a um tipo de relação capitalista que não envolve apenas o sexo, mas também todo o tipo de regalias, responsabilidades e direitos oferecidos pela parceria fixa.&lt;br /&gt;É perfeitamente compreensível que alguns homens não tenham o costume de freqüentar prostíbulos, já que muitos de nós foram criados com uma rigidez moral que jamais nos permitiria pagar por sexo, pelos mais diversos motivos (seja pelo básico, orgulhoso, e, obviamente, cego “não pago por sexo” até o mais ingênuo “tenho nojo de prostitutas”).&lt;br /&gt;Justamente por esta peculiaridade (a de pagar por sexo indiretamente, mas nao pagar por ele diretamente) do moralismo pós-moderno, sugiro a instauração de um regime de namoro pago: você estabelece um salário fixo (semanal, mensal ou semestral, dependendo da duração que você prevê para o namoro) para a prostituta e ela se torna sua namorada, para todos os efeitos. Vocês dormem juntos, falam “eu te amo”, dão pipoca na boca um do outro enquanto curtem comédias românticas, vão para a balada juntos, brigam por ciúmes, até traem um ao outro (como qualquer casal normal).&lt;br /&gt;Dessa forma, é possível suprir não só a carência sexual de um homem em necessidade, mas também sua carência afetiva advinda de um Complexo de Édipo mal resolvido ou qualquer outra coisa que o valha. Concomitantemente, a mulher poderá usufruir exatamente das mesmas vantagens de que pode desfrutar em um namoro normal, sem correr o risco de eventuais infelicidades econômicas durante o período estipulado no contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção da consorte é feita através de um catálogo detalhadíssimo, no qual consta o perfil de correspondência de cada uma das prostitutas, incluíndo formação profissional, estudos, cabedal intelectual, características emocionais e até, eventualmente, o dote e a tendência psíquica de cada uma delas (histeria, obsessão, eventuais distúrbios psicóticos, enfim: tudo para facilitar o pareamento). Coloco aqui um perfil resumido de algumas das candidatas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mariana: Formada em ciências da computação; gosta de jogar videogame, assistir filmes de ficção cientifica e musica eletrônica. Não fuma e não bebe. Atributos emocionais: ciumenta, submissa, carinhosa. Potencial de traição: 1/5&lt;br /&gt;- Julia: socióloga, gosta de filmes latino-americanos de esquerda, discussões políticas e MPB. Atributos emocionais: gosta muito de transar, não é afeita à frescuras emotivas e preza por sua individualidade. Gosta de beber e fuma. Potencial de traição: 4/5&lt;br /&gt;- Luisa: faz faculdade de letras, gosta de literatura e filmes de arte. Escuta com prazer qualquer estilo de rock, dos mais alternativos aos mais pesados. Fuma e bebe socialmente. Atributos emocionais: Carinhosa, ciumenta e mandona. Potencial de traição: 2/5&lt;br /&gt;- Mônica: aluna de conservatório musical, é cantora lírica e gosta de comédias românticas. Só ouve musica erudita e jazz. Não fuma, bebe raramente. Atributos emocionais: meiga, instável, gosta de sexo e é carinhosa. Potencial de traição: 2/5&lt;br /&gt;- Janaina: não terminou o colégio, é dançarina de trio elétrico de micareta. Ouve funk carioca, pagode, rap, axé e pop. Não é nada inteligente. Pode fumar ou beber, como também pode não fumar nem beber. Atributos Emocionais: submissa relutante, promíscua, nua e crua. Potencial de traição: 3/5&lt;br /&gt;- Érica: Cursa administração numa universidade paga (Bem paga). Ouvia psy-trance e techno, frequentava raves, mas passou a se interessar por micaretas e pagode. É eclética, gosta de ouvir o que está no rádio. Frequenta academia, não fuma nem bebe, mas até gosta de ecstasy. Se forem bebidas caras e cigarros importados, pagos pelo consorte, ela aceita. Só vai a baladas se for em camarote. Gosta de carros caros. Não é muito inteligente. Atributos emocionais: submissa, carinhosa, estável. Potencial de traição: 1/5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nstituição “namoro” (seja ela oficializada como casamento ou não), na maior parte das vezes, não difere em absolutamente nada do que o que estou propondo aqui. Em um namoro normal, você terá que buscar e levar ela para os lugares, pagar suas contas, comprar presentes na imaginarium, flores na Dr. Arnaldo, lembrar de datas, etc. etc. Aqui, igualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[parágrafo importante]&lt;br /&gt;E assim como qualquer outra mulher apazigua sua própria consciência com o óbvio, previsível e ingênuo argumento “A sociedade o favorece, ele ganha mais do que eu, logo, é justo que ele me pague as contas”, estas também o farão. Cedo ou tarde, convencerão a si mesmas de que não&lt;br /&gt;existe nenhuma questão política, moral ou ética por trás da relação de submissão economica. Que preferem ser sustentadas simplesmente pela questão prática da comodidade.&lt;br /&gt;[parágrafo importante]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergo, o que este sistema propõe é apenas a oficialização de algo que já ocorre naturalmente, com eventuais lucros para aquele que se propuser a montar o esquema; pois, obviamente, vale mais a pena pagar para evitar a perda de tempo necessária para encontrar alguém com um perfil psicológico que te agrade, ao invés de ficar por aí caçando como um animal. Para ela, que já nasceu no universo da imposição moral de passividade, nada mudará em relação a isso: ela se inscreve e espera. Como na "vida real", como nas baladas; não vai atrás - pois isso é vulgaridade. Só lhes cabe esperar, enviar sinais (que é o que lhes é moralmente permitido fazer quando têm interesse especial por determinado macho), piscadelas, etc. Obviamente, ela pode se recusar a assinar o contrato com determinado macho, cobrar mais ou menos de um ou de outro; o contrato pode prevêr certas flexibilidades ou não - ele é assinado entre o contratante e o contratado, sendo apenas intermediado pelo sistema que proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, na verdade, apenas mais um sistema de alcovitaria, de match-making, que é direcionado aos casais ordinários (no sentido de “normal) de uma sociedade capitalista, patriarcal, machista, etc., etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115360744887386401?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115360744887386401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115360744887386401' title='27 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115360744887386401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115360744887386401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/07/o-match-making-ps-moderno-ou-das-putas.html' title='O &quot;Match-Making&quot; Pós-moderno (ou Das Putas-Namoradas)'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115333848661523436</id><published>2006-07-19T12:47:00.000-07:00</published><updated>2006-07-19T21:27:18.893-07:00</updated><title type='text'>A Filosofia da Consciência</title><content type='html'>Damos nomes à todas as coisas. A algumas, mais de um, inclusive. Um gato, por exemplo, é algo que tem um nome. Por outro lado, certos nomes que utilizamos não representam absolutamente nada que exista; existem casos em que o nome que utilizamos não corresponde a nenhuma entidade “real”, mas apenas a um vago conceito gerado por impressões diversas, subjetivas, e que ao longo de nossas vidas nos acostumamos tanto a utilizar que poderíamos jurar com todas as nossas forças que tal conceito corresponde, de fato, a algo concreto. Isso é um erro fatal, especialmente quando se trata de conceitos-chave para nossas vidas. Um bom exemplo disso é a palavra felicidade.&lt;br /&gt;É óbvio que não existe felicidade. Não há um conjunto de processos químicos específico e distinguível em nosso teatro de sinapses que possa ser considerado como correspondente perfeito daquilo que chamamos felicidade. Pode até ser que um ou outro grupo de cientistas venha provar que encontrou o gene da felicidade, ou que um ou outro psiquiatra venha a prescrever uma felicidade em pílula. Mas, sobre isso, já escrevi a um ou outro texto atrás.&lt;br /&gt;Mas a palavra existe. Existe porque é um termo, um acordo; o que eu pretendo fazer é inseri-la em minha filosofia: a felicidade é, para mim, uma vida transcorrida, no mais elevado grau possível, segundo seus próprios preceitos morais. Uma prática de acordo com sua consciência. Isso é extremamente relativo, porque cada um tem valores morais diferentes; cada um sofreu diferentes repressões, desenvolveu diferentes superegos, absorveu diferentes ideais e objetivos. Mas não é uma questão de fazer determinadas coisas. Nem uma questão de fazer aquilo que imediatamente te traz prazer. É uma questão de poder dizer, naturalmente, que não faz coisas que considera erradas.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, toda vez que você falhar, toda vez que for abandonado, toda vez que não alcançar seus objetivos, seu sofrimento será passageiro. Você se recuperará. Caso você tivesse agido contra seus próprios preceitos morais, sua recuperação seria lenta e dolorosa, e provavelmente jamais chegaria a se completar eficientemente. Quando fazemos algo que consideramos moralmente repreensível, aquilo é uma martelada no gongo que sofreremos pelo resto de nossas vidas, a menos que nosso centro de repressão se encarregue de elimina-la de nosso consciente; neste caso, ela deixará de ser uma martelada no gongo e passará a ser um fantasma que te assombrará em pesadelos e momentos íntimos de auto-sabotagem inconsciente.&lt;br /&gt;O que quero dizer é o seguinte: alguém que não sofreu repressões ao longo de sua vida a ponto de poder mentir, trair, sacanear, puxar tapetes e etc., não deve se sentir acanhada a fazer tais coisas se elas lhe convierem em determinados momentos. Mas que fique claro que isso só é recomendável a quem realmente não é afetado pelos valores éticos predominantes no mercado da moral; não adianta dizer que não tem problema com isso e ficar se remoendo depois.&lt;br /&gt;A vida infeliz é aquela em que seu ideal de si mesmo (os valores que você introjetou ao longo de seu desenvolvimento) se choca violentamente com aquilo que você realmente é, e você tem consciência disso. Porque quando você consegue eficientemente se enganar a sua vida toda e realmente acreditar que seu ideal de ego corresponde perfeitamente ao seu ego, você realmente será feliz. É uma felicidade perigosa, pois a qualquer momento você está sujeito a se deparar com a triste realidade. Mas se isso não acontecer, esta ótimo (na verdade eu realmente considero isso impossível, a menos que você sofra de algum tipo de psicose).&lt;br /&gt;O problema é que somos criados com valores extremamente rígidos e praticamente inatingíveis, o que torna quase inevitável que nossos idéias morais se choquem com nossas praticas cotidianas.&lt;br /&gt;Para a maior parte das pessoas, impiedosamente catequizadas pela repressão civilizatória da moral platônica, é como se Deus tivesse estabelecido padrões de certo e errado absolutos. O que eu quero dizer é o seguinte: ainda que Protágoras esteja certo, ainda que o homem seja a medida de todas as coisas, o próprio homem foi tão eficiente em estabelecer e disseminar padrões de certo errado a toda uma civilização que as coisas transcorrem quase exatamente como se os elevadíssimos idéias moralistas e maniqueístas da releitura platônica do judaísmo fossem, de fato, absolutos. Então, na prática, não faz diferença se foi Deus, se foi o Cosmos, se foi a Seleção Natural (caso os padrões de certo e errado estejam inscritos de certa forma em nossos códigos genéticos...) ou se foi o Homem que estabeleceu tal noção maniqueísta, a partir do momento em que é incontestável que a civilização ocidental é acometida por tal noção, em maior ou menor grau, mais ou menos de forma homogênea.&lt;br /&gt;A partir daí, considero dois caminhos, que devem ser trilhados simultaneamente, para alcançar um máximo de correspondência entre seu ideal de si mesmo e sua pratica cotidiana: o primeiro é o de adaptar suas práticas à seus ideais; o segundo, o de adaptar seus ideais a suas práticas.&lt;br /&gt;A felicidade plena é essa correspondência plena. Ela é, provavelmente, inatingível (considero como possíveis exceções alguns tipos de psicose e de fanatismo). Mas é plenamente atingível em escalas mais moderadas, o que torna extremamente possível uma vida razoavelmente feliz segundo meus critérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Minha Filosofia da Consciência é uma espécie de releitura psicológica do neo-platonismo confrontado à luz da sofística moderna. Pouco provável que alguem já nao tenha escrito algo assim antes, menos provável ainda que não contenha “erros” – ver prefácio - para as ciências ultrapassadas [que ainda nao se tornaram pós-modernas] , e infinitamente improvável que eu não venha a corrigi-lo em breve).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Brilhante ressalva de minha ilustre colega cientista, Luisa Hugerth, a respeito do terceiro periodo deste texo: "Um gato nao é algo que tem um nome, é algo que tem 247 nomes e nao atende por nenhum deles"*a citação nao foi exata, mas é algo do genero]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apêndice:&lt;br /&gt;Resulta daí que a mais interessante educação moral para a juventude de uma sociedade é aquela que nao é liberal a ponto de permitir que seus cidadãos a destruam sem peso algum em suas respectivas consciencias, mas também nao tão rígida a ponto de se tornar impossível de se corresponder na prática - o que acarretaria em uma população infeliz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115333848661523436?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115333848661523436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115333848661523436' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115333848661523436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115333848661523436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/07/filosofia-da-conscincia.html' title='A Filosofia da Consciência'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115292204582819881</id><published>2006-07-14T17:06:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T11:02:05.656-07:00</updated><title type='text'>A Teoria dos Modelos Teóricos</title><content type='html'>Não é que exista uma “verdade” ou alguma espécie de elemento cuja realidade formal é superior à soma das realidades objetivas de todos os outros elementos que compõem o universo. O fato é que as coisas existem, não necessariamente com E maiúsculo, e não necessariamente além do nosso universo perceptivo, porque isso não importa. O que importa é que independentemente de que explicação nós formulamos para as coisas, elas não podem corresponder perfeitamente a qualquer coisa que vá além de nosso universo perceptivo.&lt;br /&gt;Os modelos explicativos para cada realidade complexa não são um melhor ou pior do que o outro porque um está certo e outro errado; eles diferem nos aspectos que conseguem captar da realidade que é de explicação complexa demais para um modelo de entendimento simples. Cada modelo consegue se aproximar da realidade, mas jamais capta-la em sua totalidade, pois não temos nem a capacidade léxica e muito menos a potência intelectual para abarcar a totalidade da realidade em nosso único e falível meio de comunicação [e raciocínio] conhecido (a saber, o logos).&lt;br /&gt;A diferença entre um modelo e outro é, na verdade, muito mais uma questão de coesão interna do que de correspondência externa; em primeiro lugar porque a Realidade e a Verdade, se existem, estão muito além de nossa capacidade perceptiva; em segundo lugar, porque quando um modelo consegue uma coerência máxima entre os elementos que o compõem, torna-se auto-explicativo e auto-suficiente, sendo impossível refutá-lo tecnicamente, mas apenas discordar dele (por questões psíquicas de incompatibilidade ou negação).&lt;br /&gt;Posso utilizar como exemplo as mais óbvias noções religiosas: o cristianismo, o budismo ou o monoteísmo platônico tem muitas semelhanças, embora utilizem metáforas diferentes. Os três contêm muitos semelhantes aspectos da realidade, mas seu corpo teórico-estrutural difere devido aos diferentes contextos em que estão inseridos.&lt;br /&gt;Mas então podemos discutir algumas questões; algumas “licenças teóricas” que os corpos religiosos tiram, porque seria extremamente difícil passar o aspecto que eles desejam passar sem afetar a coerência interna do corpo teórico; certas coisas, para que sejam explicadas mantendo a perfeita coerência interna da formulação, necessitam uma complexidade que seria inalcançável para aqueles a quem se destina a própria formulação; por isso, licenças teóricas são tiradas. Um bom exemplo é a ressurreição Jesus Cristo na exata forma em que ela nos é legada pelos evangelhos. Discutir as incoerências desse elemento me tomaria parágrafos e mais parágrafos de texto, e, portanto não entrarei na questão. O importante é que apesar de uma das partes mais indispensáveis da teoria, a complexidade que exigiria transmitir esse elemento do corpo teórico com perfeita coesão interna tornaria impossível sua compreensão para uma boa parte da população a quem se destinava a própria religião.&lt;br /&gt;Os problemas de coerência interna são também, às vezes, fruto da incapacidade daquele que formulou a teoria, embora eu, particularmente, acredite que, em geral, o que leva um modelo teórico a apresentar falhas seja o fato de que aqueles que o formulam dão mais importância à mensagem que desejam passar do que à perfeição de seu modelo em termos estruturais. O resultado disso é que a mensagem é passada, mas muitos erros são encontrados.&lt;br /&gt;A ciência é um dos poucos corpos teóricos que, ao invés de focalizar-se na mensagem, focaliza-se na estrutura do corpo teórico. O resultado é que sua estrutura torna-se um esqueleto sem alma, que pode ser utilizado para as mais vis ou mais belas (dependendo do uso e dependendo do ponto de vista) práticas humanas.&lt;br /&gt;Não existe uma teoria mais correta, mais próxima da Verdade do que outra. Se existe, não temos capacidade de dizer. Mas temos capacidade de avaliar as teorias conforme sua coerência interna, porque não podemos comprovar a invalidade de uma teoria comparando-a com a Realidade, com a Verdade, pois não a conhecemos. Podemos apenas compará-la com ela mesma, internamente, um elemento a outro. Nesse sentido, quanto menos falhas existirem na proposição, mais verdadeira ela é (embora isso não a torne de forma alguma mais Verdadeira).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115292204582819881?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115292204582819881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115292204582819881' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115292204582819881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115292204582819881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/07/teoria-dos-modelos-tericos.html' title='A Teoria dos Modelos Teóricos'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22452975.post-115249382826925826</id><published>2006-07-09T18:09:00.000-07:00</published><updated>2006-07-19T12:47:02.323-07:00</updated><title type='text'>Prefácio Obrigatório Razoavelmente Interessante</title><content type='html'>É extremamente desagradável escrever sobre qualquer assunto que seja em uma época agraciada pelas mais irrefutáveis provas científicas, que provam, comprovam, des-provam, reprovam, sub-provam, sobre-provam, ante-provam, pós-provam tudo. Consequentemente, não há nada que já não tenha sido cientificamente provado e cientificamente contra-provado (o que seria uma absoluta incoerência lógica, já que algo provado é necessariamente impossível de ser contra-provado, porque é absolutamente correto – pois caso contrário, o que diferencia uma comprovação de uma opinião?... e é esse o ponto).&lt;br /&gt;E então me lamento profundamente sobre a impossibilidade de escrever uma vulgar e ordinária reflexão – afinal de contas, o que é a reflexão frente à comprovação científica? O que são palavras, quando confrontadas pela prova científica? O que é a lógica contra uma prova científica? Afinal, o que pode contra uma prova científica? Obviamente, somente outra prova científica, que a des-prova.&lt;br /&gt;Ora, se tudo aquilo que pode ser provado pode ser contra-provado, chego a óbvia e anômala conclusão de que a ciência não passa de uma ficção oficializada; um conjunto de invenções razoavelmente convincentes que, segundo o cânone cientifico vigente, foram aceitas no livro sagrado de explicações satisfatórias dessa religião bizarra. E, portanto, é vão meu saudosístico lamento: “bem que eu poderia ter nascido nos bons tempos em que qualquer um poderia filosofar suas mais medonhas elucubrações impunemente, sem que um – se não muitos – imbecil lhe esfregasse uma página de revista semanal na cara, contendo estatísticas, ‘Ph.D’s e “fatos” contra sua magnífica reflexão”. É vão, eu dizia, porque na semana seguinte eu poderia lhe retribuir o favor, se fosse também um assinante de revistas de publicação em massa.&lt;br /&gt;O ponto é: isento-me aqui de qualquer possível responsabilidade sobre os potenciais desrespeitos, ao cânone cientifico da ficção oficial, que eu cometerei. Todo o medo que eu tinha de expor minhas teorizações estapafúrdias frente às infinitas comprovações cientificas caiu por terra.&lt;br /&gt;Na prática, é o seguinte: a única coisa que difere o “filósofo de buteco” de um cientista é o carimbo do papa, o selo da rainha – a palavra “oficial” está escrito na testa deste, e, daquele, não; Este possui provas. Possui a verdade. E, portanto, tudo o que eu lhes apresentar aqui pode ser perfeitamente concebido como "filosofia de buteco" (já que não é condecorado com nenhuma das insígnias canônicas; além do mais, não estou nem um pouco interessado em provar absolutamente nada). Minha única relutância em atribuir esta alcunha a meus proprios textos é a má fama que carregam os famigerados e incompetentes expoentes da filosofia de buteco de nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, particularmente, levaria em conta que meus textos são tão refutáveis quanto o “pudim de passas” do Thomson, a gravitação universal de Newton, as estatísticas raciais brasileiras, a filosofia platônica, a psicanálise do Freud, a Bíblia (o ex-cânone da ficção oficial européia há uns dois ou três séculos atrás) ou absolutamente qualquer outra coisa que seja ou tenha sido &lt;em&gt;irrefutavelmente &lt;/em&gt;comprovada&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22452975-115249382826925826?l=dysfemismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dysfemismo.blogspot.com/feeds/115249382826925826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22452975&amp;postID=115249382826925826' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115249382826925826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22452975/posts/default/115249382826925826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dysfemismo.blogspot.com/2006/07/prefcio-obrigatrio-razoavelmente.html' title='Prefácio Obrigatório Razoavelmente Interessante'/><author><name>Dr. Voldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03046899748864299005</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://i90.photobucket.com/albums/k271/djyhadhotmailcom/avatar.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
